Haddad prepara ato inaugural de campanha com Lula e Alckmin em Campinas
3h agopt
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Em mais uma tentativa de reforçar a presença no interior de São Paulo, o PT alinhou com os demais partidos da coligação o ato inaugural da campanha de Fernando Haddad, pré-candidato ao governo, em Campinas, uma dos principais colégios eleitorais do estado, no próximo dia 25. O evento terá a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, provavelmente, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), segundo apurou o GLOBO. A data marca a oficialização da candidatura do petista por meio das convenções partidárias, momento em que as siglas escolhem quem concorre a cada cargo nas eleições e se comprometem nos apoios, por exigência da Justiça Eleitoral. A ideia é que os partidos da frente, como a Federação PSOL-Rede, realizem um ato prévio, no mesmo dia, para encaminhar o acordo. A exceção será o PSB, que marcou a convenção no dia 31 de julho, na Assembleia Legislativa do Estado (Alesp), na capital paulista. — A dinâmica do dia ainda será definida, mas cada partido fará a sua separada por imposição legal e, na sequência, um ato comum — relata o coordenador do plano de governo de Haddad, o deputado estadual Emídio de Souza (PT). O presidente estadual do PSB, Caio França (PSB), explica que o partido destoou dos demais por uma questão de proximidade: — Estaremos lá, mas já tínhamos programado a nossa antes. Para a gente, a logística na capital é melhor para a maioria dos candidatos, além de ser mais um evento para o Haddad participar também. O anúncio da pré-candidatura de Haddad ocorreu ainda em março, em pronunciamento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, ao lado do presidente e de Alckmin. Desde então, o petista cumpriu uma série de agendas nas principais cidades do interior de São Paulo, sob o diagnóstico de que a derrota para Tarcísio de Freitas (Republicanos), na eleição anterior, passou pela falta de apelo nesse eleitorado paulista. Inicialmente, o PT trabalhava com a possibilidade de levar as convenções a Ribeirão Preto, oitava cidade mais populosa do estado, que fica na região nordeste, a 310 quilômetros da capital. O plano migrou apenas recentemente para Campinas, o terceiro maior município e relativamente mais próxima, a 100 quilômetros. Há quatro anos, o partido homologou a candidatura de Haddad na Alesp, assim como o PSB, e sem a presença de Lula. A chapa estadual petista será formada ainda por Márcio França (PSB), candidato a vice-governador, e pelas ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede), nas duas vagas abertas ao Senado. As convenções partidárias marcam ainda o momento em que os postulantes a deputado estadual e federal serão apresentados. O prazo para as convenções será de 20 de julho a 5 de agosto. Outros eventos devem ocorrer no mesmo final de semana, como os referentes a PL e PSD. A convenção do Republicanos, partido de Tarcísio, está marcada para 1º de agosto, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. O atual governador concorre à reeleição com uma aliança que envolve, além dos dois partidos citados, MDB, União Brasil e Progressistas. O candidato a vice é Felício Ramuth (MDB), que ocupa o cargo hoje, com Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL) tentando o Senado. Pesquisa Datafolha divulgada no domingo (5) mostra Tarcísio na liderança, com 46% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. O cenário aponta para a possibilidade de vitória do republicano em primeiro turno, o que seria um revés para campanha presidencial de Lula, uma vez que ele supera numericamente o percentual de todos os adversários somados. Em um distante segundo pelotão aparecem Vera Lúcia (PSTU), com 5%, e Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), com 4% cada. Apesar da estagnação em relação ao levantamento anterior, de março, quando a diferença era de 44% a 31%, integrantes da campanha de Lula e Haddad se animaram com o desempenho dos demais candidatos de esquerda em São Paulo, que representam partidos sem acesso ao tempo de propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV. O resultado veio após as desistências de Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), mais influentes no espectro da direita. — O jogo só acaba quando termina. Vamos disputar para vencer e estamos muito otimistas — afirma o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas.
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