'Quem usa uma meia dessas não pode ser levado a sério', disse Antonio Fagundes, ao mostrar o tecido laranja salpicado com desenhos coloridos de sushi que cobria seus pés durante entrevista à repórter Maria Fortuna. Em participação no videocast 'Conversa vai, conversa vem, no ar no Youtube e no Spotify, o ator revelou que faz coleção de meias divertidas e também de imagens de pato, que traz como souvenir de cada viagem que faz pelo mundo. Fafá, como gosta de ser chamado, também lembrou o viral sobre exame de próstata que protagonizou em 2023, convidado pelo Porta dos Fundos. Leia o trecho da entrevista: Em 2023, você viralizou com aquele vídeo hilário do Porta dos Fundos sobre exame de próstata. O publico te viu de uma maneira diferente, soltando o maior palavrão cabeludo. O que te levou a topar? As pessoas têm uma visão estranha de mim. Um cara que tem coleção de patinhos e usa esse tipo de meia topa qualquer coisa (risos). Aquilo era maravilhoso e sobre saúde de uma forma que consegue aproximar as pessoas: rindo. Não tem coisa melhor. Se riu de um problema, resolveu 50% dele; os outros 50% vão sair fáceis. Teve gente que ficou ofendida com aquilo, mas esses, realmente, não têm saída. Antonio Fagundes: 'Um acara que coloca uma meia dessas não pose ser levado a sério', die ele sobre tecido com desenhos de sushi Ana Branco Peraí... Você coleciona patos? Sim. Uma vez, eu fiz uma viagem e achei um pato muito lindinho. Aí, comecei a procurar patos em toda viagem que eu faço. Virou um desafio, porque é muito difícil. Tem imagens de tudo quanto é bicho que você pode imaginar, mas de pato, não. Mas eu consigo... (risos). Mais Fafá. Antonio Fagundes fala sobre morte de seu personagem em 'Quem ama cuida' e do processo de desconstrução após descobrir que o filho é gay; assista Os livros do anos (até agora): Confira 50 destaques literários do primeiro semestre de 2026 Como se sente aos 77 anos? Chegou a enfrentar sintomas da andropausa, como variações de humor e disfunção erétil? Que me lembre, não. Não sei quem estava à minha volta sentiu (risos). Acho que a idade só aparece para quem não está bem de saúde e que a longevidade só interessa se tiver qualidade de vida e possibilidade de usufruir. Aí, não importa a idade... Não consigo me imaginar com 77 anos porque não tenho as mazelas que alguém com essa idade tem. A dor nas costas e a diabetes estão controladas. E estou produzindo. Minha vida acaba sendo bastante satisfatória. Me comunico com um grande público, não consigo imaginar fazer um espetáculo para 20 pessoas. Mas já fez para apenas uma pessoa... Fiz, mas não foi porque eu quis, é que não tinha mais gente na plateia (risos), ninguém queria ver. Foi "Muro de arrimo", enorme sucesso em São Paulo, que ficou um ano e meio em cartaz e, quando chegou no Rio, não foi bem a ponto de eu ter um espectador na plateia. Mas fiz um espetáculo maravilhoso, que deu três cortinas. Sabe o que é cortina, né? É quando aplaudem no final, fecha a cortina, continuam aplaudindo, abre de novo, e fecha novamente. Era um cara sozinho na plateia. Em 2020, você me disse que não se especializou em ser galã, que este é um posto que as pessoas te colocam. E me disse também nunca entendeu quando dizem que é bonito porque não é seu tipo de homem. Qual é o seu tipo de homem? Não sou meu tipo de homem mesmo (risos). Um Brad Pitt, um Alain Delon, um Marcello Mastroianni... Isso é homem bonito. O fato de ser considerado bonito pode ser uma coisa boa. Mas é vazio se for só isso. Geralmente, quando falam que você é galã, estão querendo te ofender de alguma forma. Dizendo que é só uma casca e não tem mais nada ali dentro. Como não me acho um homem bonito, esse tipo de ofensa nunca me atinge. Ser bonito pode ser um primeiro passo para ser outras coisas: inteligente, sensível, honesto, íntegro, talentoso e vai embora... Em 1981, fez o seriado 'Amizade Colorida', e dirigiu um episódio batizado de 'Beleza', que colocava o homem no lugar de objeto sexual como a mulher havia sido colocada a vida inteira. Tinha essa consciência lá atrás? Claro que tinha! Escrevi três episódios para o 'Amizade Colorida' que, depois, foi proibido pela censura da ditadura. Uma coisa idiota. Se pusesse no ar hoje poderia ser 10h da manhã, porque é pra criança (risos)... Os episódios que escrevi falavam dessa relação do homem numa sociedade machista e os problemas que a mulher enfrentava dentro dessa sociedade. "Beleza", como você disse, foi o homem como objeto sexual; "Barriga", era sobre um homem que fica grávido; e "Bagunça", sobre um homem dentro de casa enquanto a mulher ia trabalhar.
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