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Moraes determina que Exército entregue armas de Bolsonaro à PF
Moraes diz que determinou operação da PF após Bolsonaro apresentar dados divergentes sobre armas
4h agopt
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em decisão que determinou a operação da Polícia Federal para buscar armas do ex-presidente Jair Bolsonaro após a defesa apresentar dados divergentes sobre os armamentos. Segundo o ministro, a discrepância entre as informações prestadas pelos advogados e as que já constavam o processo do ex-presidente tornaram a busca "imprescindível" para garantir que não há mais armas na casa do ex-presidente. "Na presente hipótese, a discrepância entre as informações constantes dos autos e aquelas posteriormente apresentadas pela Defesa torna imprescindível a adoção de busca e apreensão domiciliar a fim de assegurar o efetivo cumprimento da ordem judicial de entrega integral das armas de fogo e afastar qualquer dúvida quanto à permanência de armamentos sob a posse, direta ou indireta, do condenado JAIR MESSIAS BOLSONARO", escreveu Moraes. Segundo a defesa, os agentes chegaram ao local por volta das 7h para cumprir uma ordem que determinava a procura por armas, munições, acessórios e documentos de registro eventualmente ainda em posse do ex-presidente. Nenhum material foi encontrado. Eles deixaram a residência pouco antes das 8h30. Nos EUA: Flávio tenta reverter desgaste na campanha e diz que tarifaço de Trump é ruim para o Brasil e para os americanos Merval Pereira: parte da direita já abriu mão da candidatura de Flávio Bolsonaro Segundo Moraes, a divergência de informações tem relação com a quantidade de armas registradas em nome do ex-presidente e aquelas efetivamente entregues à Polícia Federal. O ministro apontou que essa diferença indica um possível descumprimento da ordem de entrega dos objetos. Assim, Moraes apontou que foi necessária a busca e apreensão para localizar eventuais armas mantidas "sob o poder" de Bolsonaro. "A permanência de armas de fogo em poder do executado, quando já determinada sua entrega integral, revela situação incompatível com a ordem judicial anteriormente proferida e justifica a adoção de medida constritiva destinada exclusivamente à localização e apreensão de armamentos remanescentes", escreveu o relator. A operação ocorre um dia depois de os advogados de Bolsonaro comunicarem ao STF o paradeiro das duas armas que ainda não haviam sido localizadas pela Polícia Federal. Segundo a defesa, todas as dez armas registradas em nome do ex-presidente já estão sob custódia de órgãos públicos ou têm localização conhecida e informada às autoridades. Um dos advogados de Bolsonaro, João Henrique de Freitas, afirmou que a defesa acompanhou a diligência e criticou a decisão de Moraes. "Acabo de sair da residência do Pres. @jairbolsonaro após acompanhar mais uma busca e apreensão da Polícia Federal, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. O mandado buscava armas, munições, acessórios e documentos de registro. A defesa já havia informado previamente o paradeiro de todas as armas. Resultado: nada foi encontrado. É lamentável que um ex-presidente da República ainda seja submetido a esse tipo de ação", escreveu nas redes sociais. Na terça-feira, os advogados haviam informado ao Supremo Tribunal Federal que uma das armas do ex-chefe do Executivo, que não havia sido encontrada no Batalhão de Polícia do Exército de Brasília, está no Rio Grande do Sul. Segundo os advogados, a arma em questão, uma espingarda, foi um presente dado ao ex-chefe do Executivo e permanece desde a aquisição em uma loja de artigos bélicos em Caxias do Sul (RS), de onde nunca chegou a ser retirada. Inicialmente, a defesa havia informado ao STF que esse armamento também estava sob custódia do Exército, mas corrigiu a informação na petição apresentada na terça-feira. Segundo a defesa de Bolsonaro, a espingarda Maestro Arms Company, calibre 12, nunca chegou a ser encaminhada ao Exército e permanece sob guarda da empresa importadora. Os advogados sugeriram que Alexandre de Moraes oficie a empresa para confirmar formalmente a custódia da arma e organizar sua apresentação à Polícia Federal, caso necessário. Na noite de terça-feira, a defesa acrescentou ainda que uma outra arma cuja localização havia sido questionada pelo STF — uma pistola Glock — está sob custódia da Polícia Civil do Distrito Federal. O armamento foi apreendido em uma blitz realizada em junho, quando estava com um militar do Exército que fazia a segurança do ex-presidente. Ao todo, dez armas estão registradas em nome de Bolsonaro, segundo decisão de Moraes que cassou o porte de arma do ex-presidente. Em resposta ao despacho, a defesa sustentou inicialmente que oito delas estavam sob guarda do Exército, enquanto duas já haviam sido entregues à Polícia Federal em 2023, em cumprimento a uma decisão do Tribunal de Contas da União. O Exército, no entanto, informou ao Supremo que mantinha sob sua custódia apenas seis armas registradas em nome de Bolsonaro, todas posteriormente entregues à Polícia Federal. Diante da divergência, a defesa esclareceu o paradeiro dos outros dois armamentos: a espingarda permanece na importadora de armas no Rio Grande do Sul, enquanto a pistola Glock está sob responsabilidade da Polícia Civil do Distrito Federal. As armas de Bolsonaro e seu paradeiro Pistola Forjas Taurus .380 — estava no Exército e foi entregue à PF; Pistola Forjas Taurus .40 — estava no Exército e foi entregue à PF; Carabina/Fuzil Springfield Armory — estava no Exército e foi entregue à PF; Espingarda Typhoon — estava no Exército e foi entregue à PF; Pistola Arex — estava no Exército e foi entregue à PF; Pistola SIG-Sauer — estava no Exército e foi entregue à PF; Espingarda Maestro Arms Company — está na importadora de artigos bélicos no RS; Carabina/Fuzil Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa; Pistola Caracal — já estava com a PF desde 2023, segundo a defesa; Pistola Glock — está com a Polícia Civil após ser apreendida com um militar em blitz no DF
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