Dan Stulbach fala da parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede em 'Quem ama cuida'
3h ago
Source
Extra OnlineDan Stulbach fala da parceria com Mariana Ximenes e Chay Suede em 'Quem ama cuida'globo.comDan Stulbach está no ar como Ademir, em "Quem ama cuida". Ele foi o advogado responsável pela condenação de Adriana (Leticia Colin). Na esfera pessoal, o personagem encara relações intensas: é casado com Dora (Mariana Ximenes) e enfrenta embates éticos com o filho, Pedro (Chay Suede), cuja carreira é a mesma do pai: Leia mais: Flávia Alessandra detalha papel em 'Quem Ama Cuida' e defende quebra de tabus sobre menopausa Entrevista: Leticia Colin celebra protagonismo em 'Quem ama cuida' e detalha personagem cafetina em série estrelada por Cauã Reymond — Ademir é um cara muito correto aos olhos dos outros e sabe lidar com as dificuldades e as artimanhas da vida. Ele conhece os atalhos legais e ilegais e consegue o que quer, ou seja, é um sobrevivente nessa estrutura do sistema político-jurídico brasileiro. Infelizmente, é um personagem comum. Stulbach diz que buscou desenhar o advogado longe dos clichês de vilania. Ele explica que o personagem se revela por meio das atitudes: — Não queria que ele fosse um vilão caricato nas suas intenções. Ademir se torna um vilão a partir das suas ações, mas não é um cara só mau. Ele tem gente que ama, como o filho e a esposa. Ele se emociona, chora, erra e também sabe ser terrível e implacável quando precisa. A minha intenção é construir uma pessoa com erros, defeitos, ambígua e contraditória. Repito o tempo inteiro para a direção: "O Ademir não se considera culpado". A rotina intensa de gravações ganhou dinamismo com a parceria de elenco, segundo ele. Stulbach detalha a química em cena com Mariana Ximenes e Chay Suede: — Chamo nossas cenas de jazz. Chay me interrompe, e eu o interrompo. Vamos construindo juntos, mudando um pouquinho aqui e ali. No começo, as cenas com a Mariana eram mais de um casal feliz, mas essa felicidade muda ao longo da novela. Agora, temos sequências mais fortes. O bom é que eu saio revitalizado de um dia em que joguei com outra pessoa. Outro dia, em uma briga no portão, a Mari me jogou um copo de água na roupa inteira, sem me avisar, porque rolou na hora. Quando estou dentro desse jogo, é o máximo. O retorno ao horário nobre trouxe de volta o desafio de equilibrar a sua privacidade e a imagem pública. A superexposição nas redes sociais entra em conflito direto com o ofício, de acordo com o ator: — Esta relação com a rede social sempre foi um pouco conflituosa para mim. Por um lado, é um canal de comunicação maravilhoso, mas, por outro, é preciso mostrar a cara e falar quem você é. Acho contraditório com a minha profissão, pois gosto de sumir no personagem. Hoje, um dos grandes desafios dos artistas é conseguir se dissolver na imagem pública. As pessoas muitas vezes me chamam de Ademir na rua, e acho isso legal. Sou completamente diferente deste cara, jamais faria o que ele faz. Quanto menos as pessoas me conhecerem, melhor para o personagem. Esse distanciamento da fama também serve para proteger o núcleo privado, avalia. Ele é casado com a jornalista e documentarista Heloisa Becker, com quem tem dois filhos: Anita e Davi. O ator confessa que o status de celebridade nunca foi um objetivo de carreira: — Um dos medos que tive e que tenho é o de perder o meu mundo pequeno, privado, das pessoas que gosto, da minha família e dos meus amigos de sempre. Sempre preservei essa parte da minha vida muito bem, como um refúgio mesmo: um lugar que me lembre sempre quem eu sou. A questão de me tornar uma celebridade nunca me cativou. A repercussão de Ademir inevitavelmente resgata a memória de Marcos, o antagonista de "Mulheres Apaixonadas" (2003). O personagem chocou o país pelas agressões à companheira, Raquel (Helena Ranaldi), com uma raquete de tênis. O ator comenta sobre a permanência desta lembrança devido ao ambiente digital: — Os memes de raquete ainda têm milhões, né? Agora, até figurinha de raquete recebo nos grupos de WhatsApp. Ainda não uso, ainda. Porém, agora, o peso fica mais intenso. Tenho uma relação muito alegre e positiva com o reconhecimento de ter feito um personagem que todo mundo lembra, que está na história da televisão. No entanto, Stulbach adota um tom sério ao analisar o impacto social daquela obra e a atual realidade do país: — Há algo que me dá uma certa tristeza e inconformidade. Participo de eventos sobre a situação da mulher no Brasil, e as pessoas me perguntam se a sociedade melhorou de lá para cá. Tinha o sonho de que o Brasil ia melhorar a partir daquele momento, porque o assunto foi colocado em voga na novela das 20h e gerou até mesmo uma lei. Não sei responder com propriedade se ela melhorou ou piorou. Hoje, vejo que os números são iguais ou piores. Há uma situação que o Brasil não cura, e isso me entristece. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Diante desse cenário, Dan Stulbach reafirma o papel da televisão como um espaço fundamental para tensionar feridas sociais. O ator conclui reforçando sua visão sobre a função da atividade cultural: — A televisão é o lugar certo para provocar e melhorar a sociedade, e o Ademir está inserido nisso por esse tipo de provocação ética. Mostrar um espelho para as pessoas se indignarem é um lugar bonito da arte. Procurava um personagem que me permitisse trabalhar essas questões sobre ética. O antes e o depois dos atores de "Quem Ama Cuida" Initial plugin text
You might also wanna read
Opinião: Julgamento de Adriana em 'Quem Ama Cuida' é alvo de crítica jurídica em artigo de Thiago Stivaletti
Thiago Stivaletti, em artigo de opinião, argumenta que o julgamento da personagem Adriana na novela 'Quem Ama Cuida' deveria ser anulado pel
Virginia Fonseca revela depressão na primeira gestação e culpa entre trabalho e maternidade
Influenciadora e empresária Virginia Fonseca revela que enfrentou depressão durante sua primeira gestação, confessando que não queria ser mã
Produtora de cinebiografia de Bolsonaro obtém medida protetiva contra ex-marido por ameaças
A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora da cinebiografia "Dark Horse" sobre Jair Bolsonaro, obteve medida protetiva na Justiça de Sã
Peça "A Última Cova" narra história de coveiro nordestino em busca da mãe em São Paulo
A peça teatral "A Última Cova", estrelada por Marco França e escrita por Newton Moreno, conta a história de Djalma, um coveiro nordestino qu

Comments
Sign in to join the conversation.
No comments yet. Be the first.