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First reported by Extra Online
Cinco minutos para argumentação, perguntas e registro oficial: como funcionará a audiência nos EUA que ouvirá Flávio Bolsonaro

Audiência pública nos EUA discute tarifas aos produtos brasileiros

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Gabriel Brum - repórter da Rádio Nacional

12h agopt

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agenciabrasil.ebc.com.brAudiência pública nos EUA discute tarifas aos produtos brasileirosebc.com.br
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Mais de 4.000 produtos brasileiros podem ser impactados pelo tarifaço de 37,5% dos Estados Unidos contra o Brasil. Segundo a CNI, a Confederação Nacional da Indústria, isso equivale a quase U$ 15 bilhões em exportações brasileiras. O tarifaço está em discussão numa audiência pública em Washington, marcada para esta segunda e terça-feira. Segundo a CNI, entre os produtos que podem ser afetados estão ferro-gusa, usado na fabricação de aço, madeira, granito, açúcar de cana, tabaco, entre outros. O Brasil é o país que mais vende esses itens aos Estados Unidos. O presidente da CNI, Ricardo Alban, diz que em termos econômicos e técnicos esse tarifaço não tem o menor sentido. "É porque, como todos sabemos de cor e salteado, o Brasil é deficitário na balança comercial com os Estados Unidos. Nós temos, nas nossa relação, uma relação de complementaridade e capital importância para ambos os lados. Para ter uma ideia, cerca de 11 dos 13 maiores produtos de exportação que serão afetados, o Brasil é o principal fornecedor para os Estados Unidos, ou seja, também afeta os interesses americanos." Na audiência pública norte-americana, o Brasil vai ser representado por setores do agronegócio, como arroz e café, etanol, calçados, entre outros. O embaixador Roberto Azevedo vai falar em nome da CNI, que acompanha o caso de perto, diz Alban. "Repor produtos manufaturados sempre é muito mais complexo do que repor commodities no mercado internacional, porque eles têm especificações de cada país, de cada região, de cada demanda para que a gente possa compor. Isso nos preocupa bastante, e é por isso que nós estamos desprendendo todos os esforços possíveis para termos o melhor resultado também possível. É um desafio grande." São duas taxas: uma de 25% com base numa investigação comercial por supostas práticas anticompetitivas em que um dos alvos é o Pix. A outra, de 12,5%, foi proposta com base na acusação de que o Brasil não fiscalizaria a importação de produtos feitos com trabalho forçado. A decisão final está marcada para sair no dia 15 de julho. 2:00

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