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Trump celebra los 250 años de EEUU con un discurso en la Explanada Nacional de Washington
Presidente da Fifa admite ligação de Trump, mas defende suspensão de cartão de Balogun: 'Órgãos judiciais são independentes'
4h agopt
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, admitiu nesta segunda-feira ter falado ao telefone com o presidente Donald Trump, sobre o cartão vermelho dado ao atacante americano Folarin Balogun e sua consequente suspensão automática na partida seguinte. Infantino, no entanto, afirmou que não interfere em decisões disciplinares e afirmou que os órgãos judiciais da entidade "são independentes". A Fifa suspendeu a sanção dada a Balogun e o jogador foi liberado para a partida dos EUA contra a Bélgica pelas oitavas de final da Copa do Mundo, hoje. "Os órgãos judiciais da Fifa atuam de forma autônoma, aplicam o Código Disciplinar da Fifa e decidem os casos com base nos regulamentos aplicáveis e nos fatos específicos apresentados. Sua independência é essencial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado", afirmou Infantino. Em comunicado, o executivo também admitiu que discute "regularmente assuntos relacionados à Copa com o presidente dos Estados Unidos", mas que, neste caso específico, explicou à Trump que "havia um processo em andamento envolvendo os órgãos judiciais independentes da Fifa e que o caso seria decidido no devido tempo pelas instâncias competentes". "É assim que o sistema da Fifa funciona, e esse é um princípio que sempre defenderei. Leio as decisões do Comitê Disciplinar da Fifa quando elas são publicadas. Às vezes, elas me surpreendem. Às vezes, concordo com elas e, às vezes, discordo. O que faço sempre, no entanto, é respeitar essas decisões e a autonomia dos órgãos que as tomam. Gostarmos ou não de uma decisão é irrelevante. O respeito às instituições independentes e ao Estado de Direito é o que protege, em todos os momentos, a integridade de nossas competições e a credibilidade da Fifa", diz o comunicado. Entenda o caso A polêmica começou após a expulsão de Folarin Balogun na vitória dos Estados Unidos sobre a Bósnia e Herzegovina por 2 a 0. Pelo Código Disciplinar da Fifa, o atacante deveria cumprir suspensão automática nas oitavas de final. No entanto, o Comitê Disciplinar da entidade decidiu suspender a punição, permitindo que o jogador enfrentasse a Bélgica. Reportagens do The Athletic, da Associated Press e do New York Times revelaram que Donald Trump telefonou para o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para discutir o caso. Fontes ouvidas pelos veículos também apontaram que integrantes da Casa Branca acompanharam as articulações ao lado da Federação de Futebol dos Estados Unidos (US Soccer). 'Árbitro suspeito', diz Trump Após a decisão, Trump comemorou publicamente nas redes sociais. "Obrigado à Fifa por fazer o que era certo e corrigir uma grande injustiça", escreveu o presidente americano. Initial plugin text Nesta segunda-feira, Trump voltou a comentar publicamente o caso. No Salão oval da Casa Branca, ele defendeu que a expulsão de Balogun foi um erro da arbitragem e fez críticas ao árbitro brasileiro Raphael Claus, responsável pela partida entre Estados Unidos e Bósnia e Herzegovina. — Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: "Tivemos sorte". Foi algo muito interessante — declarou. Initial plugin text Bélgica recorre Ainda de acordo com o The Athletic, a Bélgica obteve o direito de recorrer da decisão da Fifa que suspendeu a punição de um jogo imposta ao atacante da seleção dos Estados Unidos, deixando em aberto a possibilidade de uma nova reviravolta horas antes do confronto entre as duas equipes. A Uefa divulgou uma nota oficial de tom incomum para criticar duramente a decisão da Fifa de liberar o jogador para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo, classificando a medida como "inédita, incompreensível e injustificável". Em uma manifestação rara contra a entidade que governa o futebol mundial, a Uefa afirmou que a Fifa "cruzou uma linha vermelha" ao suspender, durante o andamento da competição, o cartão vermelho recebido por Balogun diante da Bósnia e Herzegovina. "O futebol, como qualquer outro esporte, baseia-se em regras, o qual são o fundamento de uma competição justa, honesta e transparente. Às vezes, as regras estão sujeitas à interpretação. Neste caso, não estão", afirmou a entidade europeia.
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