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Cinco minutos para argumentação, perguntas e registro oficial: como funcionará a audiência nos EUA que ouvirá Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro participa hoje de audiência pública nos EUA sobre tarifaço: entenda como será a reunião

4h agopt

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Extra OnlineFlávio Bolsonaro participa hoje de audiência pública nos EUA sobre tarifaço: entenda como será a reuniãoglobo.com
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O governo americano realiza hoje o segundo dia da audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês) que é considerada a última etapa pública da investigação comercial aberta pelos EUA antes da decisão final, prevista para o dia 15. No mês passado, o USTR recomendou ao governo do presidente Donald Trump sobretaxar produtos brasileiros em 25% com base nas conclusões da investigação, que aponta supostas práticas brasileiras que dificultam interesses comerciais dos EUA, como barreiras ao etanol e o Pix. Tarifaço: Coca-Cola, Tesla e eBay pedem para EUA não cobrarem tarifa de produtos brasileiros 'Otimismo com moderação': Representantes de exportadores brasileiros participam de audiência nos EUA sobre tarifas Enquanto o governo Lula insiste na via diplomática e na discussão política direta com os técnicos de Trump, empresas e consultores tentam demover os EUA na audiência com argumentos técnicos que evidenciam consequências negativas para a própria economia americana. É neste contexto que deve entrar a participação do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência pelo PL. Enquanto isso, o governo Lula enviou uma observadora da embaixada do Brasil em Washington para acompanhar a sessão, mas o Itamaraty não trata a audiência como canal de negociação, e sim um espaço para ouvir a sociedade civil e o empresariado. Por que Flávio vai à audiência? Flávio Bolsonaro viajou aos EUA para participar da audiência numa tentativa de se desvincular do impacto eleitoral negativo do novo tarifaço de Trump, anunciado pelo republicano poucos dias depois de receber o senador no Salão Oval da Casa Branca. O presidente Donald Trump, o senador Flávio Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o influenciador Paulo Figueiredo na Casa Branca Divulgação/Casa Branca Em documento enviado ao USTR, o parlamentar pede a suspensão da sobretaxa sobre o país, e diz que a medida daria vitória política para o presidente Lula. No ano passado, quando a movimentação de seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, em Washington foi vista como uma contribuição para o primeiro tarifaço contra o Brasil, a popularidade de Lula subiu com o discurso de soberania nacional que o petista tenta reeditar agora contra Flávio. Initial plugin text Ontem, o primeiro dia de audiência foi marcado por pedidos de empresas para que seus negócios sejam classificados como exceção ao tarifaço de 25% e argumentos do setor produtivo de que a sobretaxa recairia sobre o consumidor americano, além de elevar custos a empresas e reduzir investimentos no país. Além do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o painel terá a participação do ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, que representa a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Como será a reunião? A audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) funciona como a última oportunidade para que empresas, associações, especialistas e representantes dos setores afetados tentem convencer o governo americano a alterar ou suavizar as medidas antes da decisão final. Os trabalhos são divididos em 14 painéis, distribuídos entre ontem e hoje. Os sete primeiros ocorreram ontem. Cada participante tem cerca de cinco minutos para fazer uma apresentação inicial. O tempo é cronometrado e deverá ser usado para resumir os principais argumentos já encaminhados por escrito ao USTR nos últimos dias. Depois das exposições, integrantes do órgão podem fazer perguntas aos participantes, que têm a oportunidade de responder aos questionamentos e esclarecer pontos considerados relevantes para a investigação. Dependendo da dinâmica da sessão, também podem ocorrer réplicas e pedidos de esclarecimento. Não se trata de uma votação nem de uma negociação entre os participantes. A audiência tem caráter consultivo e serve para reunir elementos técnicos que subsidiarão a decisão do governo americano. Encerradas as apresentações, a equipe do USTR analisará as manifestações antes de encaminhar uma recomendação à Casa Branca sobre a aplicação ou não das tarifas. Não há transmissão ao vivo. O governo dos EUA deve divulgar depois a íntegra das transcrições e documentos apresentados.

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