Viagens corporativas redefinem perfil de hospedagem
3h agopt
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O mercado de viagens corporativas vive um momento de aquecimento no Brasil. De janeiro a junho, o faturamento atingiu R$ 13,2 bilhões, alta de 15% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp). O crescimento reflete não apenas o aumento da demanda, mas também mudanças significativas no comportamento das empresas e dos profissionais em deslocamento. Na avaliação da CEO e sócia-fundadora do Apê Smart Studios, Ivete Gama, se antes a escolha da hospedagem corporativa era guiada por status e prestígio, hoje o foco está na eficiência. "Por muito tempo, a decisão era tomada com base na categoria do hotel, na bandeira ou no lobby imponente. Hoje, as empresas estão perguntando coisas muito mais práticas: o colaborador vai conseguir trabalhar bem dali? Vai ter internet estável, espaço para se concentrar, cozinha para não depender de delivery a cada refeição?", afirma. Nesse cenário, cresce a demanda por opções que combinem conforto, praticidade e melhor custo-benefício para estadias de média duração. O modelo de studios e apartamentos compactos tem ganhado espaço em relação aos hotéis tradicionais, justamente por atender às necessidades reais de quem trabalha em trânsito. "Quando você fica num hotel por três, quatro, dez dias, essa estrutura que foi pensada para turistas começa a pesar. O studio compacto bem planejado, inverte essa lógica: menos ornamentação, mais funcionalidade. E com uma vantagem competitiva clara de custo para estadias de média e longa duração, que é exatamente o perfil que cresceu com a expansão do modelo híbrido e das equipes descentralizadas", ilustra Gama. O Apê Smart Studios estruturou sua operação para atender a esse novo perfil de cliente, com localização estratégica, próxima a centros de negócios e acesso a opções de transporte. Os studios são equipados com cozinha funcional, Wi-Fi e espaço de trabalho integrado ao ambiente. "Entendemos que o conforto do colaborador é diretamente proporcional à sua entrega. Além disso, criamos uma operação que facilita a vida das empresas: processo de reserva simplificado, flexibilidade de prazo e um atendimento que entende a dinâmica corporativa, não só a do hóspede individual", destaca a executiva. Ela explica que a percepção dessa mudança de comportamento veio da escuta ativa de hóspedes e gestores de RH, além do acompanhamento de dados do setor. Relatórios recentes reforçam essa tendência. Um levantamento da Skyscanner, divulgado pelo portal Mercado e Eventos, mostra que 61% dos viajantes escolhem o destino com base na acomodação disponível. Já outro estudo indica que 60% dos viajantes corporativos já estenderam estadias profissionais para experiências pessoais, fenômeno conhecido como bleisure. "Percebemos que o volume de viagens corporativas crescia, mas a satisfação com as opções disponíveis não acompanhava esse crescimento. Havia uma lacuna entre o que o mercado oferecia e o que os profissionais em deslocamento realmente precisavam. Nossa adaptação foi reforçar justamente os diferenciais que esse público valoriza: agilidade, praticidade e sensação de autonomia", analisa. A relação entre hospedagem, bem-estar e produtividade também tem ganhado destaque. "A estadia não é um custo isolado; ela é parte da equação de performance. Uma empresa que investe bem em onde seus colaboradores ficam está investindo em qualidade de sono, em alimentação mais saudável, em menos estresse logístico e, consequentemente, em melhores resultados", observa a executiva. Com o aquecimento do setor, a tendência é que o mercado siga se adaptando, acompanhando o avanço de novos comportamentos. "O colaborador que chega ao cliente descansado, que dormiu bem, que não passou a noite num quarto apertado ouvindo barulhos de corredor de hotel, entrega uma reunião diferente. Isso tem valor mensurável, e as empresas mais avançadas na gestão de pessoas já estão enxergando isso", conclui. Para saber mais, basta acessar
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