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‘Superterra’: cientistas descobrem planeta possivelmente habitável a apenas 25 anos-luz de distância

3d agopt

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Extra Online‘Superterra’: cientistas descobrem planeta possivelmente habitável a apenas 25 anos-luz de distânciaglobo.com
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Uma equipe liderada por astrônomos da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, descobriu um novo exoplaneta semelhante à Terra orbitando uma estrela localizada a cerca de apenas 25 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar. Segundo os autores do estudo, publicado na revista científica The Astrophysical Journal, o achado amplia a lista de exoplanetas que podem abrigar vida. “Isso é empolgante. É um dos nossos vizinhos cósmicos mais próximos. 25 anos-luz parecem uma distância enorme, mas a Via Láctea tem cerca de 100 mil anos-luz de extensão, então, sob essa perspectiva, ele é praticamente nosso vizinho ao lado”, afirma o professor de Astronomia da Universidade da Califórnia em Irvine e autor principal do estudo, Paul Robertson, em comunicado. O planeta, batizado de GJ 3378b, tem aproximadamente o dobro do tamanho da Terra. Ele está localizado na zona habitável de sua estrela, a chamada região “Cachinhos Dourados” (“Goldilocks”, em inglês), onde um planeta recebe a quantidade ideal de radiação estelar para que a água possa existir em estado líquido em sua superfície. “Essa ‘superterra’ recebe cerca de 90% da radiação que a Terra recebe do Sol, então está exatamente na faixa ideal”, diz Robertson. A equipe do cientista fez a descoberta utilizando um instrumento chamado Habitable-zone Planet Finder (“Localizador de Planetas na Zona Habitável”, em português), instalado no telescópio Hobby-Eberly, no Observatório McDonald, no Texas, e o espectrômetro NEID, do telescópio WIYN, no Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona. Um dos mistérios que permanecem é a natureza da atmosfera do planeta, ou mesmo se ele possui uma atmosfera. O GJ 3378b está exatamente no limite do que os pesquisadores chamam de “litoral cósmico” (“cosmic shoreline”), região em torno de uma estrela onde, se um planeta estiver além desse limite, a radiação estelar pode remover sua atmosfera. Um exemplo em nosso próprio Sistema Solar é Marte, que os astrônomos acreditam ter possuído uma atmosfera semelhante à da Terra no passado, antes que ela fosse destruída pela radiação solar. “Se reduzíssemos a Terra ao tamanho de uma maçã, sua atmosfera teria aproximadamente a espessura da casca da fruta. Isso é suficiente para manter as pressões na superfície que permitem a existência de água líquida. Também basta para haver ar respirável e oferece um certo grau de proteção contra o ambiente de radiação intensa do espaço”, explica Robertson. A descoberta de GJ 3378b acrescenta mais um candidato à lista de exoplanetas potencialmente habitáveis. No entanto, os astrônomos terão de esperar pela construção e pelo lançamento de futuros observatórios para confirmar se o planeta realmente possui uma atmosfera. “Se um planeta na zona habitável tiver uma atmosfera adequada, poderemos justificar novas pesquisas em busca de bioassinaturas, água líquida ou outros indícios de vida, que dependem tanto da presença de uma atmosfera quanto da quantidade correta de aquecimento fornecida pela estrela hospedeira”, afirma Gogod James, também pesquisador na Universidade da Califórnia em Irvine que trabalhou na caracterização do tamanho de GJ 3378b. O futuro Observatório de Mundos Habitáveis (“Habitable Worlds Observatory”), planejado pela Agência Espacial Americana (Nasa) com lançamento previsto para algum momento da década de 2040, será capaz de obter imagens de planetas como GJ 3378b para confirmar se eles possuem atmosfera. Caso isso seja confirmado, os astrônomos investigarão o planeta em busca de sinais de vida, incluindo substâncias químicas presentes na atmosfera que possam ter origem biológica. “Acho isso simplesmente divertido demais”, brinca Robertson.

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