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Materazzi relembra cabeçada de Zidane na final de 2006: ‘Ele não é santo’

5h agopt

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Extra OnlineMaterazzi relembra cabeçada de Zidane na final de 2006: ‘Ele não é santo’globo.com
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Vinte anos depois de um dos lances mais marcantes da história das Copas do Mundo, Marco Materazzi voltou a falar sobre a cabeçada que recebeu de Zinedine Zidane na final entre Itália e França, em 2006. Em entrevista ao jornal francês L’Équipe, o ex-zagueiro italiano afirmou que o episódio poderia ter terminado no próprio gramado se o camisa 10 francês tivesse procurado cumprimentá-lo após a partida. — Não sou nenhum santo, mas Zidane também não é. Não era a primeira falta dele. Vocês se lembram da expulsão dele em 1998, contra a Arábia Saudita? Para mim, essas coisas ficam em campo. Teria sido um gesto de boa vontade ele apertar minha mão depois do jogo, e tudo teria terminado ali — disse Materazzi. O lance aconteceu no segundo tempo da prorrogação, quando a final estava empatada em 1 a 1. Zidane acertou uma cabeçada no peito de Materazzi, recebeu cartão vermelho e deixou a França com um jogador a menos. Pouco depois, a Itália venceu nos pênaltis e conquistou o tetracampeonato mundial. Materazzi afirmou que não esperava a agressão e que isso, de certa forma, o ajudou. — Não esperar a cabeçada foi uma vantagem. Se eu tivesse percebido, poderia ter feito um gesto com a mão para afastá-lo, e acho que o árbitro teria expulsado nós dois. Como não esperava, meu corpo não estava rígido, então não me machuquei. Uma cabeçada tão forte poderia ter causado uma lesão — contou. O italiano também revelou que permaneceu caído esperando a expulsão de Zidane. — Quando estava no chão, esperava que ele fosse expulso. Para ser sincero, eu não teria me levantado até isso acontecer. Ninguém em campo tinha visto, exceto Buffon. Poderia ter terminado 11 contra 11 ou dez contra dez — afirmou. Mesmo com a vantagem numérica, Materazzi disse que a Itália evitou se expor nos minutos finais da prorrogação. — Foram dez minutos com um jogador a mais. Tentamos não correr riscos. Toquei na última bola do jogo, afastando de cabeça um cruzamento para a área. Foi um alívio. Não tenho vergonha de dizer isso, porque sabia que a França podia nos machucar mesmo com dez jogadores. Materazzi também falou sobre o plano italiano para conter Zidane naquela final. Segundo ele, a Azzurra optou por uma marcação por zona, e não individual, por considerar o francês difícil demais de acompanhar. — Sabíamos que Zidane estava crescendo na competição, mas Patrick Vieira era a espinha dorsal da equipe. Depois, Zidane se encarregou do resto. Não havia um plano específico para pará-lo. Decidimos marcá-lo por zona porque a marcação individual seria difícil e custosa. Ele era muito inteligente nos movimentos — completou.

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