Ex de Paulo Ricardo, Luciana Vendramini diz estar solteira pela primeira vez aos 55 anos e fala de projeto para contar luta contra o TOC: 'Minha vida parou'
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Luciana Vendramini está no ar no Globoplay Novelas na reprise de "O Rei do Gado", trama de Benedito Ruy Barbosa, autor que morreu nesta terça-feira (7). Ela conta como conseguiu o papel para o trabalho: Leia também: Benedito Ruy Barbosa deixou documentário inédito sobre sua vida gravado; projeto é de uma das filhas dele E mais: Suzy Rêgo fala de espetáculo com texto de Juca de Oliveira, de casamento com ator e dos filhos gêmeos — Eu sempre tive vontade de trabalhar com o Benedito. Ele é como se fosse o Monteiro Lobato das novelas, um nome muito forte. Quando soube de “O Rei do Gado”, procurei o diretor Luiz Fernando Carvalho e pedi para participar, mas queria um papel que fugisse do meu biotipo. Ele gostou da minha atitude e me apresentou a Marita. Fiquei muito feliz, cortei o cabelo e mudei bastante. Foi um grande presente e a realização de um sonho de adolescente. Conheci o Benedito na época da novela, mas não chegamos a ter uma convivência íntima. Fico muito honrada de ter tido essa oportunidade. Ainda muito jovem, ela diz que teve que tomar uma decisão drástica para realizar o sonho de se tornar atriz: — Eu estava trabalhando como modelo e ganhando muito dinheiro. Fazia o nicho de ninfeta e Lolita. Aí fui fazer teatro e me apaixonei, acabei abandonando a agência para me dedicar totalmente às artes cênicas. Ninguém entendeu. Mas eu estava encantada com o teatro. Fiquei tão imersa que cheguei a recusar novelas como “Top model” e “Barriga de aluguel” para continuar em cartaz. Só aceitei fazer “Vamp” depois, porque o universo me instigava muito. Recentemente, a atriz estreou num projeto inédito: a segunda temporada da websérie "Não costumo me apaixonar por telefone", em que revive a personagem Marcela, da novela "Amor e revolução", do SBT, de 2011. A trama foca no romance da personagem com Marina, papel de Giselle Tigre: — Foi uma alegria maravilhosa. Na época da novela, o beijo das personagens foi um marco. Elas caíram nas graças do público e as pessoas torciam muito pelo casal. Anos depois, a diretora e roteirista Eve Cosendey nos procurou. Ela contou que se descobriu lésbica aos 15 anos assistindo à novela e que sonhava em trabalhar com a gente. Ela e a mulher, Andréa Lucena, escreveram o spin-off, e nós abraçamos a causa. É uma produção independente para a internet, com episódios curtos. Ela destaca que a primeira temporada se tornou um sucesso instantâneo, o que motivou a criação de uma continuação: — Foi surpreendente. Na primeira temporada, em um minuto de postagem, já tínhamos 70 mil visualizações. Em uma semana, bateu um milhão. Eu e a Giselle somos mulheres hétero, e a Eve nos apresentou ao mundo sáfico e à força desse nicho no entretenimento, que eu desconhecia. Fui até indicada a melhor atriz de drama no Rio Web Fest no ano passado. É um mundo muito rápido, que atravessa fronteiras. Tenho recebido muitas mensagens de fã-clubes. É lindo ver a força delas querendo ser vistas e respeitadas. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Paralelamente ao trabalho como atriz, Luciana tem uma produtora audiovisual: — Meu pai sempre me aconselhou a ter um plano B, porque a vida de artista no Brasil é uma luta ferrenha, feita por obras. Há 18 anos, montei uma produtora de audiovisual. Foi o que me salvou de falir na pandemia. Outro projeto que ela tem à vista é o lançamento de um livro sobre sua experiência com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC). A obra foi escrita por Armando Antenore há alguns anos: — Ficamos sete meses imersos em depoimentos, mas, no final, eu não quis lançar o livro. Fiquei com muito medo de ficar estigmatizada, porque vivemos em um mundo de muitos julgamentos e preconceitos. Eu sempre adiava, mas aí veio a pandemia, o mundo adoeceu e todo mundo olhou para a saúde mental. Agora o projeto está andando mesmo. Vou lançar o livro e um documentário também, acredito que até o final do ano. Eu acho importante falar sobre o TOC porque é uma doença invisível, mas que não deixa de ser uma doença. Ao contrário das visíveis, como quebrar um braço ou ter uma dor de barriga, essa compromete a sua vida inteira e em todos os setores. Quando eu tive TOC, a minha vida parou. Foi muito difícil. Eu não pude trabalhar, não pude fazer nada. Como foi em 1997, uma época em que ninguém falava sobre isso, tive que marcar consultas com vários médicos para entender o que era. Não existia nem livro que falasse sobre o assunto. Fui batendo cabeça, indo a médicos, procurando livros que não existiam e lutando. Até eu mesma tinha preconceito em relação a tomar remédio: achava que ia me dopar, tudo por falta de informação. No campo afetivo, a atriz comenta que passa por um momento novo nos últimos tempos: estar solteira. Ela, que já foi casada com o cantor Paulo Ricardo, terminou seu relacionamento mais recente no ano passado: — Eu nunca tinha ficado solteira. Eram sempre namoros longos. Eu sou romântica, então, quando me apaixono, penso em me casar. Mas fico pensando: como é o casamento hoje em dia? Tem várias formas. Eu penso em ter uma afinidade, em construir algo com alguém, seja morando junto ou separado. Mas, no momento, estou muito focada em mim, em olhar para mim mesma. Galerias Relacionadas Luciana Vendramini Reprodução/Instagram Initial plugin text
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