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Obesidade após os 40 anos requer abordagem integrativa

4h agopt
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As manifestações físicas do envelhecimento levam ao aumento progressivo da gordura corporal e favorecem o desenvolvimento da sarcopenia, caracterizada pela perda de massa muscular associada à baixa função muscular, conforme estudo publicado na PubMed Central. A pesquisa também relaciona o avanço da idade à perda de massa magra e ao aumento da massa gorda até os 70 anos. O artigo destaca que, no processo de envelhecimento, a gordura corporal é redistribuída dos membros para o tronco, e o aumento do peso corporal eleva o risco de morte por qualquer causa e de doenças cardiovasculares entre pessoas de 30 e 74 anos. A análise conclui que essas diferenças devem ser consideradas na abordagem do controle do peso em adultos mais velhos. A Dra. Ana Cristina Barreira, médica com atuação em cardiologia, endocrinologia e geriatria, enfatiza que, após os 40 anos, o corpo passa por mudanças importantes na composição corporal, com tendência à perda progressiva de massa muscular, redução do gasto metabólico basal, piora da sensibilidade à insulina, alterações hormonais e maior facilidade de acúmulo de gordura visceral. "A massa muscular é um tecido metabolicamente ativo. Quando ela diminui, o corpo passa a gastar menos energia em repouso. Todavia, quando há acúmulo de gordura visceral, o tecido adiposo em excesso funciona como um órgão metabolicamente ativo, capaz de produzir substâncias inflamatórias que interferem na ação da insulina, nos vasos sanguíneos, no fígado, nas articulações e no sistema cardiovascular", explica a especialista. De acordo com um artigo publicado na Revista Médica de Minas Gerais (RMMG), o desenvolvimento da obesidade sarcopênica em pacientes obesos é um quadro clinicamente preocupante, e a prevalência da síndrome metabólica aumenta com a idade, alcançando o pico entre 50 e 70 anos nos homens e 60 e 80 anos nas mulheres. "Do ponto de vista metabólico, o envelhecimento favorece resistência à insulina, inflamação de baixo grau, alterações na tireoide em alguns casos, piora da função mitocondrial e maior dificuldade de mobilizar gordura como fonte de energia. Sono ruim, estresse crônico, sedentarismo, uso de alguns medicamentos, menopausa, andropausa e inflamação metabólica tornam o processo de emagrecimento mais complexo", afirma a profissional. A publicação da RMMG indica que muitas complicações associadas à obesidade — como hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus, doença cardiovascular, certos tipos de câncer, síndrome de apnéia/hipopnéia do sono e osteoartrite — também aumentam durante o envelhecimento. "A partir desta idade, o emagrecimento precisa ser mais estratégico. Não basta olhar apenas para a balança. As alterações hormonais têm papel central tanto nas mulheres, com a queda progressiva do estrogênio no climatério e na menopausa, como nos homens, com a queda gradual da testosterona. É preciso avaliar metabolismo, hormônios, massa muscular, sono, intestino, dor, inflamação e saúde emocional", orienta a médica. Medicina integrativa e personalizada A Dra. Ana Cristina Barreira esclarece que a medicina integrativa se diferencia de abordagens focadas apenas na perda de peso, por compreender o emagrecimento como consequência de um corpo que recupera o funcionamento adequado. A abordagem investiga hormônios, metabolismo, inflamação, sono, saúde intestinal, estresse, compulsão alimentar, dor crônica, massa muscular, deficiência de vitaminas e minerais, saúde cardiovascular e estilo de vida. "Cada paciente ganha peso por uma combinação diferente de fatores. Por isso, protocolos iguais para todos tendem a ter resultados limitados. O acompanhamento individualizado permite identificar as causas principais daquele paciente e montar uma estratégia mais precisa. Também é fundamental para a segurança. Medicamentos, terapias hormonais, injetáveis, suplementação, atividade física e dieta precisam ser ajustados conforme idade, exames, histórico familiar, doenças prévias, risco cardiovascular e objetivos pessoais", complementa a especialista. A médica alerta que uma pessoa deve procurar avaliação médica quando perceber que o corpo mudou e que as estratégias habituais para manter o peso já não funcionam. "Alguns sinais do corpo podem indicar que existe algo além da alimentação ou da força de vontade interferindo na saúde, no metabolismo e na qualidade de vida". Segundo a profissional, dores articulares frequentes podem indicar sobrecarga mecânica, inflamação, artrose ou perda de massa muscular, enquanto a compulsão alimentar pode ter relação com desequilíbrios metabólicos, fatores emocionais, ansiedade e sono de má qualidade. "Quando há sono ruim e roncos frequentes, é importante investigar a possibilidade de apneia do sono, uma condição que pode aumentar o risco metabólico e cardiovascular". Conforme ressalta a Dra. Ana Cristina Barreira, a dor articular e a perda de mobilidade após os 40 anos muitas vezes têm múltiplas causas, podendo ser resultado de excesso de peso, perda de massa muscular, inflamação crônica, artrose, alterações hormonais, sedentarismo, resistência à insulina e piora da qualidade do sono. "Quando o paciente emagrece com preservação muscular e redução da inflamação, ele tende a sentir menos dor, se movimentar melhor e entrar em um ciclo positivo, em que menos dor gera mais movimento; mais movimento melhora o metabolismo; e um metabolismo mais equilibrado favorece mais qualidade de vida", declara a profissional. Os benefícios da perda de peso incluem melhorias na qualidade de vida, funcionamento físico e mobilidade, além de reduções na incontinência urinária, apneia do sono e depressão, bem como uma redução na taxa de progressão da tolerância prejudicada à glicose para diabetes, pressão arterial em pacientes hipertensos e níveis de lipídios em pacientes de maior risco, de acordo com revisão científica publicada na Revista BJIHS. Para mais informações sobre os procedimentos da Dra. Ana Cristina Barreira, basta acessar
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