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Oitavas da Copa do Mundo têm jogos e horários definidos
Brasil 2030: quem pode formar a seleção na próxima Copa do Mundo após o fracasso de 2026
4h ago
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A derrota por 2 a 1 para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, marcou mais do que a eliminação brasileira. Representou o fim de mais um ciclo frustrado e o início de uma reconstrução que deverá durar quatro anos. Pela primeira vez desde 2002, o Brasil chegará à próxima Copa acumulando 28 anos sem conquistar o título mundial. Carlo Ancelotti, contratado justamente para tentar encerrar esse jejum, permanece como peça central do projeto. O treinador tem contrato até a Copa de 2030 e terá tempo para reformular praticamente todos os setores da equipe. A boa notícia é que o Brasil continua produzindo talentos em ritmo acelerado. A má é que as principais dúvidas aparecem justamente onde a seleção mais sofreu nos últimos anos: defesa, laterais e gol. Enquanto Neymar confirmou a despedida da seleção e veteranos como Casemiro, Danilo, Alex Sandro e possivelmente Marquinhos caminham para o fim da trajetória internacional, uma nova geração começa a tomar forma. Nas redes sociais, uma imagem que viralizou nas horas após derrota projeta uma possível escalação para 2030 com Carlos Miguel; Wesley, Vitor Reis, Murillo e Kaiki Bruno; Breno Bidon, Bruno Guimarães e Estêvão; Rayan, Endrick e Vini Jr., resume bem a direção que o futebol brasileiro parece seguir. Ela está longe de representar uma previsão definitiva, mas reúne praticamente todos os nomes que hoje aparecem como pilares naturais da próxima Copa. A base já está pronta Diferentemente de outros ciclos, o Brasil não precisará começar do zero. Vinícius Júnior chegará à Copa de 2030 com apenas 29 anos. Depois da melhor campanha individual em Mundiais, com quatro gols em 2026, continuará sendo a principal referência técnica da Seleção. Ao seu lado, Endrick, Estêvão e Rayan formarão um trio que terá apenas 23 anos quando o torneio começar. É justamente essa geração que a CBF imagina como protagonista do próximo Mundial. Endrick foi tratado desde cedo como o camisa 9 do futuro, enquanto Rayan ganhou espaço rapidamente com Ancelotti. Estêvão, ausente da Copa por lesão, era considerado titular antes do corte e segue como um dos jogadores de maior potencial do futebol mundial. Bruno Guimarães também deve permanecer como líder do elenco. Embora tenha terminado a Copa marcado pelo pênalti desperdiçado contra a Noruega, o volante do Newcastle terá apenas 32 anos em 2030. Rodrygo, João Pedro, Gabriel Martinelli, Matheus Cunha, Luiz Henrique e Danilo Santos completam um grupo que ainda estará em idade competitiva. Até mesmo Raphinha, que terá 33 anos, dificilmente deixará de disputar espaço caso mantenha o nível apresentado no Barcelona. A nova geração já bate à porta Se o ataque parece encaminhado, a principal renovação acontecerá entre os jogadores que sequer disputaram a Copa de 2026. O principal exemplo é Vitor Reis. Revelado pelo Palmeiras e hoje no Manchester City, o zagueiro de 20 anos é considerado uma das maiores promessas da posição no futebol europeu. Pelo perfil técnico e qualidade na saída de bola, muitos o enxergam como sucessor natural de Marquinhos. Ele foi um dos destaque do Girona na última temporada. Ao lado dele aparece Murillo, destaque do Nottingham Forest. O defensor vem acumulando elogios na Premier League e pode chegar à próxima Copa como um dos zagueiros mais consolidados do continente. A tendência é que seja vendido nessa janela europeia para um gigante. Outro nome que cresce é Breno Bidon. Titular absoluto do Corinthians aos 21 anos, o volante aparece entre os cinco brasileiros mais bem avaliados pelo CIES Football Observatory entre jogadores sub-23. Clubes europeus já realizaram sondagens superiores a R$ 100 milhões, mas o Corinthians acredita que poderá negociá-lo por valores ainda maiores. Também no meio-campo surgem nomes como Andrey Santos, João Gomes e o jovem Felipe Morais, meia da geração 2008 tratado como um dos principais talentos do Cruzeiro e das seleções de base. Evertton Araújo é outro que pode pintar em futuras convocações devido ao espaço que ganhou no Flamengo nesta temporada. Defesa pode mudar completamente A tendência é que o sistema defensivo seja o setor mais transformado até 2030. Gabriel Magalhães seguirá como referência pela experiência acumulada no Arsenal, mas terá concorrência pesada. Além de Vitor Reis e Murillo, aparecem nomes como Victor Gabriel, titular do Internacional, e Viery, destaque do Grêmio, podem ganhar força. Todos figuram entre os defensores brasileiros sub-23 mais bem avaliados pelo CIES e já são monitorados por clubes europeus. Maior problema continua sendo as laterais Se há um setor que ainda preocupa, é o das laterais. Na direita, Wesley larga como favorito. O jogador da Roma foi cortado da Copa por lesão, mas terá apenas 26 anos em 2030 e continua sendo visto como o melhor brasileiro da posição. Outra alternativa é Pedro Lima, revelado pelo Sport e atualmente no Wolverhampton. Aos 20 anos, ele já desperta interesse dentro da comissão técnica da seleção. Na esquerda, o cenário é ainda mais aberto. Kaiki Bruno, do Cruzeiro, aparece como candidato natural pela idade e evolução recente. Douglas Santos pode permanecer durante parte do ciclo, mas chegará à próxima Copa com 36 anos. Disputa aberta no gol A posição de goleiro também promete mudanças. Alisson e Ederson entrarão no próximo Mundial já próximos do fim da carreira internacional. Hoje, os candidatos mais próximos são Bento, Hugo Souza, Carlos Miguel e um nome que começa a chamar atenção dentro da CBF: Léo Nannetti. Campeão mundial sub-20 pelo Flamengo, o goleiro foi chamado para treinar com a seleção principal antes mesmo de estrear entre os profissionais e é tratado internamente como uma das grandes apostas da posição para o futuro. Não atoa, foi levado por Ancelotti para a Copa para ser um dos pilares de treino. CIES reforça quem está em ascensão O levantamento mais recente do CIES Football Observatory ajuda a confirmar parte dessa renovação. Entre os brasileiros mais bem avaliados do Brasileirão com menos de 23 anos aparecem nomes que já começam a entrar no radar da Seleção. O primeiro colocado é Vitor Roque. Depois da passagem frustrada por Barcelona e Betis, o centroavante reencontrou protagonismo no Palmeiras e voltou a figurar entre os atacantes mais promissores do continente. Aos 25 anos em 2030, pode disputar posição diretamente com Endrick e João Pedro. Outro destaque é Allan, do Palmeiras. Extremamente forte no um contra um e líder em dribles da equipe paulista, o atacante já desperta interesse de clubes ingleses e italianos.
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