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Mérida: la previsión meteorológica para este 7 de julio

El Niño: agência meteorológica dos EUA amplia escala de gráfico após modelo prever aquecimento acima de 4°C; entenda

9h agopt

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Extra OnlineEl Niño: agência meteorológica dos EUA amplia escala de gráfico após modelo prever aquecimento acima de 4°C; entendaglobo.com
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Uma mudança em um dos gráficos mais utilizados para acompanhar a evolução do El Niño chamou a atenção de meteorologistas nos últimos dias. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) ampliou de 4°C para 5°C a escala do gráfico que reúne as projeções do modelo climático CFSv2 para a temperatura da superfície do mar na região Niño 3.4, no Pacífico Equatorial. O motivo foi simples: algumas das simulações passaram a ultrapassar o limite máximo previsto na escala anterior. 'Europa fritando': Terceira onda de calor leva temperaturas acima de 40°C e reacende temor de novas mortes Seis pessoas morrem após desabamento de prédio durante temporal na Índia; vídeo A alteração não significa que a NOAA tenha passado a prever oficialmente um El Niño com anomalias superiores a 4°C. O CFSv2 é apenas um dos modelos usados pela agência para monitorar o fenômeno e produzir projeções climáticas. Suas simulações são avaliadas em conjunto com diversos outros sistemas antes da elaboração da previsão sazonal oficial divulgada pelo Centro de Previsão Climática (CPC). Ainda assim, a necessidade de ampliar a escala do gráfico evidencia o quanto as projeções do modelo vêm se intensificando nos últimos meses. Em abril, os gráficos comportavam anomalias de até 3°C. No mês seguinte, o limite foi elevado para 4°C. Agora, com alguns membros do conjunto de simulações superando esse valor, foi necessário ampliar novamente a escala para acomodar as previsões mais extremas. O índice Niño 3.4 é a principal referência para medir a intensidade do El Niño. Ele acompanha quanto a temperatura da superfície do mar em uma faixa do Pacífico Equatorial está acima da média histórica. Episódios classificados como muito fortes costumam registrar anomalias superiores a 2°C. Os eventos de 1982-83, 1997-98 e 2015-16 — considerados os mais intensos desde o início das medições — atingiram picos próximos de 2,5°C. Por isso, projeções que ultrapassam 4°C despertaram atenção entre especialistas, embora ainda representem apenas parte das simulações produzidas pelo modelo. O que dizem as projeções A própria NOAA ressalta que os produtos do CFSv2 não devem ser interpretados isoladamente. O órgão disponibiliza versões das previsões que passam por correções estatísticas para reduzir vieses conhecidos do modelo. Nesses produtos, as estimativas para o pico do fenômeno permanecem próximas de 3°C, ainda suficientes para caracterizar um El Niño excepcionalmente intenso, mas inferiores aos valores mostrados pelas simulações brutas. As projeções mais elevadas também não aparecem exclusivamente no modelo americano. Simulações recentes do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) indicam que parte de seus cenários também alcança anomalias próximas ou superiores a 4°C na região Niño 3.4. Quando se observa o conjunto dos principais modelos climáticos, porém, o sinal mais consistente continua sendo o de um El Niño muito forte, com anomalias acima de 2°C e possibilidade de superar 2,5°C. Ainda faltam alguns meses para o pico esperado do fenômeno, previsto para o fim de 2026. Até lá, novas rodadas de simulações poderão confirmar, reduzir ou até descartar os cenários mais extremos. O que já parece consolidado, segundo os principais centros de monitoramento, é a formação de um El Niño de grande intensidade, potencialmente capaz de provocar alterações importantes nos padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.

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