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Centenários têm algo surpreendente em comum, descobre estudo nas ‘zonas azuis’ (e não é apenas a dieta)

4h agopt

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Extra OnlineCentenários têm algo surpreendente em comum, descobre estudo nas ‘zonas azuis’ (e não é apenas a dieta)globo.com
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Um estudo conduzido em uma das chamadas “zonas azuis”, regiões do mundo com taxas mais altas de pessoas com 100 anos ou mais, encontrou algo em comum entre os centenários que vai além dos fatores de proteção tradicionais, como atividade física e alimentação. Segundo o trabalho, publicado na revista científica International Journal of Applied Positive Psychology, a personalidade desses indivíduos também é peça-chave para a longevidade. Homens ou mulheres: Quem sente mais desejo? O que dizem os especialistas Começar a comer fibra de um dia para o outro é má ideia? Veja 'pegadinhas' no consumo desse nutriente A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Cagliari, na Itália, e comparou uma amostra de 55 idosos que vivem na “zona azul” da Sardenha com outros 70 que moram na mesma região, porém não na área com maior concentração de centenários que o normal. Ambos os grupos tinham, em média, 80 anos. Os participantes realizaram uma bateria de testes que avaliaram eficiência cognitiva, personalidade, bem-estar psicológico e qualidade de vida. Todos tinham perfis culturais e socioeconômicos semelhantes, e os dois grupos foram equilibrados para serem parecidos em relação à idade, ao sexo e ao funcionamento cognitivo global. Micropênis: Qual é a medida que define o problema e quantos homens sofrem da condição? Para avaliar a personalidade, os cientistas utilizaram os chamados “Big Five”, cinco traços básicos da personalidade que compõem um conceito muito utilizado em pesquisas na área da psicologia. São eles: extroversão; abertura; conscienciosidade; agradabilidade e neuroticismo. A extroversão diz respeito à sociabilidade, enquanto a abertura refere-se a aspectos como curiosidade e disposição para novas experiências. Já a conscienciosidade envolve o grau de organização e planejamento. A agradabilidade mede fatores como compaixão e altruísmo e, por fim, o neuroticismo avalia a tendência a preocupações, ansiedade, estresse e instabilidade emocional. Veja os que mais matam: OMS projeta que casos de câncer podem quase dobrar até 2050 e pede ação urgente de países Após corrigir a possível influência da idade e do nível de escolaridade, os resultados confirmaram que níveis mais elevados de abertura à experiência, conscienciosidade e amabilidade estavam associados a mais bem-estar psicológico e envolvimento em atividades de lazer. Em contrapartida, o neuroticismo apresentou associação negativa com a qualidade de vida. Já ao examinar as diferenças entre os dois grupos, o estudo concluiu que os indivíduos que vivem na “zona azul” apresentavam níveis mais elevados de abertura à experiência, estratégias de enfrentamento, como a capacidade de lidar com os problemas diários e superá-los, mais eficazes e maior competência emocional, como a capacidade de compartilhar e compreender o próprio estado emocional. 'Reorganização mental': Como o cérebro da mulher muda durante a gravidez; especialistas explicam Além disso, os idosos da "zona azul" tinham mais satisfação com os relacionamentos sociais e participação mais frequente em atividades cognitivamente e fisicamente estimulantes em comparação os que não viviam na mesma área. No artigo, os pesquisadores escrevem que os achados “sugerem que a combinação de traços de personalidade adaptativos e recursos de enfrentamento favorece um estilo de vida mais ativo, fornecendo informações sobre os mecanismos envolvidos no envelhecimento bem-sucedido". Além disso, afirmam que os resultados “destacam características psicológicas específicas associadas ao envelhecimento bem-sucedido no contexto singular de longevidade da Zona Azul da Sardenha”.

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