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Grécia tenta conter avanço de peixes tóxicos impulsionado pelo calor extremo

2d agopt
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Pescadores na Grécia estão recebendo pagamentos em dinheiro para capturar espécies de peixe consideradas tóxicas, que têm sido encontradas no Mar Mediterrâneo com maior frequência devido às mudanças climáticas. Em algumas baías ao longo de Evia, a segunda maior ilha da Grécia, já foram instalados 2,5 km de barreiras flutuantes para conter estes tipos de peixe. Vídeo: Seis pessoas morrem após desabamento de prédio durante temporal na Índia 'Europa fritando': Terceira onda de calor leva temperaturas acima de 40°C e reacende temor de novas mortes A presença dessas espécies no país tem mantido os turistas em alerta. O peixe-sapo-de-bochechas-prateadas, encontrado frequentemente neste verão, possui dentes semelhantes a presas que podem rasgar ossos, madeira e metal. Além de uma mordida dolorosa, a carne e os órgãos da espécie são potencialmente letais, pois contêm a neurotoxina tetrodotoxina, que pode causar insuficiência cardíaca e pulmonar se ingerida. Típica do Oceano Índico, a espécie invadiu o Mediterrâneo, com o aquecimento dos mares, aproximadamente, desde 2003. A partir de 2024, autoridades no Chipre reconheceram a necessidade de erradicar o peixe-sapo-de-bochechas-prateadas, introduzindo incentivos financeiros para conter a proliferação. Desde então, mais de 100 toneladas do peixe, que não possui predadores naturais, foram destruídas. Os peixes têm causado problemas para os pescadores. — Chegamos ao ponto em que podemos sair para pescar um dia e passar os três dias seguintes consertando nossas redes — disse Giorgos Kyriakakis, de uma associação de pescadores cretenses, à emissora pública grega ERT nesta sexta-feira. — Eles comem nossa pesca e danificam nossas redes — isso é muito caro — acrescentou. Galerias Relacionadas Na semana passada, Atenas anunciou um programa semelhante ao cipriota, oferecendo uma recompensa de € 5,33 (cerca de R$ 31 reais) por cada quilograma do peixe entregue às autoridades Outros sete quilômetros de barreiras flutuantes com redes de trama densa devem ser levadas da cidade a outros pontos do oceano, parte do plano de contenção. — É a primeira vez que uma medida desse tipo é tomada na Grécia — disse o ministro da Agricultura, Margaritis Schinas, ex -vice-presidente da Comissão Europeia, antes do lançamento do programa. A Cruz Vermelha Grega afirmou que as vítimas que sofrerem mordidas dessas espécies de peixe devem limpar a região afetada com água limpa e sabão, aplicar pressão firme sobre o local e procurar atendimento de emergência. Em contraponto, grupos de apoio aos peixes têm pressionado pelo fim da erradicação. Um clube autodenominado "Iniciativa para Salvar o Baiacu" denuncia o que chamam de “sérias questões éticas” para uma criatura que claramente necessita de “proteção e respeito”.
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