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Cinco minutos para argumentação, perguntas e registro oficial: como funcionará a audiência nos EUA que ouvirá Flávio Bolsonaro

Coca-Cola, Tesla e eBay pedem para EUA não cobrar tarifa de produtos brasileiros

6h agopt

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Extra OnlineCoca-Cola, Tesla e eBay pedem para EUA não cobrar tarifa de produtos brasileirosglobo.com
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Empresas americanas, como a gigante de bebidas Coca-Cola, a montadora de Elon Musk Tesla e o site de vendas de usados eBay recomendaram, no último dia 1º de julho, a não adoção de tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Os comentários foram enviados ao Departamento de Comércio americano (USTR, na sigla em inglês), que solicitou comentários das companhias do país. De acordo com essas companhias, as tarifas poderiam prejudicar o fornecimento, a produção e o comércio de seus itens em solo americano. Espaço: Governo decide enviar observador para audiência nos EUA que ouvirá Flávio Bolsonaro Cinco minutos para argumentação, perguntas e registro oficial: Como funcionará a audiência nos EUA que ouvirá Flávio Bolsonaro A Coca-Cola solicitou que o departamento mantivesse a isenção para insumos de laranja do Brasil, e que acrescentasse uma exclusão equivalente ou regime de transição para insumos de limão, utilizados na fabricação de suas bebidas. A tributação adicional, afirma a Coca, “poderia provocar interrupções nas cadeias de suprimentos” e “elevaria os custos de produção no país”. A fabricante de bebidas solicita ainda que, qualquer que seja a decisão do USTR, “seja direcionada e operacionalmente viável, de forma a alcançar esses objetivos sem causar interrupções desnecessárias à indústria americana de alimentos e bebidas”. Os Estados Unidos são o maior importador de sumo de laranja congelado do país, segundo a plataforma ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic). Em 2026, o valor exportado ao país já chega a R$ 139 bilhões. Os EUA ocupam a 15ª posição como destino dos limões produzidos no Brasil. 'Otimismo com moderação': Representantes de exportadores brasileiros participam de audiência nos EUA sobre tarifas Já a montadora de carros elétricos de Elon Musk, a Tesla, afirmou em comentário que a adoção de tarifas pode comprometer a competitividade de seus veículos. A montadora disse no documento que qualquer decisão do departamento “leve em consideração as limitações das cadeias de suprimentos e outros fatores que atualmente afetam os fabricantes americanos”. A companhia afirmou no comentário que “investiu bilhões de dólares para estabelecer uma cadeia de fornecimento robusta e verticalmente integrada nos Estados Unidos”, mas que “certos insumos críticos ainda não podem ser obtidos nos Estados Unidos na escala e com a qualidade necessárias para sustentar uma manufatura americana competitiva”. A marca cita que utiliza peças e componentes adquiridos no Brasil. Diante da necessidade de uso dos produtos brasileiros, a Tesla pede, no comentário “medidas cuidadosamente calibradas, que levem em conta essa realidade”. Até comércio de usados pede isenção Um dos maiores símbolos do mercado de segunda mão americano também diz que seria afetado com a taxação aos produtos do Brasil. É o que aponta o tradicional portal de comêrcio eletrônico eBay. Em um comentário longo, de treze páginas, a empresa pede isenção sobre os produtos usados brasileiros negociados na plataforma, e afirma que “a isenção evitaria aumento de custos para milhões de famílias americanas”. De acordo com o eBay, parte do comércio internacional de produtos comercializados na plataforma é feita por pequenos revendedores do país, e a implantação das tarifas “criaria custos fixos de importação”, que poderiam até mesmo superar o valor do produto.A imposição das tarifas, portanto, fariam com que operações deixassem de ser viáveis diante do aumento do custo. A decisão de cobrar tarifas, diz o eBay, implicaria num efeito reverso: o consumidor americano poderia passar a optar por produtos novos e mais baratos, migrando sua vontade de itens de segunda mão por itens importados que poderiam ser fabricados no Brasil. O eBay argumenta ainda que tributar os itens de segunda mão não pressionaria os fabricantes brasileiros, já que as empresas receberam pelas vendas dos produtos “zero” anos antes. Ao todo, foram enviados ao USTR 365 comentários, entre empresas, associações e pessoas físicas. Initial plugin text

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