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Pai alega que chutou filha de 3 anos porque criança estava 'chorando e berrando na rua'

5h agopt
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O homem que chutou a própria filha, de 3 anos, em uma rua de Francisco Beltrão, no sudoeste do Paraná, afirmou à Polícia Civil que agrediu a criança porque ela estava "chorando e berrando na rua". Ao GLOBO, o delegado Anderson Andrei Grosso, da 19ª Subdivisão Policial (SDP) de Francisco Beltrão, informou que o suspeito foi ouvido na tarde de quarta-feira (8), após ser identificado. O caso ocorreu no último domingo (5) e foi registrado por câmeras de segurança. Brasileiros sancionados pelos EUA usaram o Zelle, 'Pix americano', para lavar dinheiro do tráfico, aponta Justiça Tamanho da cela, mofo e revista íntima: veja as divergências do MP e OAB sobre prisão de Deolane Em depoimento na delegacia, o homem, cuja identidade não foi divulgada, afirmou que voltava do mercado com os filhos quando a menina começou a "chorar e berrar" na rua. Segundo o delegado, ele disse que não se lembrava da agressão, mas, ao assistir às imagens, reconheceu ser o homem que aparece no vídeo ao lado das crianças. — O pai foi identificado ontem, foi até a delegacia e foi ouvido. Disse que a criança estava chorando e berrando na rua e acabou tendo aquela atitude, mas que nem se recordava. Porém, assistindo ao vídeo, confirmou ser ele — afirma o delegado. A Polícia Civil tomou conhecimento do caso após as imagens ganharem repercussão nas redes sociais. O delegado destaca que a prioridade inicial foi garantir a segurança da vítima e de seus familiares. A criança passou por exame de corpo de delito na tarde de quarta-feira (8), acompanhada de sua mãe. A corporação solicitou à Justiça medidas protetivas de urgência em favor da menina, do irmão dela e da mãe das crianças. A genitora e outros familiares já foram identificados e prestaram depoimento. O Conselho Tutelar foi acionado para acompanhar o caso. Ainda de acordo com o delegado, os agentes mapeiam o local em busca de novas imagens do trajeto percorrido pelo pai e pelas crianças para verificar se houve outras agressões ao longo do caminho. Entenda o caso As imagens mostram o homem caminhando pela rua com os dois filhos — a menina de 3 anos e um menino de 5 — enquanto carrega sacolas. As crianças seguem alguns passos atrás dele. Em determinado momento, ele se vira e desfere um chute que atinge a menina na região do rosto. José Luiz Fernandes, que testemunhou o momento, afirmou ter sido ameaçado pelo homem ao tentar intervir na agressão. Ele estava do outro lado da rua e presenciou a cena. Na hora, atravessa a via com os braços abertos e tenta impedir a agressão. A criança se levanta, os dois adultos parecem conversar rapidamente e, em seguida, o pai continua caminhando com os filhos. Em entrevista à Tribuna da Massa na quarta-feira (8), José Luiz contou que o suspeito aparentava estar alterado, com os olhos inchados. Durante a discussão, disse ter percebido um volume sob a camiseta do homem e temeu que ele estivesse armado, o que o levou a recuar. — Foi uma situação que eu nunca imaginei passar na vida. A gente fica indignado e tentei fazer o que pude. Quando me aproximei, vi que ele estava alterado, com os olhos bem inchados. Em um momento, ele apontou o dedo para mim, começou a fazer ameaças e percebi que havia um volume por baixo da camiseta dele. Ele dizia: 'Fica na tua, vai sobrar para você' — relatou. Fernandes afirmou que decidiu recuar por temer que o agressor estivesse armado e por não ter encontrado outras pessoas que pudessem ajudá-lo na abordagem. — Fui observando a situação. Naquele momento, era preciso ter racionalidade e entender o que estava acontecendo. Procurei alguém por perto para me ajudar, mas não havia ninguém. Enquanto ele me ameaçava, fui recuando. Muita gente me julga por não ter feito mais, mas achei que o melhor era fornecer as imagens e procurar as autoridades — afirmou.
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