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Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 2,6 mil

Venezuela pede liberação de ativos congelados no exterior para financiar recuperação após terremotos

15h agopt
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O governo da Venezuela pediu, nesta quarta-feira, a liberação de ativos do país congelados no exterior para ajudar a arrecadar recursos destinados à reconstrução após os dois terremotos do mês passado, que deixaram pelo menos 3.685 mortos. Mais cedo, as Nações Unidas lançaram um apelo urgente para arrecadar US$ 296 milhões (cerca de R$ 1,52 bilhão) em ajuda para o país. 'Eles foram mortos pelo governo': Terremotos expõem antigas suspeitas sobre obras de programa habitacional da Venezuela Entenda: Tragédia na Venezuela redefine o poder no país e abre uma inesperada disputa entre os EUA e María Corina Machado — Queremos fazer um apelo a todos os países que ainda mantêm bloqueados recursos pertencentes à Venezuela para que iniciemos um plano de liberação desses fundos e possamos utilizá-los na recuperação do país — afirmou o chanceler venezuelano, Iván Gil, durante uma reunião virtual com o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). — Temos, em diferentes partes do mundo, contas pertencentes ao Estado venezuelano que foram congeladas em decorrência de sanções ilegais — acrescentou. Initial plugin text Tom Fletcher, secretário-geral adjunto da ONU para Assuntos Humanitários e coordenador de ajuda de emergência, está atualmente na Venezuela e se reuniu com autoridades do país. A ONU lançou nesta quarta-feira um apelo urgente para arrecadar US$ 296 milhões destinados às operações de assistência após os terremotos. — Temos um plano claro. São necessários US$ 296 milhões para atender às necessidades socioeconômicas de 1,3 milhão de pessoas neste momento, durante um período de seis meses. É um plano com prazos concretos — afirmou Fletcher. Contexto: Venezuela enterra corpos não identificados após terremotos Fletcher afirmou que os doadores internacionais já começaram a responder ao apelo da ONU, mas ressaltou que ainda há um grande déficit de recursos para atender às necessidades mais urgentes do país. O pedido emergencial se soma ao plano humanitário de US$ 632 milhões (aproximadamente R$ 3,25 bilhões) lançado pela ONU para a Venezuela no início do ano. Antes dos terremotos, a iniciativa havia arrecadado apenas US$ 115 milhões (R$ 591 milhões), mas, após novas contribuições, o total disponível chegou a cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,54 bilhão). Segundo Fletcher, ainda faltam US$ 627 milhões (R$ 3,22 bilhão) para atender às necessidades humanitárias do país. 'A reconheci pelo anel': Famílias procuram parentes desaparecidos em necrotério improvisado na Venezuela Os terremotos de 24 de junho, de magnitude 7,2 e 7,5, considerados um dos piores desastres sísmicos da história recente da América Latina, deixaram dezenas de milhares de desabrigados, especialmente no estado de La Guaira, próximo a Caracas. As Nações Unidas estimam que os terremotos provocaram prejuízos de cerca de US$ 6,7 bilhões (R$ 34,4 bilhões), valor equivalente a aproximadamente 6% do Produto Interno Bruto da Venezuela. O aeroporto internacional de Maiquetía, principal porta de entrada aérea do país e responsável por atender Caracas, também foi afetado e permanece fechado para voos comerciais.
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