‘Match’ perfeito: ligação entre pagode e futebol segue mais forte do que nunca nessa Copa
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Extra Online‘Match’ perfeito: ligação entre pagode e futebol segue mais forte do que nunca nessa Copaglobo.comNa última segunda-feira, quando a seleção brasileira entrou no vestiário para o jogo contra o Japão, o cantor Yan e o grupo Sorriso Maroto estavam lá. Não presencialmente, mas a música “Fica com Deus” dos artistas foi a escolhida para a chegada dos jogadores no estádio. A combinação entre pagode e futebol não é nova, mas já mostrou que continua mais forte do nunca no mundial deste ano. O cantor Yan chegou a chorar de emoção quando viu o momento pela televisão. Ele, que tem o projeto “Futyando”, onde transmite os jogos com pagode no “after” e que neste domingo acontece na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, atribuiu a liga entre os mundos à emoção que ambos despertam. — Existe essa paixão coletiva, essa resenha entre amigos — contra ele, que é “parça” de Raphinha, Luiz Henrique, Rayan e Neymar e torce para que o camisa 10 faça história em seu retorno à seleção: — Sei o quanto batalhou. — Brinco que cantor queria ser jogador e vice-versa. Por isso que quando a gente se encontra, tem essa troca. Um momento especial para mim foi ver o Zico em um show meu — avalia ele, que é flamenguista. Bruno Cardoso, cantor do Sorriso Maroto, que vai assistir ao jogo deste domingo em u show no Village, no Jockey do Rio de Janeiro, diz que conhece praticamente todos os atletas da seleção, já que o pessoal do pagode e da bola são “irmãos”, mas destaca sua relação com Vini Jr., Danilo e também Neymar. A amizade é real e o cantor Rodriguinho deu provas disso na última semana, ao gravar vídeos de apoio ao jogador Raphinha e sua mulher, a influenciadora Natalia Belloli, alvos de ataques nas redes. Ele definiu o incidente como “desumano” e recebeu de presente do atleta a camisa usada pelo atacante na partida contra o Marrocos, como agradecimento pela atitude. — Talvez eu também tenha sentido na pele no BBB, quando me julgaram sem me conhecer. Mas ele é um amigo e sempre vou defender quem eu gosto— garante o cantor. Ligação antiga Não é de hoje que os universos do samba e do pagode se cruzam. O estilo musical embalou outras campanhas da seleção brasileira, como nas copas de 2002 e 2006, quando capitaneados por Ronaldinho Gaúcho, os jogadores da seleção sempre puxavam uma roda de pagode nos trajetos de ônibus e no pós-jogo da seleção. Na Copa de 2018, o grupo estava tão empenhado na resenha do pagode, que a própria CBF tinha instrumentos musicais à disposição dos jogadores. Eles ficavam na Granja Comary aguardando a escolha da música favorita da campanha. Em 2014, a que fez mais a cabeça dos atletas foi "Tá Escrito", do Grupo Revelação.
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