Cleitinho diz que recebeu oferta em dinheiro para não disputar o governo de MG e sugere decisão só em agosto: 'Deixar esse povo doido'
5h agopt
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O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) afirmou ter recebido uma oferta em dinheiro para ficar de fora da disputa pelo governo de Minas Gerais em outubro. Líder nas pesquisas de intenção de voto para o pleito, o político não confirma nem descarta ser candidato ao Palácio Tiradentes, no que se tornou nos últimos meses um dos principais entraves para a composição das chapas majoritárias, sobretudo do PL de Flávio Bolsonaro, no estado com o segundo maior colégio eleitoral do país. PL e Republicanos avançam em negociações por aliança, mas acordo ainda esbarra em impasses estaduais Jogo Político: 'A classe política me subestima e não tenho medo de virar governador', diz Cleitinho, líder nas pesquisas em Minas Em discurso no plenário nesta terça-feira, Cleitinho citou a pressão para que não concorra ao governo mineiro e, sem citar nomes, relatou o encontro com um político da cidade de Divinópolis que teria insistido em vê-lo pessoalmente. — Eu estava tomando um caldo de feijão ali no São José. Ele chegou lá, buzinou para mim: 'Entra aqui no carro'. Ligou o som numa altura danada e estava assim para mim: 'Cleitinho, um pessoal aí mandou te dar um recado'. Eu falei: 'Que recado?'. 'Pelo amor de Deus, Cleitinho...'. 'Por que esse som está alto desse jeito?'. 'Não, eu estou com medo de te contar uma coisa'. 'O que é?'. 'Eles estão te oferecendo dinheiro para ver se você desiste'. 'Você manda um recado: eu não vou desistir' — disse o senador. Cleitinho voltou a dizer que não tem medo de concorrer. Ele acrescentou que nunca esteve "à venda" e que será candidato "se o Espírito Santo tocar meu coração". — Olhem o medo que eu estou: é zero! A minha política foi feita de propósitos. Se eu cheguei até aqui agora foi Deus que me colocou aqui. Não foi grupo político, não foi partido, não foi dinheiro, não foi empresário, foi o povo que me colocou aqui — destacou. Operações contra Castro e Canella ampliam indefinição na direita do Rio; veja cotados À newsletter Jogo Político, de Thiago Prado, editor de Política e Brasil do GLOBO, o senador disse em junho que não fazia "nenhuma questão de vir candidato", mas ressaltou que seu nome estava "virando uma onda". Ele complementou que "não precisava" ficar "latindo" que participaria do pleito e indicou que só decidiria seu futuro após a Copa do Mundo de 2026. A final da competição está marcada para 19 de julho, na véspera do início das convenções partidárias. No discurso em plenário, na terça-feira, Cleitinho deu a entender que pode deixar o anúncio para agosto, cujo dia 5 marca o final do prazo para as convenções. Os registros de candidatura devem ser enviados à Justiça Eleitoral até 15 de agosto. — Por que eu vou anunciar agora? Quem está com 2%, 3%, 4% que lute. Olha as pesquisas como estão — disse. — Eu estou pensando em deixar esse povo ainda mais doido em Minas Gerais. Se o último dia da convenção for 5 de agosto, falar assim: ‘5 de agosto eu decido’. Para deixar esse povo mais louco. Porque eu sei que vocês não estão loucos para defender o povo não, bando de canalhas. Eu sei que vocês estão loucos é para botar a mão no bolso, para encher o bolso de dinheiro, bando de vagabundos. A indefinição mexe com o xadrez político em Minas Gerais. Há pouco mais de um mês, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu Cleitinho como "cabeça de chapa" ao governo estadual, enquanto dirigentes do PL indicavam a preferência por uma aliança com o Republicanos em torno de um nome próprio, como o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli ou o presidente licenciado da Fiemg Flávio Roscoe. Nesta semana, PL e Republicanos avançaram nas negociações por uma aliança, mas o acordo ainda esbarra em impasses estaduais, como em Minas, um dos estados considerados mais estratégicos pela pré-campanha de Flávio. Apuração do GLOBO aponta que o PL deseja apoiar o senador Cleitinho, mas ainda não recebeu sinal positivo do parlamentar.
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