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Datafolha: Tarcísio lidera em SP com 46%, contra 30% de Haddad

Com Tarcísio à frente e esquerda dividida, Datafolha mostra cenário desafiador para Haddad em São Paulo

3h ago

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Extra OnlineCom Tarcísio à frente e esquerda dividida, Datafolha mostra cenário desafiador para Haddad em São Pauloglobo.com
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Se em julho de 2022, Fernando Haddad (PT) aparecia à frente na pesquisa Datafolha contra uma direita dividida, o panorama agora, quatro anos depois, mostra uma inversão de cenário. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta reeleição, obteve 46% das intenções de voto no levantamento divulgado ontem, a três meses da ida dos paulistas às urnas. Já o petista alcança 30%, e tem como desafio neste pleito uma disputa com candidaturas de partidos pequenos de esquerda, que somam 13%. Flávio Bolsonaro desembarca nos EUA e critica Lula: 'Enquanto ele mostra o dedo do meio, vim defender os brasileiros' Datafolha: Haddad tem maior rejeição entre eleitores de SP, com 47% Em um distante segundo pelotão aparecem Vera Lúcia (PSTU), com 5%, além de Carlos Machado (PCB) e Vivian Mendes (UP), cada um com 4%. Brancos e nulos somam 8%, e 3% não sabem. Os dados mostram que a diferença entre Tarcísio e Haddad se ampliou em relação à situação de março, quando o instituto realizou seu primeiro levantamento deste ano — o governador tinha 44%, ante 31% do petista. Como Tarcísio de Freitas supera numericamente todos os demais nomes somados, com 52% dos votos válidos, há possibilidade de vitória em primeiro turno, segundo o Datafolha. O instituto evita cravar, contudo, que governador venceria hoje na primeira rodada devido à margem de erro de dois pontos percentuais. O levantamento também mediu um cenário de segundo turno entre Tarcísio e Haddad: o bolsonarista aparece com 53%, contra 37% do petista. A pesquisa foi a primeira a verificar o cenário após a oficialização da chapa de Haddad, que tem o ex-governador Márcio França (PSB) como vice e as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) como candidatas ao Senado. Tarcísio já havia anunciado Felício Ramuth (MDB) como vice, além do ex-secretário de Segurança Guilherme Derrite (PP) e o deputado estadual André do Prado (PL) para concorrer a senadores. Recuos na direita No mês passado, a pré-campanha ao governo de São Paulo sofreu duas baixas na direita. O deputado federal Kim Kataguiri (Missão) optou por disputar a reeleição, enquanto o ex-prefeito de Santo André Paulo Serra (PSDB) anunciou que tentará uma cadeira na Câmara. O cenário coloca Tarcísio como única opção do campo. Para a cientista política da UFRJ Mayra Goulart, a desistência da candidatura de Kim representa um alinhamento do MBL ao bolsonarismo no estado. No outro campo, ela avalia que os candidatos de siglas menores da esquerda dificilmente vão se aliar ao PT porque a tática é apenas marcar posição e tornar seus nomes conhecidos. — A composição deles com o PT beira o impossível. São partidos com estratégia consolidada de lançar candidatos apenas para ganhar prestígio dentro do campo sindical, do movimento estudantil, às vezes, até sem pretensão de ganhar eleição — afirma. — Já o MBL jogou diferente. Se apresentava como antissistema, mas jogou pelo sistema, pela eleição de Tarcísio. O cientista político Murilo Medeiros, da UNB, aponta ainda que o “discurso radicalizado de PSTU, UP e PCB favorece Tarcísio”. Para o pesquisador, isso ocorre, sobretudo, no interior de São Paulo, “onde o antipetismo predomina”. — Um dos maiores trunfos de Tarcísio foi construir uma ampla coalizão de centro-direita. Seu palanque reúne bolsonaristas, ex-tucanos, malufistas, expoentes do MDB e dirigentes do PSD e da federação União Progressista. O PT chega à disputa isolado na esquerda. Medeiros avalia que a “ausência de candidaturas competitivas de centro ou de centro-esquerda limita a atuação da oposição, sobretudo nos debates eleitorais”. Em julho de 2022, Haddad aparecia com 28% das intenções de voto, na liderança. Já França, que desistiu para apoiar o petista, alcançava 16%. Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o até então desconhecido Tarcísio de Freitas tinha 12% e disputava o eleitor da direita com Rodrigo Garcia (PSDB), que era vice de João Doria no Palácio dos Bandeirantes e chegava a 10%. Os dados divulgados ontem ainda mostram Haddad como o pré-candidato mais rejeitado no estado. O petista é citado por 47% dos entrevistados que responderam em qual dos possíveis nomes na disputa não votariam de modo algum no primeiro turno da eleição. Tarcísio é rejeitado por 29%. A taxa de rejeição de Haddad nesta pesquisa foi maior que o índice medido no levantamento anterior. Em março, o ex-ministro da Fazenda era rejeitado por 38% dos eleitores; Tarcísio, por 24%. A gestão do governador é avaliada como ótima ou boa por 45% dos entrevistados. Segundo o Datafolha, o governo é visto como regular por 32%, enquanto 20% o classificam como ruim ou péssimo. Outros 3% não opinaram. Questionados sobre o trabalho do chefe do Executivo paulista, 63% dos entrevistados afirmaram que aprovam as ações de Tarcísio; 32% desaprovam a condução do governo. Uma parcela de 6% não sabe ou não quis responder. Por outro lado, 46% dos entrevistados consideram que Tarcísio fez menos do que era esperado à frente do Palácio dos Bandeirantes. Outros 35% dizem que o governador fez o que era previsto, e 13% avaliam que o bolsonarista fez mais do que esperavam. Os paulistas também foram questionados sobre quais são os maiores problemas no estado. Os mais citados foram segurança pública e saúde, com 27% cada. Em seguida, aparecem educação (11%) e economia (3%). Desemprego, transporte, corrupção e habitação foram citados por 2%. Já com 1% estão desigualdade social, infraestrutura, enchentes, saneamento básico, fome, política, administração, privatização, salário e moradores de rua. Outras respostas somaram 4%, enquanto 7% não sabem e 1% respondeu nenhum. Força dos padrinhos O Datafolha mostra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como um padrinho político mais forte em São Paulo. O apoio do aliado de Tarcísio levaria 27% da população paulista a votar “com certeza” no nome avalizado por ele. A proximidade faria 22% dos paulistas a “talvez “ votarem em no nome de Bolsonaro. Já 49% não votariam “de jeito nenhum” no candidato próximo ao ex-ocupante do Planalto. Já o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levaria 19% dos paulistas a votar em um candidato ao governo de São Paulo. Outros 23% responderam que “talvez” votariam, e 54% não votariam “de jeito nenhum”. Para o cientista político Marcos Paulo Campos, da Universidade Estadual do Ceará, o debate nesta eleição em São Paulo deve ser pautado por questões de cunho estadual, apesar da polarização nacional persistente. — Não parece que Tarcísio quer aliar seu sucesso em São Paulo à campanha nacional do bolsonarismo. Não é um divórcio absoluto, mas ele não mergulha de cabeça. O governador se coloca como uma espécie de liderança em espera para o plano nacional. A pesquisa ouviu 1.608 eleitores, presencialmente, nos três primeiros dias deste mês, em 71 municípios. O nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob os números SP-01703/2026 e BR-06481/2026.

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