PL e Republicanos avançam em negociações por aliança, mas acordo ainda esbarra em impasses estaduais
13h agopt
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As negociações entre PL e Republicanos para uma aliança em torno da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência deram um novo passo nesta quarta-feira depois de uma reunião entre presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, em Brasília. O encontro também contou com a participação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, e de parlamentares de estados considerados estratégicos para a formação dos palanques estaduais. Política: Aliados de Eduardo fazem chegar à cúpula do PL críticas sobre campanha de Flávio e pressionam por mudanças Leia também: PF apreende espingarda registrada em nome de Bolsonaro que estava no Rio Grande do Sul Apesar do avanço, dirigentes envolvidos nas negociações afirmam que o acordo nacional ainda não foi fechado e depende da solução de impasses regionais. Ao deixar a reunião, Marinho afirmou que o foco do trabalho neste momento é justamente ampliar o arco de alianças e resolver os entendimentos locais. — Estamos conversando com os estados e com os partidos, fazendo um trabalho que antecede a convenção do dia 25 de julho. Buscamos ampliar o leque de apoio e resolver os palanques regionais que ainda remanescem. A legislação permite que, mesmo que as coligações nacionais sejam diferentes, os partidos façam composições distintas nos estados. Além de Valdemar, Marcos Pereira e Marinho, participaram do encontro lideranças de estados como Acre, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Roraima, que estão entre os principais focos das negociações. Nos bastidores, interlocutores de Marcos Pereira afirmam que o Republicanos considera prematuro discutir uma eventual indicação para a vaga de vice na chapa de Flávio Bolsonaro antes de concluir os acordos estaduais. A economista Daniella Marques, filiada ao Republicanos, é um dos nomes cotados para compor a chapa presidencial, mas, segundo integrantes da legenda, a prioridade é assegurar o apoio do PL às pré-candidaturas do partido aos governos de estados como Acre, Mato Grosso, Espírito Santo e Roraima. Um dos participantes da reunião foi o senador Alan Rick (Republicanos-AC), pré-candidato ao governo do Acre. Após o encontro, ele afirmou que a conversa fortaleceu o entendimento entre os partidos. — Foi uma conversa muito positiva. Tivemos a oportunidade de dialogar sobre o futuro do Acre, ouvir pontos de vista e fortalecer a construção de um projeto que coloque os interesses da nossa população em primeiro lugar. Creio que nossa aliança está bem encaminhada. Segundo o senador, as conversas terão continuidade nos próximos dias. Também presente nas conversas, o senador Magno Malta (PL-ES) avaliou que houve avanço nas tratativas, embora ainda existam pendências regionais. — Avançaram as conversas, as pautas andaram. Tem muita ‘paróquia’ para resolver antes de dizer que está todo mundo junto. Agora precisamos alinhar o discurso, que inclui os presos de 8 de Janeiro e a anistia — disse. Questionado sobre quais estados tiveram maior evolução nas negociações, Marinho citou Acre, Espírito Santo e Minas Gerais, mas evitou antecipar um balanço definitivo. — Vamos fazer esse balanço na próxima semana. Conversamos com Acre, Espírito Santo, alguma coisa sobre Minas, onde há uma disposição nossa de caminharmos juntos — afirmou. Minas Gerais é tratado como um dos estados mais estratégicos pela campanha de Flávio Bolsonaro por reunir o segundo maior eleitorado do país, mas, a poucos dias das convenções, ainda não há uma definição no estado. O PL deseja apoiar o senador Cleitinho (Republicanos), mas ainda não recebeu sinal positivo do parlamentar. Marinho também confirmou ter conversado nesta quarta-feira com Priscila Costa (PL-CE), um dos principais personagens da crise no Ceará que acabou provocando o embate público entre Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro. Segundo ele, o partido trabalha por uma convergência interna. — Ela é candidata. Não necessariamente para o Senado. Além do Republicanos, o PL mantém negociações com outras legendas de centro e direita. A situação mais complexa é a da federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, que ainda não definiu uma posição nacional. Em diversos estados, dirigentes das duas siglas defendem alianças distintas, inclusive com candidatos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As conversas com o PP também foram afetadas pelo desgaste entre Flávio Bolsonaro e o presidente da legenda, senador Ciro Nogueira (PP-PI). Aliados de Ciro afirmam que ele ficou irritado com a manifestação de Flávio após ser alvo de buscas da Polícia Federal (PF) na investigação envolvendo o Banco Master — quando o filho do ex-presidente disse que as informações eram “graves” — o que esfriou as tratativas entre os partidos.
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