Monique Evans revela que pretende fazer minilifting; entenda a técnica de rejuvenescimento com resultado natural
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Aos 69 anos, Monique Evans afirmou que pretende realizar um minilifting, procedimento cirúrgico voltado ao rejuvenescimento facial. Em entrevista ao jornal "Folha de S.Paulo", a ex-modelo, atriz e apresentadora contou que a decisão está relacionada ao desejo de cuidar da aparência, mas também ao receio de passar por uma anestesia geral. Confira: Maya Massafera rebate críticas após cirurgia nos ombros e faz desabafo sobre transição de gênero Saiba como funciona o armazenamento de células-tronco escolhido por Camila Queiroz para a filha "Quando era mais jovem, pensava que uma mulher de 50 estava velha, e uma de 70 já estava pronta pra morrer; hoje vejo que a nossa geração pensa diferente; não consigo me ver assim (idosa)", declarou. Aos 69 anos, Monique Evans revela desejo de fazer minilifting Reprodução Instagram A fala de Monique reflete uma mudança na forma como o envelhecimento é percebido por muitas mulheres, que passaram a buscar procedimentos estéticos com foco em naturalidade e preservação dos traços individuais. Nesse contexto, cirurgias menos extensas, como o minilifting, a miniabdominoplastia e a minilipo, ganharam espaço entre pacientes interessadas em corrigir alterações específicas sem necessariamente recorrer a intervenções mais amplas. "Os nomes sugerem versões simplificadas das cirurgias tradicionais, mas o sucesso dessas abordagens depende menos do tamanho da cirurgia e mais da correta indicação", explica a cirurgiã plástica Flávia Bonato. Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, quando comparado ao lifting facial tradicional e a técnicas como o deep plane, que atua em camadas mais profundas da face, o minilifting é uma abordagem menos invasiva, com incisões menores e menor descolamento de pele. "Ele atua principalmente no terço inferior e médio da face. O descolamento de pele é menor, pode ou não ser feita uma tração do SMAS (Sistema Músculo Aponeurótico Superficial), camada que dá sustentação à face, para cima e para a lateral. Essa tração é feita sem descolamento do SMAS, apenas uma sutura como se fosse uma prega, o que chamamos de plicatura", esclarece a médica. A técnica costuma ser indicada para pacientes que apresentam sinais iniciais ou moderados de envelhecimento facial. De acordo com Flávia, o procedimento tem como principal objetivo melhorar o contorno da parte inferior do rosto, incluindo mandíbula, linha do queixo e a região onde começam a surgir as chamadas "bochechas caídas". "Diferentemente do lifting facial tradicional, que trata múltiplas regiões da face e do pescoço, o minilifting costuma focar especialmente no terço inferior da face. A cirurgia promove um pequeno reposicionamento dos tecidos que perderam sustentação ao longo do tempo, ajudando a restaurar o contorno facial", detalha. Aos 69 anos, Monique Evans revela desejo de fazer minilifting Reprodução Instagram A especialista destaca que o procedimento costuma beneficiar pessoas que ainda não apresentam excesso significativo de pele ou envelhecimento avançado. "São pacientes que começam a perceber perda da definição da mandíbula, surgimento dos sulcos de marionete ou discreta flacidez facial. Nesses casos, um procedimento mais localizado pode trazer um rejuvenescimento bastante natural", afirma. Dra. Beatriz acrescenta que o minilifting também pode ser uma alternativa para pacientes com rosto mais magro ou com flacidez leve a moderada, principalmente quando a alteração está concentrada na pele e não em estruturas mais profundas da face. "Como resultado, é esperada uma recuperação mais rápida, mas resultados menos duradouros que os liftings profundos", pontua. A procura por técnicas menores acompanha uma tendência de busca por resultados discretos, segundo Dra. Flávia. Para ela, o objetivo de muitos pacientes deixou de ser uma transformação radical e passou a estar relacionado à manutenção da harmonia facial: "As pessoas querem envelhecer bem, manter a harmonia corporal e corrigir incômodos específicos sem perder suas características naturais. Isso abriu espaço para procedimentos mais direcionados, mas que precisam ser indicados para os pacientes certos." Aos 69 anos, Monique Evans revela desejo de fazer minilifting Reprodução Instagram A médica ressalta ainda que uma cirurgia considerada menor não significa necessariamente um resultado inferior. "É importante deixar claro que menor cirurgia não significa resultado menor. Na prática, a resposta depende da situação clínica. Quando a indicação é adequada, um procedimento cirúrgico menos invasivo pode oferecer resultados extremamente satisfatórios justamente porque trata exatamente o problema apresentado pelo paciente", comenta. Segundo ela, a escolha do procedimento deve considerar características individuais, como qualidade da pele, grau de flacidez, distribuição de gordura, processo de envelhecimento e expectativas do paciente. "Existe uma ideia equivocada de que uma cirurgia maior necessariamente produz um resultado melhor. Nem sempre isso é verdade. Muitas vezes, um procedimento mais limitado oferece um resultado excelente porque respeita a anatomia e a necessidade daquele paciente específico", observa. Por outro lado, a especialista alerta que optar por uma técnica menos abrangente quando o caso exige uma intervenção maior pode comprometer a satisfação com o resultado. "Quando uma cirurgia menor é utilizada para corrigir alterações que exigiriam uma abordagem mais ampla, a chance de frustração aumenta. O conceito mais importante não é definir qual cirurgia é maior ou menor, mas qual delas é a mais adequada para cada caso", conclui.
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