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Menina passa por seis ciclos de quimioterapia após diagnóstico errado e hoje depende de cadeira de rodas no Reino Unido

8h agopt

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Extra OnlineMenina passa por seis ciclos de quimioterapia após diagnóstico errado e hoje depende de cadeira de rodas no Reino Unidoglobo.com
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Uma mãe britânica afirma que a filha passou por seis ciclos de quimioterapia e cinco meses de tratamento desnecessários após receber um diagnóstico equivocado de uma doença autoimune. Hoje com 12 anos, Faye Condon foi inicialmente diagnosticada com dermatomiosite juvenil (DMJ) aos cinco anos, mas exames realizados anos depois no Great Ormond Street Hospital apontaram que ela, na verdade, tem distrofia muscular de Emery-Dreifuss (EDMD), uma doença genética rara e sem cura. A família acusa o Hospital Infantil de Bristol de negligenciar indícios da enfermidade e prepara uma queixa formal contra a unidade. Mulher morre após cinco meses em coma depois de abordagem policial nos EUA; família quer processar autoridades Jovem fica em estado grave depois de explosão de aspirador robô na Austrália Segundo Christina Condon, mãe da menina, os primeiros sintomas surgiram quando Faye começou a apresentar dificuldade para correr, pular e caminhar, além de dores no quadril e quedas frequentes. Embora nunca tenha se convencido do diagnóstico inicial, ela afirma que os médicos descartaram outras hipóteses, mesmo com exames para doenças autoimunes negativos e uma biópsia muscular indicando uma condição muscular congênita. A partir de 2021, a criança iniciou sessões de quimioterapia e recebeu injeções em casa, enfrentando efeitos colaterais graves. De acordo com a mãe, uma transfusão ainda provocou meningite viral, obrigando a menina a permanecer isolada em um quarto escuro. Diagnóstico correto veio após exames genéticos Sem melhora clínica, Christina insistiu por uma segunda opinião no Hospital Derriford, em Plymouth. De lá, Faye foi encaminhada ao Great Ormond Street Hospital, onde exames genéticos confirmaram o diagnóstico de distrofia muscular de Emery-Dreifuss. A doença provoca fraqueza e perda progressiva da massa muscular, rigidez nas articulações e alterações no sistema elétrico do coração, podendo comprometer a mobilidade e exigir o uso de cadeira de rodas. Segundo a organização Muscular Dystrophy UK, não existe tratamento capaz de interromper a progressão da doença, apenas medidas para controlar os sintomas e preservar a qualidade de vida. — Esses médicos arruinaram toda a infância da minha filha. Se o diagnóstico correto tivesse sido feito quando ela ainda conseguia andar, teríamos adaptado nossa casa, aproveitado mais momentos com ela e nos preparado para o futuro — afirmou Christina. Atualmente, Faye utiliza cadeira de rodas, depende de suporte respiratório durante a noite e, segundo a mãe, apresenta rápida perda dos movimentos das pernas. O caso ocorre em meio a preocupações sobre erros diagnósticos. Um estudo publicado em 2023 no British Medical Journal (BMJ) estimou que diagnósticos incorretos atingem cerca de um em cada 18 pacientes atendidos na atenção primária e secundária. Em nota, o diretor de enfermagem e melhoria do Bristol NHS Foundation Trust, Steve Hams, afirmou que lamenta as preocupações levantadas pela família e informou que o hospital entrou em contato com a mãe de Faye para compreender detalhadamente o caso e investigar o que ocorreu.

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