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Todos juntos contra o racismo

7h agopt

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Extra OnlineTodos juntos contra o racismoglobo.com
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O combate ao racismo dentro e fora das quadras ganhará reforço na 44ª edição do Intercolegial. Patrocinador oficial da competição, o Sesc RJ ampliou as ações educativas que fazem parte do projeto Consciências, criado em 2022 para enfrentar o racismo estrutural e o chamado racismo recreativo — manifestações de discriminação muitas vezes naturalizadas em piadas, apelidos e brincadeiras. Além da campanha já realizada nas edições anteriores, o torneio deste ano passa a incorporar atividades que apresentam aos estudantes aspectos da cultura, da ciência e da produção de conhecimento de origem africana. Confira: Contagem Geral do Intercolegial 2026 Comportamento: Por que as meninas costumam desistir do esporte na adolescência? A principal novidade será um espaço dedicado aos jogos tradicionais africanos, onde atletas, professores e o público poderão conhecer e experimentar tabuleiros criados há séculos em países como Egito, Nigéria, Senegal, Mali e Quênia. A proposta é utilizar o esporte como ponto de partida para ampliar o debate sobre diversidade, identidade e reconhecimento das contribuições dos povos africanos para a formação da sociedade. De acordo com Adriano Rocha, analista de Educação do Sesc RJ, a iniciativa busca romper com uma visão limitada sobre o continente africano, normalmente associado apenas a aspectos históricos ligados à escravidão. — Estamos acostumados a conhecer jogos de tabuleiro de diversas partes do mundo, mas quase nunca os de origem africana. O mesmo acontece com outras áreas do conhecimento. Queremos mostrar que matemática, engenharia, química e tantas outras ciências também foram desenvolvidas no continente africano. É uma forma de ampliar o repertório cultural dos estudantes e valorizar uma produção de conhecimento que foi historicamente silenciada — afirma Rocha. Embora exista uma diretriz comum, cada unidade do Sesc que recebe etapas do Intercolegial terá autonomia para adaptar as atividades de acordo com seu público. Em algumas, o foco poderá estar nos jogos; em outras, em ações ligadas à literatura, rodas de conversa ou experiências culturais. Para Rocha, trabalhar esse tema junto aos estudantes tem um impacto que ultrapassa o ambiente esportivo. — Esses jovens estão em processo de formação. É um momento importante para que tenham contato com novos conhecimentos e reconheçam a contribuição dos povos africanos para a construção da sociedade brasileira. O objetivo é estimular relações mais respeitosas dentro e fora das competições — explica o analista. As ações antirracistas também estarão presentes nas quadras. A partir da retomada do campeonato, em agosto, atletas entrarão em campo usando braçadeiras com a identidade visual da campanha, enquanto equipes exibirão faixas com a mensagem “Racismo é crime” antes das partidas, assim como aconteceu na edição do ano passado. Totens e cartazes espalhados pelos locais de competição trarão QR Codes que direcionam para o Guia Antirracista do Sesc RJ, material educativo que apresenta diferentes formas de racismo, orienta sobre como agir diante de situações de discriminação e reúne informações sobre promoção da equidade racial. Entre os jogos apresentados ao público estão o Shisima, originário do Quênia, cuja dinâmica lembra o jogo da velha; o Yoté, tradicional da África Ocidental, baseado em estratégias de captura de peças; e o Quéops, inspirado na pirâmide construída no Egito, em que os participantes precisam elaborar estratégias para construir a estrutura e alcançar o topo por meio do planejamento e da percepção espacial. Outra atividade Além das ações do Sesc RJ, o Intercolegial conta com atividades promovidas por patrocinadores. A Guaracamp, por exemplo, montou um espaço interativo no qual o público pode participar de desafios de chute ao gol em uma estrutura inflável com alvos. Quem acerta um dos seis pontos disponíveis dentro das três tentativas previstas recebe um refrigerante da marca como prêmio.

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