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Rodrigo de Paul, o motor de propulsão do ataque certeiro de Messi

2h agopt

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Extra OnlineRodrigo de Paul, o motor de propulsão do ataque certeiro de Messiglobo.com
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Cerca de um minuto antes do primeiro gol da Argentina contra a Argélia, nos 3 a 0 durante a fase de grupos da Copa do Mundo, Rodrigo de Paul e Messi deram um show de parceria dentro de campo. Como um bom "falso 9", o camisa 10 recuou para o meio do campo, recebeu a bola de Rodrigo, tabelou com Mac Allister para avançar ao ataque, mas teve o passe quebrado pelos adversários. Entretanto, os argelinos não mantiveram a posse e a bola rapidamente foi recapturada pelo camisa 7, que, mesmo com seis jogadores rivais entre ele e Lionel, conseguiu chutar direto para o atacante. O capitão argentino, por sua vez, não desperdiçou o lance e balançou a rede para abrir o placar. Este é o suprassumo do que a dupla do Inter Miami tem feito na seleção Argentina; Rodrigo é o motor de propulsão do ataque certeiro de Messi neste Mundial. O meia sabe encontrar Lionel no momento oportuno. Assim como um propulsor de combustão prepara o combustível para a explosão, Rodrigo sabe conduzir a bola da zaga e das laterais e deixá-la pronta para a ignição de Messi, que a estoura na rede adversária. Ainda naquela partida, o terceiro gol em cima dos argelinos também passou pela parceria da dupla. Laurato Martinez tocou para Rodrigo, que deu passe para Lionel, o camisa 10 rolou a bola para Nico, que devolveu para o capitão engavetar a bola. Este gol colocou o ídolo argentino no hall de maior goleador da história dos Mundiais ao lado do aposentado Miroslav Klose, marca que o dono de oito Bolas de Ouro superou na partida seguinte, contra a Áustria, chegando a 18 gols ao longo das suas seis edições jogando na competição. Agora já são 20 e a tendência é que esse número aumente na partida desta terça contra o Egito. Amigo do camisa 10 para além da colaboração dentro de campo, Rodrigo se alegra com o momento de glória de Messi e com os créditos recebidos por impulsionar o atacante na seleção argentina. Em coletiva de imprensa antes da partida contra o Cabo Verde, pela segunda fase do Mundial, o meia-campista rasgou elogios para o atacante quando questionado sobre como se sentia ao ser considerado "a força-motriz" do craque. — Para mim, (ser o motor dele) significa ser um amigo melhor para o Leo. Considero-me sortudo por estar ao lado dele, não só dentro de campo. Isso me deixa muito orgulhoso — disse. Em entrevista anterior, concedida ao The Guardian, em 2021, o camisa 7 explicou em detalhes como a dupla funciona dentro de campo: — Posso ajudar Messi a se manter mais fresco. Posso pressionar o lateral ou cobri-lo. Os jogadores importantes confiam em mim. Tudo vem no seu tempo: há um momento para entrar na área e marcar, para romper as linhas. Gosto mais de passar do que de marcar gols. Não quero ser o centro das atenções — falou em entrevista ao jornal britânico, antes da Copa América de 2021, primeiro título dos dois juntos pela Argentina. De Paul reconhece o talento fora da curva do camisa 10 e afirmou que a seleção joga em prol de valorizar as habilidades de Messi. Rodrigo afirmou ainda que sua equipe, atual campeã do Mundial, está na competição mirando conquistar a taça da Copa mais uma vez. — Ele é o melhor de todos. Temos a mesma ambição que tínhamos no Catar 2022. A responsabilidade é total. Temos que facilitar as coisas para ele, para que seu nível esteja sempre no mais alto. E está. A equipe tem se saído muito bem — constatou. Da seleção ao Inter Miami Aos 31 anos, Rodrigo mais novo que Messi, que tem 39 e vive "a sua última dança" no torneio. O camisa 7 o tem como ídolo e, nos últimos anos, pode passar a considerá-lo um amigo. Esta é a terceira Copa do Mundo que disputam juntos, e, nos últimos anos, desde o Mundial da Rússia, em 2018, vivem um momento glorioso da seleção argentina sob o comando de Lionel Scaloni. A admiração do meia pelo camisa 10 é tamanha que até a sua transição de carreira foi pensada com base nele. No meio de 2025, quando deixou o futebol europeu, depois de 4 anos no Atlético de Madrid, Rodrigo escolheu atuar no Inter Miami, para poder jogar ao lado de Messi. — Eu e Leo sempre tivemos o sonho e o desejo de jogar juntos em um clube, de compartilhar todos os dias. Cada vez que nos reuníamos com a seleção, o dia a dia era incrível. Queria sentir aquela sensação de jogar todos os dias com o melhor de todos. Era um sonho do qual sempre falávamos — Rodrigo declarou à imprensa quando chegou ao clube americano. O convívio rotineiro aprimorou a amizade e a afinidade dentro de campo. Eles passaram a viver na mesma cidade, Miami, suas famílias se aproximaram e, dentro das quatro linhas, De Paul passou a ter ainda mais destaque pelo apelido de "fiel-escudeiro de Messi". Ele é o vice-líder de assistências do clube nesta temporada, que contou com sete atuações suas efetivas como "garçom"; só o próprio camisa 10 o supera na estatística, com uma assistência a mais. O craque, por sua vez, também elogia a parceria. — Nos conhecemos há muito tempo, já jogamos muitas partidas juntos. Ele traz um salto de qualidade para o time — considerou Messi, em entrevista ao ESPN, concedida logo após a chegada de rodrigo à liga americana. Agora, nesta terça, a dupla tem mais um jogo para exibir o show em que a sua afinidade nos gramados resulta no confronto da Argentina contra o Egito pelas oitavas de final. Será que o motor rodrigo impulsionará mais uma vez a explosão de Messi nesta partida?

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