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Facções exigem taxa de até R$ 300 por dia de ambulantes nas praias do Rio e faturam R$ 100 milhões por ano

3h agopt

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Extra OnlineFacções exigem taxa de até R$ 300 por dia de ambulantes nas praias do Rio e faturam R$ 100 milhões por anoglobo.com
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A prefeitura do Rio anunciou nesta semana a criação do Programa Tolerância Zero, para fazer frente à exploração irregular do espaço público nas praias de Leme, Copacabana, Ipanema e Leblon, todas na Zona Sul do Rio. A medida se deu após uma série de reportagens do GLOBO, publicada a partir do último domingo, que mostrou a desordem presente no calçadão e na areia, além da exploração por facções criminosas tanto da venda de drogas, quanto da exploração do comércio ambulante. Segundo Marcos Belchior, secretário municipal de Ordem Pública do Rio, essa atuação de criminosos foi identificada pelo poder público. Audiência na próxima segunda-feira: Rodoviários rejeitam proposta de aumento de 4,5% oferecida por empresas de ônibus e decidem manter estado de greve Operação Unha e Carne: Ex-prefeito Márcio Canella é preso pela PF após apreensão de fuzil em seu carro — Algumas facções criminosas chegam a cobrar de R$ 200 a R$ 300 por dia por pontos de venda no calçadão da nossa orla — detalhou o secretário nesta terça-feira, durante coletiva que anunciou o programa. Ainda segundo Belchior, que estava ao lado do prefeito Eduardo Cavaliere e do secretário estadual de Segurança Pública, Victor Santos, a "logística criminosa", que envolve também a locação de depósitos para os ambulantes e equipamentos, movimenta cerca de R$ 100 milhões por ano. Na Avenida Brasil: Procurado por morte de policial rodoviário em 2022, na Transolímpica, é preso em ação da PRF Segundo a prefeitura, o programa começará a valer no próximo dia 16, com atuação 24 horas por dia. Serão implementados patrulhamento ostensivo, pontos de controle de acesso, ações preventivas, apreensão de mercadorias sem comprovação de origem e combate aos depósitos clandestinos. Ao todo, 22 depósitos clandestinos foram identificados na região. Em decreto publicado em Diário Oficial nesta terça-feira, o município despropriou dois imóveis, um em Copacabana e outro em Ipanema, para que ali sejam instalados depósitos. Sobre custos e convites: Show de Roberto Carlos na inauguração da Arena Niterói é alvo de questionamentos Caixas de som nas alturas de madrugada, ocupação irregular do calçadão e comércio ilegal: esse cenário foi retratado em uma série de reportagens do GLOBO. No último domingo, O GLOBO também revelou que desmoronou o “pacto de não agressão” entre o Terceiro Comando Puro (TCP) e o Comando Vermelho (CV) no calçadão e na faixa de areia de Leme e Copacabana. O cartão-postal virou palco de brigas, perseguições, revistas em celulares e até homens armados. Em jogo, o lucro com a venda de drogas e a exploração do comércio ambulante, conforme mostrado pelo GLOBO. Greve dos ônibus: Nova rodada de negociação está marcada para segunda-feira; rodoviários rejeitam proposta das empresas Manifestação na porta da prefeitura Protesto de camelôs em frente à prefeitura: manifestantes se sentam embaixo da passarela da Cidade Nova Gabriel de Paiva / Agência O Globo Nesta quarta-feira, uma manifestação na porta do Centro Administrativo São Sebastião, sede da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, foi organizada pelo Movimento Unido dos Camelôs (MUCA). Com cartazes, faixas, bandeiras e até panelas, o grupo se posicionou na Avenida Presidente Vargas e chegou a se sentar no asfalto, embaixo da passarela do metrô. O trânsito é intenso na chegada ao Centro, seja pela Praça da Bandeira ou pela Leopoldina. Trânsito no acesso à Avenida Presidente Vargas durante protesto em frente à prefeitura Gabriel de Paiva / Agência O Globo Segundo Maria dos Camelôs, coordenadora-geral do MUCA, o decreto se dá em meio a um período de negociação entre os ambulantes e a prefeitura. A requisição dos camelôs, segundo ela, é de regularização dos trabalhadores e fiscalização. Retomada de fôlego: Niterói volta ao mapa da indústria naval com construção de quatro navios e até 1.500 empregos — A prefeitura criminaliza os camelôs quando diz que os camelôs estão ali e compactuando com o tráfico, com o roubo, com as coisas erradas que acontecem no espaço. Pegar todo mundo e colocar no mesmo saco: a gente não vai permitir isso — observa Maria. — Dizer que no meio dos camelôs tem gente que rouba celular, se tem, não é problema nosso, é problema do Estado. Então (que o Estado) vá investigar e vá tirar (os criminosos da rua), mas não dá para colocar todo mundo no mesmo lugar e tirar todo mundo, dizendo que está todo mundo errado. Ainda segundo ela, durante essa negociação iniciada neste ano, tratava-se se um mapeamento de pontos na Zona Sul em que ambulantes poderiam se instalar. Além das restrições à orla, outra queixa dos camelôs é referente à região da Escadaria Selarón, na Lapa, ponto de concentração de turistas. O espaço passará por uma revitalização, anunciada pelo município na semana passada. Camelôs fazem protesto em frente à prefeitura do Rio Gabriel de Paiva / Agência O Globo Ação repercute nas redes: Pintura que homenageava o influenciador digital Tettrem é apagada em São Gonçalo Um bom exemplo, cita Maria dos Camelôs, vem de quando a prefeitura ouviu as reclamações dos ambulantes e cadastrou 198 trabalhadores que atuavam na região da Uruguaiana, no Centro. Segundo ela, 75 foram autorizados a atuar no local pelo município (número menor do que o esperado pelo MUCA). A regularização associada à fiscalização atuante afastou quem fazia cobrança semanal em cima dos ambulantes pelo uso do espaço público na Uruguaiana, completa a representante do Movimento dos Camelôs. Initial plugin text

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