O presidente Donald Trump afirmou que a Walmart concordou em reduzir os preços de alguns produtos a pedido de seu governo e incentivou outros varejistas a fazerem o mesmo, apresentando a medida como um benefício para os consumidores americanos. Folhas de pagamento: Moraes, Dino, Zanin e Gilmar dão 48 horas para tribunais explicarem supersalários e ameaçam afastar presidentes de TJs Relatório: Brasil diz aos EUA que conclusões de investigação sobre trabalho forçado são 'arbitrárias' "Acabo de ser informado de que uma das maiores, melhores e mais inteligentes redes varejistas dos Estados Unidos, a Walmart, reduzirá os preços — e de forma significativa — a pedido do meu governo, para celebrar o 250º aniversário do nosso grande país", escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais nesta segunda-feira. O presidente disse que a Walmart irá "reduzir o preço de meio quilo de carne moída em quase 15%, entre muitos outros produtos", classificando a iniciativa como "um enorme benefício para os milhões de americanos que, sabiamente, fazem compras" na grande rede varejista. FGTS: Lucro em 2025 deve ser R$ 14,7 bi, mas parcela distribuída a trabalhadores deve ser menor, apontam técnicos do governo "A Walmart está dando um grande e ousado exemplo, e outros varejistas deveriam seguir o exemplo desses verdadeiros patriotas", acrescentou. Em comunicado divulgado após a publicação de Trump, a empresa afirmou que os clientes das lojas Walmart e Sam's Club "podem esperar economia em categorias como alimentos, itens essenciais para o lar, produtos para áreas externas, brinquedos e vestuário, com preços mais baixos tanto em produtos de uso diário quanto em itens sazonais dos quais as famílias mais dependem". As ações da empresa caíram menos de 1% nas negociações pós-fechamento da Bolsa de Nova York. Providências: Brinquedos com IA podem violar regras do ECA digital e expor crianças a riscos emocionais e à privacidade, diz Ministério da Justiça Os preços da carne moída nos Estados Unidos vêm atingindo recordes sucessivos, à medida que o rebanho bovino do país permanece no menor nível dos últimos 75 anos. O governo Trump tem buscado reduzir os preços, inclusive aumentando as importações, especialmente porque os consumidores estão procurando consumir mais proteínas e o secretário de Saúde, Robert F. Kennedy Jr., colocou a carne no topo de sua nova pirâmide alimentar. Ao mesmo tempo, a disseminação da mosca da bicheira do novo mundo (New World screwworm) representa uma ameaça ao rebanho bovino dos Estados Unidos. A publicação de Trump ocorre em um momento em que a Casa Branca tenta convencer os eleitores de que está tomando medidas para enfrentar as preocupações com o alto custo dos alimentos, da assistência médica, da moradia e dos serviços públicos, antes das eleições legislativas de meio de mandato de novembro, nas quais as questões econômicas ocupam posição central. Consultoria confirma impacto: ações de cervejaria gigante do setor caem 4% depois de eliminação de Brasil e México No fim do mês passado, Trump ordenou uma investigação sobre as principais empresas de petróleo devido aos preços elevados da gasolina. O presidente previu em diversas ocasiões que os preços dos combustíveis "despencariam" com o fim do conflito. Vários economistas, no entanto, contestaram a afirmação e disseram acreditar que os preços do petróleo levariam meses para retornar aos níveis anteriores à guerra. Trump venceu as eleições de 2024, em parte, fazendo campanha com a promessa de controlar os preços para as famílias americanas. No entanto, as preocupações dos eleitores com a inflação e o crescimento dos salários estão ameaçando o controle do Partido Republicano sobre o Congresso.
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