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Entenda por que Jesse Eisenberg, que interpretou Mark Zuckerberg em 'A rede social', decidiu tirar sua cidadania polonesa

2h ago

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Extra OnlineEntenda por que Jesse Eisenberg, que interpretou Mark Zuckerberg em 'A rede social', decidiu tirar sua cidadania polonesaglobo.com
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Conhecido por interpretar Mark Zuckerberg em "A rede social" e, mais recentemente, pelo sucesso de "A verdadeira dor", Jesse Eisenberg está prestes a dar um passo que vai além da vida pessoal. O ator, roteirista e diretor revelou que receberá oficialmente a cidadania polonesa na próxima semana. A decisão foi motivada tanto por suas origens familiares quanto por um desejo de reorientar sua carreira para a Europa. 'Quero voltar a contar histórias': Afastada das telas há 18 anos, Cristina Aché relembra fama de musa e diz Prioridades: Com o maior número de partidas da história, Copa do Mundo faz público deixar cinema e maratonas de séries para depois O anúncio foi feito neste sábado (4) durante o Festival Internacional de Cinema de Karlovy Vary, na República Tcheca, onde Eisenberg recebeu o Prêmio do Presidente do evento antes de uma sessão de "O duplo" (2013), dirigido por Richard Ayoade. "Estar aqui tem um significado especial para mim porque, exatamente daqui a uma semana, receberei minha cidadania polonesa. Busquei essa cidadania por causa da história da minha família, mas também porque quero passar mais tempo da minha vida e da minha carreira trabalhando na Europa, especialmente na Europa Central", afirmou. A declaração revela uma mudança de rumo na trajetória do cineasta, que vê cada vez menos espaço em Hollywood para o tipo de filme que deseja realizar. "Nos Estados Unidos, muitos dos filmes que eu mais amo — produções estranhas, intimistas, de orçamento médio e escala humana — estão se tornando cada vez mais difíceis de fazer. Na Europa, porém, esses filmes continuam vivos e são celebrados", disse. A fala ecoa um debate recorrente na indústria cinematográfica americana. Nos últimos anos, os grandes estúdios passaram a concentrar investimentos em franquias, adaptações de propriedades intelectuais e produções de alto orçamento, reduzindo o espaço para dramas autorais e filmes independentes de médio porte — justamente o nicho em que Eisenberg vem construindo sua carreira como diretor e roteirista. A aproximação com a Europa também tem um componente afetivo. Em "A verdadeira dor", indicado ao Oscar de melhor roteiro original e vencedor do BAFTA na categoria, Eisenberg interpreta um dos primos que viajam à Polônia para revisitar a história da família após o Holocausto. O longa, estrelado ao lado de Kieran Culkin, foi inspirado na própria herança judaico-polonesa do cineasta e transformou a busca pelas raízes em um dos temas centrais de sua filmografia. Durante a cerimônia em Karlovy Vary, Eisenberg também classificou como "maravilhosamente estranho" apresentar "O duplo", observando que o filme, lançado há mais de uma década, deve muito de sua estética e de sua atmosfera ao cinema da Europa Central. Mais tarde, o ator revelou ainda que aquela havia sido a primeira vez em que assistia ao longa. Durante anos, evitou ver seus próprios trabalhos "porque não conseguia olhar para o próprio rosto". Segundo ele, a experiência de dirigir seus próprios filmes lhe deu confiança para finalmente mudar esse hábito. A mudança para a Europa não significa um afastamento do cinema americano, porém. Eisenberg já concluiu seu próximo projeto como roteirista e diretor, "The debut", estrelado por Julianne Moore e Paul Giamatti. Além de dirigir, ele também atua no filme e assina as músicas e letras do musical fictício que integra a trama. A produção será lançada ainda este ano pela A24. Ao homenageá-lo, o Festival de Karlovy Vary definiu Eisenberg como "uma das figuras mais multifacetadas do cinema contemporâneo", destacando tanto sua carreira como ator — de A Lula e a Baleia a Zumbilândia e A Rede Social — quanto sua consolidação atrás das câmeras, iniciada com Quando Você Terminar de Salvar o Mundo e aprofundada com A verdadeira dor. A obtenção da cidadania polonesa, agora, indica que os próximos capítulos dessa trajetória poderão ser escritos cada vez mais longe de Hollywood.

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