Os principais membros da Opep+ (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) concordaram com mais um aumento modesto nas cotas coletivas de produção de petróleo para agosto, ampliando a perspectiva de que mais oferta chegue ao mercado caso o acordo de paz entre Estados Unidos e Irã se mantenha. Magda Chambriard: Petrobras vai precisar importar diesel em julho Procuram-se trabalhadores: oito em cada dez empresas têm dificuldade para preencher vagas Sete países liderados por Arábia Saudita e Rússia concordaram, durante uma videoconferência realizada neste domingo, em elevar sua meta conjunta de produção em 188 mil barris por dia, informou a Opep em comunicado publicado em seu site. A medida está alinhada ao plano do grupo de concluir a reversão dos cortes de produção implementados há alguns anos e significa que, desde o início da guerra, as cotas foram ampliadas em 940 mil barris por dia, o equivalente a quase 1% da demanda global. Até agora, esses aumentos permaneceram em grande parte teóricos porque a guerra bloqueou o Estreito de Ormuz, impedindo os países do Golfo Pérsico de ampliar suas exportações e sua produção. No entanto, desde a assinatura de um acordo de paz provisório entre Teerã e Washington, a Arábia Saudita e seus vizinhos começaram a restabelecer os embarques, contribuindo para um excedente de oferta em importantes mercados asiáticos. Os contratos futuros do petróleo caíram 43% em relação ao pico registrado durante a guerra e são negociados perto de US$ 72 por barril, em Londres. Como algumas projeções apontam para o retorno de um excesso de oferta global, a Opep e seus parceiros poderão em breve enfrentar a escolha entre restringir novamente a produção ou disputar participação de mercado, cenário que pode desencadear uma guerra de preços. Comida tecnológica: fornos inteligentes, robôs e 'geladeiras quentes' mudam rotina das cozinhas A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já enfrenta desafios à sua coesão interna. No mês passado, o Iraque, um dos membros fundadores, sugeriu que poderia deixar a organização caso não obtenha um limite maior para sua produção. Os Emirados Árabes Unidos deixaram a organização em maio por frustrações semelhantes em relação aos limites de produção impostos pela Opep. Abu Dhabi possui uma capacidade significativa de produção que permaneceu ociosa durante a guerra e agora pode ser retomada. Além disso, o país pretende ampliar ainda mais sua capacidade ao longo do tempo, o que poderá aumentar a pressão sobre os preços do petróleo e sobre seus antigos parceiros da aliança. Dados de rastreamento de navios-tanque mostram que a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos já restabeleceram suas exportações de petróleo para níveis próximos aos observados antes da guerra, graças tanto ao acordo de paz quanto ao sucesso em fazer os carregamentos atravessarem o Estreito de Ormuz. Ainda assim, seus níveis de produção permanecem bem abaixo do normal, segundo dados compilados pela agência Bloomberg. Ela enfrentou as redes sociais, e venceu: americana Kaley Glenn-Mills conta sua história A Rússia, que divide com a Arábia Saudita a liderança da Opep+, enfrenta seus próprios desafios. As exportações de petróleo bruto do país atingiram níveis recordes, mas esse aumento ocorre enquanto ataques de drones ucranianos prejudicam suas refinarias, desviando para exportação parte do petróleo que normalmente seria processado internamente. As perdas de receita durante a guerra levaram o Iraque a pressionar a Opep por um limite de produção significativamente maior e até a ameaçar deixar a organização. Essa ofensiva ocorre enquanto a aliança realiza uma auditoria da capacidade física de produção de cada membro para definir as metas individuais válidas a partir de 2027. Em maio, a Bloomberg informou que a Opep+ havia traçado um cronograma para continuar elevando gradualmente as cotas de produção até setembro, concluindo assim a reversão de duas rodadas de cortes iniciadas em 2023. Um aumento em agosto representaria o penúltimo passo desse processo. Uma terceira e última etapa dos cortes de produção está prevista para permanecer em vigor até o fim do ano, embora alguns delegados tenham afirmado no mês passado que sua reversão poderá ser antecipada. A próxima reunião do grupo está marcada para 2 de agosto. Mesmo antes do fechamento do Estreito de Ormuz, muitos integrantes da Opep+ já enfrentavam dificuldades para produzir até o limite permitido por restrições de capacidade física. Por isso, é provável que apenas parte desse terceiro estágio de aumento da produção venha efetivamente a se concretizar. Initial plugin text
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