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Neymar, un invitado más en la fiesta de Haaland y Vinicius: «Ayudar también es estar en el banquillo»
Restaurante de Nova York adota Neymar como garoto-propaganda, mas tem que engolir o molho de Haaland
2h ago
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Extra OnlineRestaurante de Nova York adota Neymar como garoto-propaganda, mas tem que engolir o molho de Haalandglobo.com“Sabor divino” como uma “surpresa para os fãs do Neymar”. Essa era a promessa que um restaurante de comida típica de Bangladesh em Nova York vinha sustentando no cardápio desde o início da Copa para saudar o jogador brasileiro. Ídolo do futebol para a população daquele país asiático e sua diáspora, Neymar havia sido transformado num dos principais pratos da temporada pelo RannaGhar (“cozinha”, no idioma bengali), no Brooklyn. INCENSADO: Kvaratskhelia, destaque do PSG, reverencia Neymar mesmo após eliminação da seleção brasileira MIGAS: Em interação rara, esposa de Cristiano Ronaldo presenteia mulher de Messi com itens de sua loja A aposta era alta e se traduzia em publicidade com a imagem do atleta, espalhada pelas redes sociais e estampada na fachada do pequeno negócio, localizado num dos vários enclaves nova-iorquinos que concentram uma população bengali estimada em mais de 90 mil pessoas. Sem time no torneio, o país se identifica com o Brasil. Vem de Bangladesh o segundo maior volume de buscas na internet por Neymar, atrás apenas dos brasileiros. Feito com arroz e frango, o “Neymar Biryani” custa $11,99 (cerca de R$62). Ele é preparado com arroz basmati, frango e especiarias como cravo, cominho, cardamomo e hortelã — cheiros que se espalham pelo local, decorado com fotos de diversos esportes e camisas de futebol. Ontem, o biryani havia sido colorido de amarelo, graças aos temperos, e estava sendo servido com pepino. O prato morno, de apresentação irregular e sabor agridoce, de fato remetia à participação derradeira do craque este ano na seleção. Na contramão das imagens virais de Bangladesh, o RannaGhar não reúne uma multidão empolgada com o futebol. Por lá, estavam pouco mais de duas dezenas de moradores e trabalhadores da região, muitos em seus intervalos do expediente. Todos permaneciam magnetizados pela TV, com pausas rápidas para água e café servidos pelas mulheres em seus hijabs. Elas são as únicas a não abandonar o expediente pelo futebol. Cada lance era observado e comentado pelos torcedores em bengali, idioma quase indecifrável pela ótica do inglês e do português. As palavras ecoavam a cada lance, a favor ou contra a seleção. Assim como em Bangladesh, o apoio dos imigrantes e descendentes também é dividido entre Brasil e Argentina. Ontem, o lado hermano levou a melhor. Assim como Neymar, Lionel Messi também tem um biryani batizado com seu nome no menu. Entre os bengali, Neymar atraiu atenção em dois momentos. Primeiro, quando entrou em campo e, depois, quando brigou com jogadores noruegueses a poucos minutos do fim da partida. O tom era crítico, diferentemente da simpatia com que o nome de Vinicius Júnior (“Vini! Vini!”) era repetido. O pouco prestígio se refletia no balcão: o Neymar biryani teve pouquíssima saída, revelando a fraqueza da estratégia de marketing do restaurante em torno da figura. Com Neymar rumo à aposentadoria, daqui a quatro anos, o cardápio do RannaGhar certamente será diferente. Até aqui, Braut Haaland, autor dos dois gols que levaram a Noruega às quartas de final, é a opção mais palatável. Os bengali já parecem estar à procura de um novo herói.
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