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Easyjet acepta la oferta de compra de Castlelake por 6.100 millones de euros
EasyJet, segunda maior aérea low cost da Europa, fecha acordo para venda por US$ 7,3 bi
3h ago
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Extra OnlineEasyJet, segunda maior aérea low cost da Europa, fecha acordo para venda por US$ 7,3 biglobo.comA EasyJet e a Castlelake chegaram a um acordo preliminar para a aquisição da segunda maior empresa low cost da Europa pela gestora americana de crédito privado. Segundo a EasyJet, o acordo prevê uma oferta em dinheiro de £ 6,90 por ação, em uma operação avaliada em £ 5,5 bilhões (US$ 7,3 bilhões) A mais recente proposta atribui à EasyJet um valor de mercado de £ 5,2 bilhões (US$ 6,9 bilhões). Considerando a base acionária totalmente diluída, essa avaliação sobe para £ 5,5 bilhões, informou um porta-voz da companhia no domingo. As ações da EasyJet subiram 11% nas primeiras negociações desta segunda-feira, sendo cotadas a £ 6,20, mas ainda permanecem abaixo dos valores propostos na terceira e na quarta ofertas rejeitadas pela Castlelake. Em comunicado divulgado no domingo, a companhia informou que as duas empresas concordaram, em princípio, com os termos financeiros do negócio, que retiraria a EasyJet da Bolsa de valores caso a Castlelake apresente uma oferta vinculante. A companhia low cost acrescentou que a proposta da Castlelake foi apresentada em um valor que o conselho de administração estaria inclinado a recomendar aos acionistas. Prazo até agosto para proposta firme As duas partes também concordaram em prorrogar até 3 de agosto o prazo para a formalização da proposta, chamado de mecanismo "put up or shut up", que obriga o potencial comprador a apresentar uma oferta firme ou desistir da aquisição. "Não há qualquer garantia de que uma oferta definitiva será apresentada, mesmo que todas as condições prévias sejam cumpridas ou dispensadas”, afirmou a empresa em comunicado. O texto acrescenta que a Castlelake tem “enorme respeito” pela companhia aérea e por seus funcionários, e pretende apoiar o crescimento futuro da EasyJet e seu programa de modernização da frota. A EasyJet e a Castlelake, porém, ainda não detalharam o que acontecerá com os ativos, a administração e os funcionários da companhia caso a aquisição seja concluída. Se a Castlelake decidir vender ativos como aeronaves e valiosos slots de pouso e decolagem em aeroportos, poderá enfrentar resistência por causa de possíveis questões concorrenciais e de críticas à ideia de desmontar uma das companhias aéreas mais tradicionais do Reino Unido. — Ainda existem dúvidas sobre a estrutura de propriedade da empresa e sobre a aprovação regulatória, especialmente porque essa operação pode atrair atenção política, já que a EasyJet é uma companhia bastante conhecida no Reino Unido — afirmou Conroy Gaynor, analista da Bloomberg Intelligence, acrescentando: — Embora acreditemos que esses obstáculos possam ser superados, um preço de £ 6,90 por ação hoje, mesmo considerando o valor do dinheiro no tempo, implicaria uma probabilidade de cerca de 100% de conclusão do negócio. E, na nossa avaliação, ainda estamos longe disso. Para Alex Irving, analista da Bernstein, o desfecho mais provável é que a Castlelake venda os ativos atuais da EasyJet principalmente para as três grandes companhias aéreas de rede da Europa: a Lufthansa, o grupo IAG e a Air France-KLM. Segundo ele, parte da carteira de encomendas de aeronaves da Airbus também poderá ser vendida para companhias aéreas de fora da Europa. Procurada na segunda-feira, a EasyJet se recusou a comentar o desempenho de suas ações e as chances de a aquisição ser concluída. Propostas sucessivas foram rejeitadas A Castlelake, que já foi investidora da companhia aérea escandinava SAS AB, manifestou interesse pela EasyJet pela primeira vez em 29 de maio, quando foi estabelecido um prazo de quatro semanas para uma oferta. Nesse período, a gestora apresentou propostas sucessivas de £ 5,60, £ 6,00, £ 6,25 e, por fim, £ 6,50 por ação — todas rejeitadas pela companhia, que as classificou como “altamente oportunistas” e afirmou que a gestora americana tentava comprar a companhia “a preço de liquidação”. Após a quarta oferta, a EasyJet solicitou uma prorrogação de nove dias no prazo, até 5 de julho, e concedeu à Castlelake acesso limitado a algumas informações comerciais. A nova oferta é cerca de 6% superior à anterior, que previa o pagamento de £ 6,50 por ação. Nas últimas semanas, as duas partes trocaram críticas em torno da possível aquisição. A Castlelake afirmou que o conselho de administração da EasyJet demonstrou “falta de disposição para negociar de forma significativa” e decidiu levar sua proposta diretamente aos acionistas. Entre os ativos mais valiosos da EasyJet estão sua frota de 356 aeronaves da família Airbus A320, considerada moderna; uma carteira de encomendas de 287 aviões, além de direitos de compra para outras 100 unidades; e valiosos slots de pouso e decolagem em aeroportos de Londres, Milão e Genebra. A companhia também opera um braço de pacotes de viagens. Stephen Furlong, analista da Davy, afirmou que não acredita que a Castlelake pretenda desmontar a EasyJet. Na avaliação dele, a empresa pode ser enxugada, concentrando uma parcela maior de suas rotas no atendimento ao segmento de férias e turismo. — Na minha opinião, esse negócio vai acontecer — disse Furlong. Nos últimos meses, porém, a companhia aérea de baixo custo tem enfrentado pressão devido à alta dos preços do combustível de aviação e pela demanda enfraquecida após a guerra envolvendo Irã e Israel. A empresa registrou prejuízo no primeiro semestre do ano e também informou uma queda nas reservas para a temporada de verão. O maior acionista da companhia é a família de seu fundador, Stelios Haji-Ioannou, que detém uma participação de 15,3%. Até o momento, a família não comentou publicamente sobre a proposta. maior acionista da EasyJet é a família de seu fundador, Stelios Haji-Ioannou (na foto), que detém uma participação de 15,3% Bloomberg — Tenho certeza de que a recomendação do conselho levou em conta a posição de Stelios — afirmou Furlong. —Também acredito que Stelios fará parte da operação conduzida pela Castlelake. Como parte da proposta, a Castlelake uniu forças com Mark Breen e Peter Bellew, ex-executivo da EasyJet que deixou a companhia de forma repentina em 2022. O grupo de investidores também inclui a Brookfield Asset Management. Por ser uma empresa americana, a Castlelake não pode assumir o controle integral da EasyJet, já que a companhia aérea opera sob regras do Reino Unido e da Europa que exigem que a maioria da propriedade e do controle permaneça nas mãos de cidadãos ou entidades da região. Por isso, a gestora precisa contar com um parceiro na operação. Caso seja concluída, a transação retirará da bolsa uma companhia aérea que abriu capital em novembro de 2000, com ações cotadas a £ 3,10, segundo dados compilados pela Bloomberg. Os papéis atingiram a máxima histórica de £ 15,84 no início de 2007, durante um período de forte expansão da empresa pela Europa.
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