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First reported by Infobae
Ucrania lanzó un ataque con drones contra ocho petroleros de la “flota fantasma” de Rusia en el mar de Azov

Rússia proíbe exportações de diesel após ataques da Ucrânia a refinarias

3h agopt
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A Rússia anunciou uma proibição temporária das exportações de diesel, provocando uma disparada dos preços globais do combustível para os maiores níveis em vários anos, em meio a uma onda de ataques com drones ucranianos a refinarias que tem causado escassez no mercado doméstico. Mercado: Petróleo dispara mais de 8% e barril volta aos US$ 80 após Trump declarar fim do cessar-fogo com o Irã Em discussão: Governo avalia adiar retirada dos subsídios dos combustíveis com retomada dos ataques no Irã A medida pode aumentar ainda mais a pressão sobre o mercado internacional de combustíveis, que já enfrenta restrições de oferta em decorrência da guerra envolvendo o Irã. Além disso, acende o alerta no Brasil, um dos principais compradores do diesel russo, atrás de China e Turquia. O Brasil começou a recorrer aos combustíveis russos em 2023, aproveitando barris com desconto que haviam sido deslocados dos mercados europeus. No ano passado, a Rússia respondeu por cerca de 11% do fornecimento mundial de diesel, segundo dados compilados pela Bloomberg com base na consultoria Vortexa Ltd. A proibição deverá permanecer em vigor por aproximadamente três semanas. A guerra envolvendo o Irã já havia reduzido o volume de combustíveis exportados pelo Golfo Pérsico e diminuído a quantidade de petróleo bruto disponível para refinarias fora da região, após o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal corredor marítimo para o transporte de petróleo no mundo. Initial plugin text Até então, as restrições às exportações russas de diesel se aplicavam apenas a tradings e outros vendedores do país que não produzem o próprio combustível. Segundo a consultoria Vortexa, a Rússia é a segunda maior exportadora de diesel do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos. — Hoje introduzimos uma proibição das exportações de diesel — afirmou o vice-primeiro-ministro Alexander Novak durante uma reunião do governo com o presidente Vladimir Putin. — Isso permitirá ampliar a oferta do combustível no mercado doméstico. ‘Um choque completo’: Após anos em guerra, longas filas por gasolina destroem a ilusão de normalidade na Rússia De acordo com um comunicado divulgado pelo governo após a reunião, a proibição — que não se aplica a embarques realizados no âmbito de acordos intergovernamentais — permanecerá em vigor até 31 de julho. O prêmio dos contratos futuros de referência do diesel na Europa em relação ao petróleo bruto — um dos principais indicadores da força do mercado — ultrapassou US$ 60 por barril nesta quarta-feira, o maior nível registrado desde pelo menos 2011, segundo dados compilados pela Bloomberg. A proibição se soma às restrições já em vigor sobre a maior parte das exportações de gasolina e querosene de aviação. A Rússia enfrenta dificuldades para garantir o abastecimento interno de derivados de petróleo e conter a alta dos preços nos postos de combustíveis depois que ataques com drones danificaram várias refinarias estratégicas. Míriam Leitão: Escalada do conflito no Irã pode colocar em compasso de espera retirada de subsídios aos combustíveis, diz ex-diretor da ANP A intensificação dos ataques da Ucrânia reduziu a taxa de processamento de petróleo bruto da Rússia aos menores níveis em vários anos. Mesmo após elevar ao máximo a utilização das refinarias em operação, recorrer aos estoques para reforçar a oferta ao mercado doméstico, encurtar os períodos de manutenção e adiar reparos programados, "a situação continua desafiadora", afirmou Novak. Em diversas regiões do país, as autoridades foram obrigadas a adotar algum tipo de racionamento de combustíveis em razão das interrupções no abastecimento. Segundo Novak, a partir deste mês, a Rússia passará a importar derivados de petróleo e produzir volumes adicionais de combustíveis de categoria ambiental inferior. O governo também prorrogou por mais um ano a alíquota zero de imposto de importação para derivados de petróleo. O preço médio do diesel no varejo na Rússia subiu 3,4% na semana encerrada entre 30 de junho e 6 de julho, para 87,76 rublos (US$ 1,15) por litro, de acordo com dados divulgados nesta quarta-feira pelo Serviço Federal de Estatísticas. Trata-se da maior alta semanal desde dezembro de 2010, mostram os registros históricos. Mesmo antes da proibição, as exportações russas de diesel e gasóleo já vinham registrando forte queda. Os embarques realizados em junho recuaram mais da metade em relação ao mesmo período do ano anterior e os dados dos cinco primeiros dias de julho indicam poucos sinais de uma recuperação significativa, segundo a consultoria Vortexa.
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