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Ola de calor en Europa: por qué el episodio de junio redefine los límites de las crisis térmicas en el continente
'Europa fritando': Terceira onda de calor leva temperaturas acima de 40°C e reacende temor de novas mortes
3h ago
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Depois de enfrentar a onda de calor mais intensa já registrada em sua história recente, a Europa volta a entrar em alerta diante da chegada de novo período de calor extremo do ano. Com temperaturas que devem ultrapassar os 40°C em algumas regiões, governos reforçam medidas de emergência para conter incêndios florestais, proteger populações vulneráveis e evitar a repetição das milhares de mortes associadas ao calor extremo registradas nos últimos anos. Seis pessoas morrem após desabamento de prédio durante temporal na Índia; vídeo Onda de calor nos EUA teria provocado ao menos 19 mortes em Nova Jersey Portugal está entre os países que adotaram as medidas mais rigorosas. O governo decretou estado de alerta em diversas regiões, mobilizou quase 3 mil bombeiros e solicitou antecipadamente apoio aéreo à Espanha, ao Marrocos e à União Europeia para combater incêndios florestais. Também foram impostas restrições a atividades agrícolas e ao manejo de áreas florestais, enquanto equipes atuavam em diferentes focos de fogo espalhados pelo país. Ao anunciar as medidas, o primeiro-ministro português, Luís Montenegro, classificou o momento como uma "situação excepcional", refletindo a estratégia que tem sido adotada por diversos governos europeus: agir preventivamente antes que a combinação entre temperaturas extremas, seca e incêndios provoque uma nova crise sanitária. A preocupação ganhou força após a segunda onda de calor do ano, que atingiu grande parte do continente entre junho e o início de julho. O período foi marcado pelo mês de junho mais quente da história em países como Reino Unido, França e Suíça. Em Paris, autoridades restringiram a circulação de veículos, adotaram medidas para reduzir a exposição da população ao calor e reforçaram os serviços de saúde diante da pressão sobre os hospitais. Calor extremo se torna ameaça à saúde pública Especialistas afirmam que o calor extremo se tornou uma ameaça de saúde pública. Segundo Ruth Engel, cientista de dados do World Resources Institute (WRI), a principal mudança observada na última década é justamente a necessidade de respostas coletivas. Ela afirma que governos precisam identificar onde as pessoas estão mais expostas às altas temperaturas — seja em casa, no transporte, nos locais de trabalho ou nas escolas — para desenvolver políticas de proteção capazes de reduzir os impactos sobre a população. Dados recentes reforçam essa preocupação. Em 2025, segundo a especialista, o calor extremo provocou mais mortes do que os acidentes de trânsito. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também considera as ondas de calor os eventos climáticos extremos mais letais da atualidade. Na França, o impacto da última onda já começou a aparecer nas estatísticas. Entre 22 e 28 de junho, o país registrou um excesso de 2.025 mortes, alta de 29,1% em relação à semana anterior. A maior parte das vítimas tinha mais de 65 anos, e cerca de dois terços viviam na região da Île-de-France, onde está localizada Paris. O avanço das mortes também alimentou um debate político. Integrantes do partido Les Écologistes estimaram que o número de vítimas poderia chegar a 10 mil, projeção classificada como "escandalosa" pelo primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, durante sessão da Assembleia Nacional. Caso a estimativa se confirme, o país se aproximaria da tragédia registrada em 2003, quando uma histórica onda de calor matou quase 15 mil pessoas na França e provocou aproximadamente 70 mil mortes em toda a Europa. Desde então, diversos países passaram a implementar protocolos específicos para episódios de temperaturas extremas, incluindo sistemas de alerta, planos de emergência e mecanismos automáticos para ampliar a resposta do poder público. Essas adaptações vêm sendo ampliadas em diferentes cidades europeias. Amsterdã investe na ampliação de áreas de sombra, tanto por meio do plantio de árvores quanto de intervenções urbanísticas. Barcelona instalou centros de resfriamento nas regiões mais quentes da cidade. Atenas desenvolve sistemas de alerta precoce para orientar a população durante períodos críticos, enquanto Berlim intensifica campanhas de conscientização e discute a criação de espaços climatizados em prédios públicos, inspirados no modelo espanhol. Para Engel, apesar dos desafios, a cooperação entre cidades e países representa um dos principais caminhos para enfrentar um fenômeno que tende a se tornar cada vez mais frequente em razão das mudanças climáticas. Segundo ela, experiências bem-sucedidas vêm sendo compartilhadas para orientar novos planos de adaptação em diferentes regiões da Europa. Enquanto governos reforçam seus planos de resposta, os efeitos da terceira onda de calor já começam a ser sentidos em diferentes partes do continente. Além dos incêndios em Portugal, focos de fogo também atingem áreas da Espanha, do sul da França e da Grécia. Itália e Alemanha enfrentam períodos de seca, enquanto países da Europa Central voltaram a registrar temperaturas recordes para esta época do ano. No Reino Unido, previsões meteorológicas indicam que uma terceira onda de calor também deve atingir o país nos próximos dias, com máximas de até 35°C em partes da Inglaterra e alertas de saúde emitidos para diversas regiões devido aos riscos às pessoas mais vulneráveis.
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