A entrada de celebridades em plataformas de conteúdo adulto costuma despertar curiosidade e repercussão nas redes sociais. Além do impacto inicial, porém, o movimento reflete um mercado cada vez mais profissionalizado, em que notoriedade, produção frequente, estratégias digitais e relacionamento com assinantes passaram a ser fatores determinantes para manter o interesse do público. Entenda: Como influenciadoras brasileiras estão moldando a nova economia digital Saiba: Quais são os fetiches mais inusitados e ousados pedidos a influenciadores Nomes como Raquel Pacheco, Andressa Urach, Luiza Ambiel e Mirella ilustram diferentes trajetórias nesse segmento. Embora a visibilidade facilite o primeiro contato com novos assinantes, ela não garante resultados duradouros. Para Kellerson Kurtz, diretor de negócios da Fatal Fans, a permanência depende de uma estratégia consistente. "A fama ajuda a atrair atenção, mas não mantém o interesse por muito tempo se não houver frequência, qualidade de conteúdo, presença nas redes sociais e proximidade com os fãs. A pessoa pode ser muito conhecida, mas, se não existe uma estratégia bem construída, a curiosidade inicial tende a cair", afirma. Cada uma dessas criadoras chegou ao mercado por caminhos distintos. Raquel Pacheco, conhecida nacionalmente como Bruna Surfistinha, carrega uma trajetória já consolidada no imaginário popular. Andressa Urach incorporou a produção de conteúdo adulto como uma das principais frentes de sua atuação profissional. Luiza Ambiel leva para esse universo a projeção conquistada na televisão, enquanto Mirella reúne uma audiência construída principalmente na música e nas redes sociais. Segundo Kurtz, a decisão de assinar um perfil pode ser motivada pela curiosidade, mas a permanência depende da regularidade das publicações, da exclusividade do material e da interação com o público. "Ser conhecida ajuda, mas o que constrói resultado é trabalho contínuo. Quando o reconhecimento vem somado a conteúdo frequente, qualidade e relacionamento direto, existe um caminho mais forte para resultados consistentes", diz. As redes sociais abertas também exercem um papel importante nesse processo. Plataformas como Instagram, X e TikTok funcionam como vitrines para ampliar o alcance das criadoras e direcionar parte da audiência para os serviços por assinatura. Nesse ambiente, porém, a visibilidade, por si só, não basta. Segundo o executivo, é preciso compreender o perfil do público, manter uma rotina de publicações e construir uma relação contínua com os assinantes. De ícone dos anos 90 à criadora de conteúdo 50+ mais buscada: o que explica o sucesso de Luiza Ambiel Confira: Raquel Pacheco, a Bruna Surfistinha, revela quanto faturou após estrear em plataforma de conteúdo adulto Além da possibilidade de comercializar conteúdo, criadoras também avaliam aspectos como ferramentas de divulgação, suporte oferecido pelas plataformas, taxas cobradas e recursos voltados ao relacionamento com a audiência. De acordo com Kurtz, esses fatores passaram a influenciar a escolha do serviço utilizado por profissionais com maior projeção. O crescimento da presença de celebridades nesse mercado indica uma mudança na dinâmica do setor. Mais do que o impacto gerado pelo anúncio da estreia, a continuidade da atividade depende de estratégias de produção, marketing e fidelização da audiência. "Fama pode abrir a porta, mas quem sustenta o resultado é o trabalho", conclui Kurtz.
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