Justiça nega pedido de Fies para Sari Corte Real, condenada pela morte de Miguel
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Extra OnlineJustiça nega pedido de Fies para Sari Corte Real, condenada pela morte de Miguelglobo.comA Justiça Federal negou o pedido de Sari Corte Real para cursar medicina em faculdade particular por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) — programa do governo destinado a financiar até 100% do valor das mensalidades em instituições de ensino. Sari foi condenada a cumprir sete anos de prisão pela morte de Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, filho da diarista. Ela estava responsável pelo menino, quando ele caiu do 9º andar de um prédio em Recife (PE), em 2 de junho de 2020. As informações são do g1. Sari Corte Real: STJ suspende ação que condenou ex-patrões a indenizarem família de menino Miguel Condenada por morte do filho da empregada, Sari Corte Real é aprovada em curso de Medicina: ‘impunidade’ No processo, iniciado em junho de 2023, após Sari ter sido aprovada em faculdade particular, ela buscava acesso integral a recursos do Fies, com justificativas de “permanência” e “programas de Bolsas e Financiamento Estudantil com recursos públicos”. Na época, ela teve pedido negado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e pela Caixa Econômica Federal por não ter atingido a média mínima no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para ter direito ao benefício. Sari entrou com processo contra essas instituições e contra a União Federal. A defesa dela recorreu e pediu a concessão de liminar para que o financiamento fosse dado enquanto a Justiça analisasse o caso, mas o pedido de urgência foi negado em agosto de 2023. “A autora alega que cumpre os requisitos previstos na Lei n. 10.260/2001 e nas regulamentações do FIES, especialmente em relação à renda familiar bruta per capita e ao desempenho acadêmico mínimo exigido pelo Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)”, afirmou a defesa. Relembre o caso A ex-primeira-dama de Tamandaré, Sari Corte Real, estava responsável por Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, filho de sua ex-empregada, quando ele caiu do 9º andar de um prédio em Recife, uma altura de 35 metros, no dia 2 de junho de 2020. A mãe de Miguel, Mirtes Souza deixou o filho com a ex-patroa enquanto passeava com os cachorros de Sari. Em entrevista ao Fantástico, Sari disse que errou ao não desconfiar do perigo de deixar o menino sozinho em um elevador. No dia da morte da criança, ela foi presa em flagrante por homicídio culposo — quando não há a intenção de matar — mas foi liberada após pagar fiança de R$ 20 mil. Sari foi condenada na 1ª Vara dos Crimes contra a Criança e do Adolescente de Recife, após ter sido denunciada pelo Ministério Público de Pernambuco (MP-PE) por abandono de incapaz com resultado em morte, com as agravantes de cometimento de crime contra criança e em ocasião de calamidade pública. *Estagiária sob supervisão de Cibelle Brito
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