Ordenamento da orla da Zona Sul do Rio: para onde valem novas regras da prefeitura? Confira
2h agopt
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O Programa Tolerância Zero, anunciado pela prefeitura nesta semana, estabelece regras contra a exploração irregular do espaço público nas praias entre o Leme e o Leblon, na Zona Sul do Rio, passando por Copacabana, Arpoador e Ipanema. A partir do próximo dia 16, haverá controle de acesso à orla e apreensão de mercadorias sem comprovação de origem, por exemplo. Para além da faixa de areia, a medida se estende para outros espaços da orla. Orla sitiada: Facções exigem taxa de até R$ 300 por dia de ambulantes nas praias do Rio e faturam R$ 100 milhões por ano Calçadão de Copacabana, o mais famoso do Brasil, tem comércio irregular, roubo a barraqueiro e som alto até a madrugada A medida é válida também para os calçadões, ciclovias, praças, canteiros, além de todas as áreas públicas compreendidas entre os prédios e a faixa do mar nesse trecho de 8,5 quilômetros entre o Leme e o Leblon. Na prática, a prefeitura propõe remover estruturas irregulares, assim como desocupar áreas públicas e preservar a livre circulação, conforme texto do descreto que instituiu o programa. A publicação em Diário Oficial ocorreu após uma série de reportagens do GLOBO, que, desde o último domingo, mostrou que a rotina nas praias tem sido de caixas de som nas alturas de madrugada, ocupação irregular do calçadão e comércio ilegal. Orla de Copacabana com corredor de carrocinhas Alexandre Cassiano Audiência na próxima segunda-feira: Rodoviários rejeitam proposta de aumento de 4,5% oferecida por empresas de ônibus e decidem manter estado de greve Há ainda o fim do “pacto de não agressão” entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV) no calçadão e na faixa de areia de Leme e Copacabana. O cartão-postal virou palco de brigas, perseguições, revistas em celulares e até homens armados. Em jogo, o lucro com a venda de drogas e a exploração do comércio ambulante, conforme também mostrado pelo GLOBO. Haverá 69 pontos de fiscalização nos acessos à orla, onde 138 agentes da Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop) atuarão em turnos de 12 horas. Outro foco da operação serão depósitos de mercadorias clandestinos: a prefeitura já mapeou pelo menos 22 naquela área. Como alternativa, dois imóveis em Copacabana e Ipanema foram desapropriados pelo município, para serem transformados em depósitos públicos. Operação Unha e Carne: Ex-prefeito Márcio Canella é preso pela PF após apreensão de fuzil em seu carro Faturamento de R$ 100 milhões O poder público já identificou que há cobrança de facções criminosas pelos pontos de venda usados no calçadão. Marcus Belchior, titular da Seop, mencionou nesta semana que o valor extorquido de ambulantes chega a R$ 300 por dia. Essa "logística criminosa", que envolve também a locação de depósitos para os ambulantes e equipamentos, movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano, ainda segundo o secretário de Ordem Pública. Initial plugin text
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