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"Autoanalista", Casemiro usa estudos para alcançar sobrevida na seleção brasileira

1d ago

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Extra Online"Autoanalista", Casemiro usa estudos para alcançar sobrevida na seleção brasileiraglobo.com
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Com o gol sobre o Japão, Casemiro ajudou a seleção a se manter viva na Copa e evitou o que seria seu provável adeus com a Amarelinha — que ele tentará adiar mais uma vez hoje, contra a Noruega. O volante tem vivido uma temporada de extremos. Por um lado, cobrança dos brasileiros. Por outro, o reconhecimento da torcida do Manchester United, de onde se despediu com homenagens e marcas pessoais atingidas. Principalmente na frente, onde, aos 34 anos, desfruta de sua fase mais artilheira. Na vitória brasileira da última segunda-feira, Casemiro chegou ao seu 12º gol na temporada. Um número considerável para qualquer um que não jogue como atacante. Até então, sua melhor marca havia sido nove gols, marcados pelo United e pela seleção em 2022/23. Uma veia artilheira que passa mais pela cabeça do que pelos pés. Dos 12 gols, dez foram marcados desta forma. O volante foi uma das principais armas do United nas jogadas de bola aérea, muito explorada pelo técnico Michael Carrick (principalmente a partir do português Bruno Fernandes) e usada também por Carlo Ancelotti no segundo tempo contra os japoneses. — Gosto de valorizar sempre os mínimos detalhes. E o Gabriel (Magalhães) colocou um cruzamento quase perfeito para eu fazer o gol —comentou Casemiro, fazendo referência à bola levantada pelo zagueiro no lance do gol de empate, no último jogo. Casemiro comemora com 'six-seven' após gol de empate diante do Japão Paul Ellis/AFP Se valoriza sempre quem lhe dá a assistência, o que Casemiro não expõe com a mesma frequência é seu trabalho diante da tela do computador. O volante gasta horas por semana estudando seus próprios jogos e o dos adversários. O objetivo é justamente revisar seus erros, buscar o posicionamento ou o movimento certo para cada situação e descobrir fragilidades do rival. Para isso, o brasileiro recorre a plataformas de análise de desempenho como Wyscout (uma das mais conhecidas do mercado) e a do próprio United. Enquanto cada vez mais jogadores contratam profissionais particulares para fazer este serviço, Casemiro vai no caminho contrário e aprende ele mesmo a ser uma espécie de “autoanalista”. Despedida: Casemiro reverencia torcida do Manchester United ao ser substituído Darren Staples / AFP Este trabalho não visa apenas a performance dentro da área do adversário. Também é voltado para a capacidade de defender e de sair com a bola, principais funções do volante. Valências que não chamam tanta atenção quanto os gols, mas que também o fizeram se destacar nesta temporada. Casemiro terminou a última Premier League bem cotado nas estatísticas defensivas. Foi o 12º da competição no número de bloqueios e o nono em desarmes. Na Copa, aparece como o segundo da seleção que mais exerce pressão defensiva sobre o oponente com a bola e o terceiro que mais forçou perdas de posse. Nem os árbitros escapam de suas análises. Casemiro também estuda cada um. Tenta entender critérios e perfil: se é rigoroso, se deixa o jogo seguir e se permite que os atletas falem com ele. O de hoje, o americano Ismail Neifah, certamente já passou por seu radar.

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