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Mulher vira onça? Como Benedito Ruy Barbosa transformou uma lenda do Pantanal em um dos maiores símbolos da TV com Juma Marruá

2h agopt

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Extra OnlineMulher vira onça? Como Benedito Ruy Barbosa transformou uma lenda do Pantanal em um dos maiores símbolos da TV com Juma Marruáglobo.com
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A morte de Benedito Ruy Barbosa, aos 95 anos, encerra a trajetória de um dos autores que mais marcaram a dramaturgia brasileira. Entre as inúmeras criações que atravessaram gerações, uma permanece como uma das mais emblemáticas da televisão: a lenda de Juma Marruá, a mulher que se transforma em onça em Pantanal. A morte do dramaturgo foi confirmada ao GLOBO pelo HCor, que informou que ele morreu em decorrência de complicações de insuficiência renal crônica (IRC). Luto na dramaturgia: saiba a causa da morte de Benedito Ruy Barbosa Relembre: A primeira novela das 18h da TV Globo foi de Benedito Ruy Barbosa há 55 anos Exibida originalmente pela Rede Manchete em 1990, Pantanal revolucionou a teledramaturgia ao misturar o cotidiano do Pantanal com elementos do imaginário popular. Foi Benedito quem criou a ideia de que integrantes da família Marruá carregavam um dom místico transmitido entre gerações: quando acuadas, ameaçadas ou tomadas pela fúria, eram capazes de se transformar em onças para proteger a si mesmas e aqueles que amavam. A primeira a manifestar esse poder foi Maria Marruá, que desenvolve o instinto animalesco após ver a família perseguida por conflitos de terra e precisar defender a filha recém-nascida. Criada isolada na tapera, Juma Marruá herda o dom da mãe e também passa a assumir a forma do animal sempre que se vê diante de uma ameaça. A personagem, interpretada por Cristiana Oliveira na versão original, tornou-se um dos maiores ícones da televisão brasileira. Embora nunca tenha sido apresentada como uma transformação literal aos olhos do público, Benedito construiu a narrativa de forma a preservar o mistério. A novela alternava a visão dos personagens com cenas de onças na mata, deixando em aberto até que ponto o fenômeno era sobrenatural ou fazia parte das crenças populares do Pantanal. A ambiguidade acabou se tornando uma das marcas registradas da obra. Mais de três décadas depois, quando a TV Globo produziu o remake de Pantanal, em 2022, a lenda criada por Benedito foi mantida. A adaptação ficou a cargo de seu neto, Bruno Luperi, que preservou a essência da história e o dom herdado pela família Marruá. Na nova versão, Alanis Guillen deu vida a Juma, enquanto Juliana Paes interpretou Maria Marruá, apresentando a uma nova geração um dos elementos mais marcantes da dramaturgia criada pelo avô. A lenda da mulher que vira onça ajudou a transformar Pantanal em um fenômeno de audiência e consolidou Benedito Ruy Barbosa como um autor capaz de unir realismo, cultura popular e elementos do folclore brasileiro. Mais do que uma personagem inesquecível, Juma Marruá tornou-se símbolo de uma obra que mudou a história da televisão e permanece viva décadas após sua criação.

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