Governo do Rio volta atrás e pede reforço federal na segurança para eleições
22h agopt
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O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, solicitou à Justiça Eleitoral reforço de forças federais na área da segurança pública para as eleições deste ano. O pedido foi feito cerca de duas semanas depois do governo estadual negar a necessidade do apoio em uma mensagem enviado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ). Política: PGR pede que STF faça nova tentativa de notificar Silvio Almeida antes de decidir sobre denúncia por importunação sexual 'Demorou muito para falar': líder do PL na Assembleia do Ceará critica vereadora pivô de crise entre Michelle e Flávio A manifestação foi feita após o presidente do TRE-RJ, Cláudio de Mello Tavares, questionar o governador sobre a capacidade das forças estaduais de garantirem a "segurança dos eleitores, dos locais de votação, bem como do transporte e guarda das urnas eletrônicas", atendendo a um pedido do Tribunal Superior Eleitoral. No dia 12 de junho, Couto respondeu ao pedido e afirmou que o reforço não seria necessário. Ele citou manifestações da Secretaria de Estado de Polícia Militar e da Secretaria de Estado da Casa Civil para concluir que as forças estaduais eram capazes de assegurar a integridade do pleito no estado. "Dessa forma, à luz das informações técnicas apresentadas pelos órgãos de segurança pública do Estado, não se vislumbra, neste momento, a necessidade de solicitação de reforço federal para atuação no pleito eleitoral de 2026", diz o ofício assinado pelo governador. Um novo ofício enviado ao presidente do TRE-RJ duas semanas depois trouxe um novo posicionamento de Couto. Na nova mensagem, o governador interino afirma ter reavaliado a questão após uma reunião com a Justiça Eleitoral. Ele destaca que, apesar dos órgãos estaduais terem capacidade para o "desempenho das atribuições inerentes à segurança do processo eleitoral", a ajuda das forças federais era uma medida relevante para reforçar as ações. "Nessa perspectiva, o emprego de reforço federal, em regime de cooperação com os órgãos estaduais, mostra-se de extrema importância, especialmente no tocante à segurança dos eleitores, dos locais de votação, do transporte, da distribuição e da guarda das urnas eletrônicas, bem como à preservação da ordem pública em áreas que demandem atenção operacional específica", diz o ofício. Não é a primeira vez que o estado conta com reforço federal para garantir a segurança do pleito. Em setembro de 2022, o TSE autorizou para o primeiro turno o envio de forças federais para 561 localidades de 11 estados, entre eles o Rio de Janeiro. Nas eleições municipais de 2024, 32 cidades do estado contaram com o reforço das Forças Armadas durante o período eleitoral.
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