Vai ter greve de ônibus no Rio? Rodoviários e empresas realizam assembleias nesta terça-feira; entenda
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Em meio ao impasse envolvendo as reivindicações salariais dos rodoviários do Rio duas assembleias estão marcadas para esta terça-feira. O Sindicato dos Rodoviários (Sintrucad-Rio) se reúne às 16h, em sua sede em Rocha Miranda, na Zona Norte, para deliberar sobre a proposta apresentada nesta segunda-feira pelas empresas de ônibus em audiência de conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-RJ). O presidente do Sintrucad-Rio, Sebastião José, afirma que a proposta apresentada — o Sindicato das Empresas de Ônibus (Rio Ônibus) ofereceu subir de 4,39% para 4,5% o aumento e fez a oferta de cesta básica — não lhe parece ser de "boa-fé". E diz que não defenderá a nova oferta na reunião da categoria. Não está descartada a possibilidade de nova paralisação. Parceria com PGE: Estado espera recuperar R$ 1 bi em ativos vinculados a processos que tramitam na Justiça Orla à deriva: Camelôs passam a ocupar calçadão e areia de Ipanema, que ganham ares de Copacabana O Rio Ônibus também realizará assembleia para discutir com seus associados se é possível apresentar nova proposta, atendendo a pedido feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) e pelo TRT para que o reajuste seja de, pelo menos, 5% — esse foi o índice concedido a motoristas nos municípios de Duque de Caxias e Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. As reivindicações dos rodoviários incluem aumento de 17% e piso salarial a partir de R$ 4 mil. ‘O que vai acontecer?’ O presidente do Sindicato dos Rodoviários, Sebastião José, afirma que a proposta apresentada após a categoria suspender temporariamente a greve, na última quinta-feira, não lhe parece ser de boa-fé. E diz que não defenderá a nova oferta da Rio Ônibus na assembleia da categoria, marcada para hoje, às 16h. — Como não houve avanço significativo em relação à proposta apresentada na audiência anterior, ela pode ser recusada. E aí, o que vai acontecer? Vamos reformular a proposta inicial, de 17% de reajuste? Vamos aceitar um prazo maior para negociar? Até o horário da nossa assembleia, eles podem enviar outra proposta. Se não chegar, provavelmente vamos rejeitar os 4,5%. A possibilidade de uma greve dependerá da decisão dos trabalhadores — observa Sebastião José. Do lado do Rio Ônibus a alegação é de Houve alegação de que a situação financeira das empresas é ruim. — É importante mencionar que as coisas têm causa e efeito. Hoje estamos recebendo menos do que em 2023, entre receitas e subsídios — diz João Gouveia, presidente do Rio Ônibus. No meio dessa contenda, a população que viaja em ônibus comuns (não articulados) sempre pode ter uma surpresa — boa ou ruim. Em abril de 2026, entraram em circulação mais 102 novos coletivos climatizados. Por outro lado, somente em 2026, duas companhias encerraram suas atividades em razão de dificuldades financeiras. Dados da prefeitura mostram ainda que 4,74% das viagens realizadas na cidade ainda são feitas por veículos sem ar-condicionado. Initial plugin text
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