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Mulher morre após cinco meses em coma depois de abordagem policial nos EUA; família quer processar autoridades

4h agopt

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Extra OnlineMulher morre após cinco meses em coma depois de abordagem policial nos EUA; família quer processar autoridadesglobo.com
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A morte de Felicea Williams, de 42 anos, neste mês de julho, cinco meses após entrar em coma depois de uma abordagem policial em Illinois, deve ampliar a disputa judicial entre sua família e as autoridades de Evanston, nos Estados Unidos. A mulher morreu após permanecer internada desde 5 de janeiro, quando foi detida na divisa entre Chicago e Evanston. Adolescente de 13 anos tem pernas e braço amputados nos EUA após complicações raras causadas pela gripe Jovem fica em estado grave depois de explosão de aspirador robô na Austrália Segundo a polícia, ela havia se envolvido em uma confusão em um bar, apresentava ferimentos no rosto e era investigada por um esfaqueamento ocorrido nas proximidades. Durante a abordagem, os agentes afirmam que Williams resistiu à prisão, cuspiu sangue e saliva em um policial e tentou morder outro. Ela perdeu a consciência enquanto era preparada para ser levada ao hospital e nunca mais se recuperou, após sofrer uma grave lesão cerebral compatível com privação de oxigênio. Confira: Família contesta versão da polícia e deve incluir acusação de homicídio culposo A família, no entanto, contesta essa versão. Segundo parentes, Williams tinha histórico de esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão pós-parto e enfrentava uma crise psiquiátrica no momento da ocorrência. Em uma ação federal protocolada em 1º de junho, os familiares acusam policiais de Evanston de usarem força excessiva durante a imobilização e de não prestarem assistência quando ela passou a apresentar sinais de uma emergência médica. O processo cita a cidade de Evanston e os policiais Todorche Ginchevski, Jack Gutekanst, Hoo Park, Amanda Fernandez, Michael Pagan e Jonathan Kurzeja como réus, sustentando que a parada cardíaca sofrida durante a contenção provocou danos cerebrais irreversíveis. As imagens das câmeras corporais dos policiais, divulgadas anteriormente, tornaram-se uma das principais provas do caso. Os vídeos mostram vários agentes imobilizando Williams no chão enquanto ela tenta se desvencilhar. Em determinado momento, um policial grita "Não me morda!" antes de os agentes colocarem um capuz antissaliva na mulher. Após o episódio, Williams chegou a ser acusada de três crimes de agressão agravada contra policiais. Com a morte de Williams, a expectativa é que a ação civil seja reformulada para incluir alegações de homicídio culposo. O advogado da família, Victor Henderson, afirmou que a busca por responsabilização continuará. — Embora a vida de Felicea tenha chegado ao fim, a busca por justiça desta família não terminou. Continuamos empenhados em garantir que todos os fatos que envolvem esta tragédia sejam esclarecidos por meio do processo legal — declarou. Em outra crítica à atuação policial, acrescentou: — Os policiais têm uma das maiores responsabilidades que nossa sociedade pode lhes conferir: proteger vidas. Hoje, uma família está de luto pela perda de uma filha, uma mãe e uma pessoa querida. Em manifestações anteriores, a cidade de Evanston informou que os policiais envolvidos foram colocados temporariamente em funções administrativas após o incidente, conforme o protocolo do departamento, mas posteriormente retornaram ao serviço. A administração municipal também afirmou que uma investigação interna concluiu que o uso da força foi justificado e informou que a Força-Tarefa de Integridade Pública da Polícia Estadual de Illinois foi acionada para acompanhar o caso.

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