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A primeira novela das 18h da TV Globo foi de Benedito Ruy Barbosa há 55 anos; relembre a história
De Maria Bethânia à Lavinia Vlasak, famosos lamentam morte de Benedito Ruy Barbosa: 'Olhar raro para o Brasil'
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Extra OnlineDe Maria Bethânia à Lavinia Vlasak, famosos lamentam morte de Benedito Ruy Barbosa: 'Olhar raro para o Brasil'globo.comResponsável por algumas das novelas mais marcantes da teledramaturgia brasileira, Benedito Ruy Barbosa — que morreu na manhã desta terça-feira, aos 95 anos, em São Paulo — deixa também uma história construída ao lado de atores, diretores e vários outros profissionais que ajudaram a dar vida às suas obras. Muitos deles prestam as suas homenagens e compartilharam lembranças da convivência com o dramaturgo. Luto na dramaturgia: relembre as novelas que fizeram de Benedito Ruy Barbosa um dos maiores autores da TV brasileira Patrícia Kogut: novelas de Benedito atingiam em cheio o coração do público A atriz Zezé Motta publicou um texto em suas redes sociais afirmando que Benedito “tinha um olhar raro para o Brasil, para a nossa gente, para as nossas raízes”. Ela, que trabalhou com o autor de novelas em “Sinhá moça” (2006), afirmou: “Seus personagens eram vivos, humanos e cheios de verdade. Ele nos ensinou que contar histórias também é preservar a memória de um povo. Vou guardar para sempre a gratidão por cruzar o caminho de um homem tão talentoso, sensível e generoso”. A cantora Maria Bethânia — intérprete de músicas famosas nas trilhas de “Velho Chico” (2016), “Pantanal” (2022) e “Renascer” (2024) — também lamentou a perda do dramaturgo destacando que sua obra tinha “poesia e estética bucólicas, a graça dos ‘causos’ dos caipiras, mas também com as lutas do campo. Uma obra eterna”. Famosa em “O rei do gado”, a atriz Lavinia Vlasak comentou a participação na novela: “Fez parte de mim de um jeito muito especial. Mudou a minha trajetória. Agradeço pela linda oportunidade com que você me presenteou. Meus mais sinceros sentimentos à família e a todos que o amavam. Pois sabemos que ele fará muita falta”. O autor Benedito Ruy Barbosa apresenta à imprensa o elenco da próxima minissérie da TV Globo, Mad Maria Carlos Ivan Em depoimento à GloboNews, o ator Tony Ramos afirmou que Benedito era “um homem muito criativo, que dava vazão aos seus sonhos, dava vazão aquele menino do interior (…) A gente conversou muito sobre como olhar o país sem panfletagem, entendendo a alma brasileira, as dores e as grandes alegrias do brasileiro”. Jayme Monjardim, um dos diretores que mais marcaram a história do autor na televisão. Responsável por dirigir novelas de sucesso como “Sinhá moça” (1986), “Pantanal” (1990) e “Terra nostra” (1999), ele destacou a importância do dramaturgo não apenas para a TV brasileira, mas para a sua própria carreira. — Benedito Ruy Barbosa mudou a história da televisão brasileira e, com isso, mudou também a minha história. “Pantanal” é um marco da nossa dramaturgia, e foi um divisor de águas na minha carreira — afirmou em depoimento enviado ao GLOBO. — Ele foi tão grande, mas tão grande, que nunca vai morrer. As suas histórias ficam, encantando novas gerações de brasileiros, e esse é um jeito lindo de se viver para sempre. Atriz que deu vida à Juma Marruá em “Pantanal”, Cristina Oliveira disse que Benedito era uma “lenda”. “Bené me deu um início, uma vida pública, acreditou que aquela menina de 26 anos, sem experiência, poderia fazer uma personagem pura, sincera, ingênua, forte, destemida, a Protetora do Pantanal”, afirmou ela. “Terei o Benedito sempre em mim e na minha gratidão.” Outra atriz de “Pantanal”, mas de sua segunda versão, Isabel Teixeira relembrou a sua personagem Maria Bruaca: “É parte desse livro imenso que ele deixou para a gente. Como atrizes, estamos ligadas ao nosso autor, no que há de eterno na escrita de uma personagem. Me sinto hoje um pouco órfã (…) Benedito virou estrela e eu penso na confluência dos rios, nos tesouros do Brasil, e na alegria de saber onde mora o imortal. O para sempre se faz presente”. Trabalhando com o autor em novelas como “Cabocla” (2004), “Sinhá Moça” (2006), “Paraíso” (2009), Eriberto Leão, em entrevista à GloboNews, destacou que o dramaturgo mostrou o “Brasil profundo ao povo brasileiro através de suas novelas de uma maneira única, um Brasil que tem uma integridade nos seus mistérios, na sua religiosidade, suas lendas, suas histórias”.
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