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Budismo sul-coreano recupera aceitação com roupagem de cultura pop e ajuda da geração Z

2h agopt

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Extra OnlineBudismo sul-coreano recupera aceitação com roupagem de cultura pop e ajuda da geração Zglobo.com
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Na Coreia do Sul, em que cada vez mais a religião vinha perdendo força, o budismo vem recuperando popularidade graças a uma tendência "descolada" que atrai a Geração Z com festivais, moda, robôs e DJs, ainda que alguns temam pelos fundamentos da fé. Saiba quem foi Tuca: artista aclamada, que começou ao lado de nomes como Chico Buarque e teria morrido por regime para emagrecer com guru, é tema de livro Veja: craque da Noruega, Erling Haaland tem passado como cantor de rap; vídeo antigo viraliza após derrota do Brasil A poucos passos de um templo do século XIV em Seul, onde fiéis fazem oferendas e se curvam aos pés de três estátuas gigantes de Buda douradas, uma loja chamada Buddhz vende estatuetas, pulseiras de contas de oração, chapéus e camisetas, com uma delas estampando um Buda navegando em um smartphone. Já um cartão-postal mostra o representante do budismo soprando uma bolha de sabão em uma pose relaxada com os dizeres: "Sopre. Estoure. Esqueça." Camiseta com temática budista em uma loja de souvenirs em Seul JADE GAO / AFP — É muito mais comercializado aqui do que eu esperava — disse à AFP a turista canadense Teja Manabotula, de 34 anos. Marvin Zhang, um alemão de 19 anos, contou que sua curiosidade sobre o budismo foi um dos motivos de sua visita, mas, ao ver os métodos de marketing direcionados à sua geração, ele compreendeu como isso poderia ser "visto como desrespeitoso". 'Female rage': entenda como a fúria feminina contra injustiças alimenta ficções repletas de sangue e vingança De qualquer forma, a abordagem da cultura pop parece estar funcionando. A Exposição Internacional Budista de Seul, por exemplo, atraiu um número recorde de 250 mil pessoas este ano, cerca de dois terços delas eram da Geração Z e metade não religiosas, segundo os organizadores. E mesmo que o número de sul-coreanos que se identificam como budistas tenha permanecido estável, o budismo foi visto de forma mais favorável entre os quatro sistemas de crença pesquisados ​​em uma "Pesquisa de Percepção da Religião" de 2025, realizada pela Korea Research. Sacola de pano com temática budista exposta em uma loja de souvenirs em Seul JADE GAO / AFP O turismo com temática budista está em plena expansão, e dezenas de milhares de moradores locais e estrangeiros se inscrevem todos os anos em retiros com "estadia em templos", onde comem comida monástica simples, realizam tarefas domésticas e meditam. Alguns combinam suas estadias com concertos ou eventos como a Exposição Internacional, onde os visitantes podem participar de sessões de oração e conversar com monges, explorar uma variedade impressionante de bugigangas à venda e assistir a uma "Festa do Gongo do Sutra do Calor" com apresentações de música eletrônica e hip-hop. Fiéis rezando no Templo Jogyesa, em Seul. JADE GAO / AFP Para Sun Min-ji, estudante universitária sul-coreana de 23 anos e budista, a imagem moderna da religião atraiu muitos de seus amigos. — Acredito que não há absolutamente nada de errado com essa imagem 'descolada' do budismo, pois ela reduz as barreiras de entrada e atrai muitos jovens — afirmou à AFP Mordida de macaco? Relatório preliminar aponta causa da morte da atriz turca Ece Irtem, aos 35 anos Mas alguns críticos apontam para o risco de uma religião definida pelo desapego aos bens materiais ser contaminada pelo consumismo. "Se o budismo for consumido meramente como uma 'boa imagem', sua recente popularidade poderá se revelar pouco mais do que uma tendência passageira", afirmou um editorial do jornal Hyunbulnews, um veículo de comunicação budista. 'Forma adaptada' A Ordem Jogye, principal ordem budista da Coreia do Sul e uma das principais forças motrizes por trás dessa tendência, busca tornar a religião mais "acessível", disse o porta-voz, monge Myojang, à AFP. — A forma como as gerações mais jovens se relacionam com a religião está mudando... Tentamos encontrá-las onde elas estão e nos comunicar de uma maneira que faça sentido para elas. Budista Myojang, porta-voz da ordem Jogye, posando para um retrato no Templo Jogyesa, em Seul JADE GAO / AFP A ordem enfrentou forte reação negativa quando um robô humanoide "monge" participou de uma cerimônia de ordenação em maio, prometendo "dedicar-se" ao budismo. Os críticos argumentaram que isso banalizava a vida monástica. Ao defender o uso do robô como ferramenta para transmitir ensinamentos budistas, Myojang afirmou que a ordem estava ciente dos riscos e planeja "estabelecer diretrizes mais claras sobre onde estão os limites". O comediante que virou DJ, Yoon Seong-ho, que se apresenta sob o nome artístico de NewJeansNim vestindo túnicas de monge e misturando música eletrônica com cânticos, concorda que existe um equilíbrio delicado. Acessórios para celular com temática budista em uma loja de souvenirs em Seul JADE GAO / AFP — Meu objetivo é comunicar os valores budistas ao público, especialmente aos mais jovens que normalmente não frequentam templos — disse o músico à AF A imagem moderna e descontraída do budismo deu um impulso cultural, mas não parece ter atraído novos fiéis. Uma pesquisa realizada no ano passado não encontrou mudanças nas afiliações religiosas dos sul-coreanos, com 16% se identificando como budista. A maioria das pessoas continua sem religião, sendo a maioria delas com idade entre 18 e 29 anos. Jo Yang-ok, uma budista de 78 anos, disse que não se opunha a nada que pudesse atrair jovens para a religião. Fiéis rezando no Templo Jogyesa, em Seul JADE GAO / AFP — As pessoas da minha geração muitas vezes não conseguem mais ir aos templos por causa de doenças ou porque já faleceram — contou à AFP. Brian Somers, professor assistente de estudos budistas na Universidade Dongguk de Seul, disse que as religiões sempre se adaptaram à medida que os seguidores mais jovens substituem os mais velhos. — O budismo moderno é o budismo em uma forma adaptada, desde que os ensinamentos sejam mantidos.

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