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Levantamento do Procon-SP mostra variação de até 2.400% no mesmo medicamento nas farmácias

3h agopt

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Extra OnlineLevantamento do Procon-SP mostra variação de até 2.400% no mesmo medicamento nas farmáciasglobo.com
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Um novo levantamento realizado pelo Procon-SP revelou e mostrou em números o que muitos moradores de São Paulo já sentem: as disparidades alarmantes nos preços de remédios comercializados na capital paulista. Diante dos dados, a entidade faz um alerta rigoroso nesta terça-feira (7) aos consumidores sobre o abuso de preços e a necessidade vital de pesquisar antes de finalizar qualquer compra. Veja também: Ministério Público de São Paulo pede indenização de R$ 100 mil por danos coletivos após estouro de cavalos Rope Jump: Antes da morte de Maria Eduarda, mesma equipe já havia registrado acidente com uma criança A maior distorção encontrada foi no medicamento genérico Tadalafila (5 mg, com 30 comprimidos), utilizado para disfunção erétil, que apresentou uma variação de 2.433,59%. Enquanto em uma farmácia na Zona Sul de São Paulo o produto era vendido por R$ 3,87, em um estabelecimento na Zona Norte, o mesmo item chegava a custar R$ 98,05. O abuso de preços não se restringe apenas aos genéricos. Entre os medicamentos de referência, o Synthroid (25 mcg, com 30 comprimidos), indicado para o tratamento de hipotireoidismo, registrou uma oscilação de 286,11%. Os preços para este remédio variaram entre R$ 10,73 e R$ 41,43, dependendo do local de compra dentro de São Paulo. O genérico Citrato de Sildenafila (50 mg, com 4 comprimidos) foi encontrado com uma diferença de 1.237,08%, custando de R$ 0,89 a R$ 11,90, mesmo nas vendas online. A pesquisa reforça que os medicamentos genéricos continuam sendo a opção mais vantajosa para o bolso. Em média, um genérico custa 63,05% menos do que o medicamento de referência equivalente em lojas físicas. Nas plataformas digitais, essa economia média sobe para 66,18%. Além disso, o Procon-SP constatou que os preços praticados na internet são, em geral, mais baixos: os genéricos online são 20,58% mais baratos do que nas lojas físicas, enquanto os de referência apresentam uma redução média de 8,13% no ambiente virtual. As farmácias e drogarias não podem cobrar pelos medicamentos preço acima do permitido pela CMED (Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos), segundo determinação da Anvisa. A lista de preços máximos (PMC) permitidos para a venda de medicamentos é disponibilizada no site da agência. Metodologia e orientações ao consumidor O levantamento foi realizado nos dias 19 e 20 de maio de 2026, abrangendo dez farmácias físicas distribuídas pelas cinco regiões da cidade e dez sites de grandes redes. Foram comparados preços de mais de 70 itens, incluindo antibióticos, anti-inflamatórios e antidepressivos Para evitar prejuízos, o Procon-SP recomenda que a população consulte programas sociais, verificando a disponibilidade gratuita ou com descontos em programas dos governos federal, estadual ou municipal, além de consultar o PMC. Há ainda os programas de fidelidade, que podem oferecer descontos oferecidos por planos de saúde ou por laboratórios e drogarias. O Procon-SP pede ainda que os consumindores sempre confiram se o número do lote, data de fabricação e validade na embalagem externa correspondem aos dados impressos nas cartelas ou frascos internos. (Com Agência Brasil)

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