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Efeito do tarifaço: fatia dos EUA nas exportações brasileiras tomba a menor patamar histórico no 1º semestre

3h agopt

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Extra OnlineEfeito do tarifaço: fatia dos EUA nas exportações brasileiras tomba a menor patamar histórico no 1º semestreglobo.com
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O tarifaço de Donald Trump fez as exportações do Brasil para os Estados Unidos no primeiro semestre deste ano recuaram ao menor patamar histórico, segundo levantamento feito pela Amcham Brasil, para US$ 17,4 bilhões ou 13% menos que em igual período de 2025. Com isso, a fatia de vendas do comércio internacional brasileiro abocanhada pelos americanos recuou a 9,4%, o mais baixo índice desde o início da série em 1997. Para frear nova taxação: Empresas pedem aos EUA retirada de tarifas enquanto governo Lula insiste em negociação política com Trump Em audiência sobre tarifas nos EUA: exportadores brasileiros destacam riscos para economia americana e saem com 'otimismo moderado' Ao todo, as transações comerciais entre os dois países caíram 12,8% na comparação com janeiro a junho de 2025, a US$ 36,4 bilhões. Em paralelo, o Brasil ampliou em 11,5% suas exportações globalmente, com um salto em remessas para parceiros relevantes, a exemplo de China, com alta de 21,9%, e União Europeia, de 12,8%. Enquanto o Representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês) discute se vai ampliar tarifas adicionais ao Brasil a partir do próximo dia 15, Abrão Neto, presidente da Câmara de Comércio americana no Brasil, esses dados demonstram o efeito do tarifaço de Donald Trump sobre o comércio entre os dois países. “O primeiro semestre confirma que o comércio bilateral atravessa um período de forte pressão e reforça a necessidade de um acordo que evite a aplicação de novas tarifas no âmbito da investigação da Seção 301”, disse em nota. “Caso sejam implementadas, as sobretaxas poderão comprometer ainda mais as trocas entre Brasil e Estados Unidos”, acrescentou. Initial plugin text Recuo maior em categorias com tarifa A maior parte da queda nas exportações brasileiras, aponta o levantamento da Amcham, está concentrada em bens que foram sobretaxados pelo governo americano. Os produtos que foram alvo de tarifação registraram recuo de 16,6% nas exportações, enquanto aqueles que não sofrearam taxação tiveram recuo de 8,7%. Na direção contrária, as importações feitas pelo Brasil dos EUA encolheram em 12,5% no período, em movimento puxado principalmente pela retração em máquinas e motores, que teve queda de 76%, o equivalente a menos US$ 2,7 bilhões, e aeronaves e partes, com recuo de 14,6%, ou US$ 100 milhões. Míriam Leitão: Perguntas mais técnicas, dados defasados de desmatamento e críticas sobre o etanol: como foi o primeiro dia da audiência do USTR sobre o tarifaço Em junho, o comércio começou a dar sinais de retomada. O horizonte adiante, porém, calcula a Amcham é de incerteza, considerando a possível taxação adicional de importações brasileiras pelo USTR, além do conflito no Oriente Médio que onera produtos derivados de óleo e gás. No mês passado, após dez meses consecutivos de queda puxada pelas tarifas impostas em agosto por Trump, as exportações do Brasil para os EUA subiram 3,7% em valor, enquanto em volume houve decréscimo. Ainda assim, as vendas de metade dos dez principais produtos brasileiros para os Estados Unidos no primeiro semestre subiram, com as principais altas em aeronaves (32,9%), carne bovina (41,0%), óleos combustíveis (13,7%), equipamentos de engenharia (23,8%) e máquinas de energia elétrica (16,0%). A Amcham frisa que os itens sobretaxados seguiram registrando recuo em exportações para o mercado americano.

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