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A qué hora juega Paraguay vs Francia HOY en Perú: partido por octavos de final del Mundial 2026
Senadora do Paraguai ameaça processar Mbappé: 'Aqui já prendemos o Ronaldinho, não me subestime'
3h agopt
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A senadora paraguaia Celeste Amarilla comentou, nesta terça-feira, a declaração feita pelo craque Kylian Mbappé nas redes sociais. Em entrevista coletiva, ela negou ser racista, manteve suas críticas ao astro francês e ameaçou processar o atacante do Real Madrid por “violência de gênero” e “violência política”. — Eu diria para ele se cuidar dos paraguaios. Não se meta com os paraguaios, Mbappé. Aqui nós já prendemos o Ronaldinho. Aqui o Ronaldinho já entrou preso, por ser corrupção. E não me subestime, Mbappé. Eu posso te processar, contrate um advogado e vão te dizer que eu sim posso ganhar de você. Violência de gênero, violência política contra a mulher... Isso é grave, isso sim é grave — disse Celeste Amarilla. Mais cedo, Celeste Amarilla publicou uma longa carta aberta ao craque francês. A política criticou a postura de Mbappé na partida entre França e Paraguai, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, exigiu que ele se retrate da postagem que fez e o acusou de violência de gênero, ameaçando tomar medidas legais. — Você não me conhece. Não faz ideia de quem eu sou e não tem nenhum direito de dizer que sou uma mulher desprezível, indigna do cargo que ocupo. Sou senadora da Nação Paraguaia eleita com votos. Quem é você para tentar me humilhar ou me desprezar se nem sequer me conhecer? Isso é violência de gênero, pura e simples. Violência política contra uma mulher que chegou onde está pelo voto popular do seu povo — acusou a senadora na carta. — Retrate-se comigo, honre a cidadania francesa e peça desculpas. Caso contrário, poderei iniciar medidas judiciais por violência de gênero — ameaçou Amarilla. Initial plugin text Entenda o caso Celeste Amarilla publicou no sábado uma série de mensagens nas redes sociais com ataques racistas e ofensas pessoais contra Kylian Mbappé, principal jogador da seleção francesa. As declarações foram feitas na plataforma X poucas horas após a derrota paraguaia e tiveram como pano de fundo o desentendimento entre Mbappé e o goleiro Orlando Gill durante a partida. Na primeira publicação, Amarilla atacou diretamente a origem e a aparência do atacante francês. "Esse bruto nem aprendeu a escrever. Em vez de leite materno, mamou em cocos, e os seres mais instruídos que ouviu foram chimpanzés." No dia seguinte, Mbappé classificou como "desprezível" e "indigna do cargo que ocupa" a senadora paraguaia. A situação provocou reações inclusive do governo francês, e o presidente Emmanuel Macron expressou seu apoio ao capitão da seleção francesa. — A senhora não representa o Paraguai, um país que demonstrou paixão e honra durante toda a competição. Por sua inconsciência e seu racismo escancarado, o mundo inteiro já esqueceu a trajetória e o esforço histórico realizados por seus jogadores nesta Copa do Mundo para dar lugar a uma senhora incompetente que oferece a pior imagem possível de seu país — declarou o capitão da seleção francesa em uma mensagem publicada no X. Initial plugin text Leia a carta na íntegra "Carta aberta a Mbappé O problema é entre você e eu. Nunca disse nada contra a França. O meu problema é com você. Estudei em um colégio francês dos 2 aos 17 anos, quando concluí o ensino médio. Sou quem sou graças ao Colégio da Imaculada Conceição e estou onde estou graças à formação que recebi. Cantávamos a Marselhesa, honrávamos a bandeira francesa junto com a nossa, falo francês e adoro visitar a França. No último Natal passei com minha família em Courchevel e recebemos o Ano-Novo em Saint-Tropez. A França não tem nada a ver com isso; o problema é você. O que me incomoda profundamente é a sua arrogância e o seu desprezo. Antes mesmo da partida, você disse: "Se for preciso colocar as mãos na merda, vamos colocá-las." Não somos estúpidos. Entendemos perfeitamente que a "merda" era a seleção paraguaia — e a seleção representa todos nós. Depois você disse que iam "tirar o smoking". Também entendemos essa provocação: vocês seriam os elegantes de smoking, enquanto nós, pobres e brutos, nem saberíamos o que é um smoking. Mesmo assim, todo o Paraguai permaneceu em silêncio, inclusive eu. Nós suportamos. Durante a partida, sua atitude foi arrogante. Seu desprezo por cada jogador era evidente, como se eles lhe causassem nojo. Sem sequer cobrir a boca, você disse "la concha de tu madre", uma expressão extremamente ofensiva na América Latina, e você sabe disso. Foi por isso que a usou. Por fim, você desrespeitou o cumprimento do nosso goleiro. Isso não se faz. O cumprimento entre adversários após uma partida é quase sagrado, na guerra e na paz, na derrota e na vitória. Você se recusou a apertar a mão dele e gritou sua comemoração na cara dele. Isso não se faz. Em poucos segundos, você demonstrou seu desprezo, sua arrogância e sua falta de educação. Isso me machucou, e machucou muito todo o meu país. A França deveria cobrar uma postura diferente de você, porque é um país de cavalheiros, com séculos de história e de "savoir-faire". A França deveria reprovar a sua conduta. Meus posts foram feitos com o sangue fervendo. Esse sangue mestiço, bela mistura de sangue indígena e espanhol que corre nas minhas veias, estava fervendo quando você zombava daqueles imensos jogadores paraguaios que lutaram de igual para igual até o fim da partida, e por isso escrevi aquelas mensagens. No entanto, pouco depois me arrependi de ter respondido com os mesmos insultos que eu mesma recebo. Eu também sou desprezada por ser morena, latina; somos chamadas de "sulacas". Arrependi-me e apaguei a publicação. Percebi que estava repetindo padrões que detesto. Entendo que isso possa tê-lo incomodado, porque é humilhante. Agora exijo que você também se retrate comigo e me peça desculpas. Eu também não vou tolerar sua violência. Você não me conhece, não faz ideia de quem eu sou e não tem direito algum de dizer que SOU UMA MULHER DESPREZÍVEL, INDIGNA DO CARGO QUE OCUPO. Sou senadora da República do Paraguai, eleita pelo voto popular. Antes disso, também fui deputada nacional, igualmente eleita. Milhares de paraguaios e paraguaias votaram em mim e me consideram sua voz. Meu principal compromisso é representar o povo paraguaio, dizer aquilo que eles não podem dizer e defender meu país até o fim da minha vida. É isso que esperam de mim. Represento meu país porque fui eleita em eleições livres. Fui escolhida para fazer suas leis e ser sua voz. Você não faz ideia do que significa ser eleita para defender seu país e representar seu povo. Fui eleita senadora nacional; não sei se você tem dimensão da importância do cargo que exerço. Quem é você para me chamar de indigna ou desprezível sem sequer me conhecer? Isso é violência de gênero, pura e simples. Violência política contra uma mulher que chegou onde está pelo voto popular do seu povo. Justamente você, que demonstra desprezo por uma mulher. Eu não ataquei sua cor, suas preferências ou qualquer característica pessoal. Você atacou minha condição de mulher e de política. Retrate-se comigo, honre a cidadania francesa e peça desculpas. Caso contrário, poderei iniciar medidas judiciais por violência de gênero. Celeste Amarilla"
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