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Oitavas da Copa do Mundo têm jogos e horários definidos
A gangorra da seleção na Copa: quem sobe e quem desce ao fim da participação brasileira
3d agopt
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A Copa do Mundo chegou ao fim para o Brasil. Mas, ainda que a frustração pela eliminação seja um sentimento comum entre todos os jogadores, o saldo do Mundial é diferente para cada um. Alguns saem em baixa com a Amarelinha. Outros, ganharam pontos e devem começar o ciclo bem cotados. O GLOBO mostra, abaixo, como ficou a gangorra da seleção. Eliminatórias mais complexas e possível volta aos EUA: o que o Brasil terá pela frente no ciclo da Copa de 2030 Carlos Eduardo Mansur: Noruega 2 x 1 Improviso Quem sobe Douglas Santos O lateral esquerdo foi um claro caso de quebra de expectativa. Aproveitou, ainda no amistoso contra o Egito, o último antes da Copa, a oportunidade dada por Carlo Ancelotti e não largou mais a titularidade, contrariando as apostas de que iria passar o torneio no banco. Fez um Mundial muito regular, dando segurança defensiva e se aproximando de Vini Jr na frente. Retorna para o Zenit, da Rússia, mais valorizado. Bruno Guimarães O pênalti perdido na derrota para a Noruega não apaga o fato de ele ter sido um dos principais jogadores da seleção na Copa. Foi a peça central do esquema de Ancelotti, aparecendo próximo da área com frequência e potencializando o jogo de Rayan. De quebra, ainda foi o maior garçom do Brasil, com quatro assistências. Lucas Paquetá no jogo do Brasil e Haiti ROBERTO SCHMIDT / AFP Lucas Paquetá Após um ciclo atrapalhado pelo processo no qual se defendeu de uma acusação de envolvimento num caso de manipulação no futebol inglês, o meia conquistou seu espaço na seleção durante a Copa e forçou Ancelotti a mudar o esquema de jogo do time. Sua presença melhorou a criação da equipe, já que ele se mostrou um ótimo arco para Vini Jr e fez crescer o futebol de Bruno Guimarães. Não à toa, sua lesão foi a mais sentida pela seleção. Rayan O atacante do Bornemouth conquistou uma vaga na Copa aos 45 do segundo tempo e não desperdiçou a chance. Preencheu bem o lado direito do ataque após a lesão de Raphinha, fazendo bem tanto o corredor quanto os avanços por dentro. Muito importante também na marcação. Deve travar com Estêvão uma disputa por vaga intensa neste ciclo. Vini Jr A atuação mais burocrática na eliminação da Noruega não apaga seu ótimo começo de Copa. Vini conseguiu sua primeira sequência de grandes jogos com a Amarelinha. Foi uma referência técnica com seus dribles, finalizações e movimentação na frente. Se seguir assim, tem tudo para fazer um grande ciclo pela seleção nos próximos quatro anos e, enfim, corresponder às expectativas. Surfista: Matheus Cunha comemora gol do Brasil contra a Escócia Robert Cianflone / Getty Images via AFP Matheus Cunha Outro cuja atuação abaixo do esperado diante dos noruegueses não define o que foi sua Copa. Cumpriu muito bem a função de jogar atrás da dupla de ataque e aparecer como elemento surpresa na área. Até a veia artilheira apareceu. Se Ancelotti mantiver este esquema, o atacante do Manchester United tem tudo para seguir como dono da posição. Fabinho Uma das convocações mais questionadas da Copa, Fabinho fez os críticos se dobrarem a ele no torneio. Quando entrou, deu segurança defensiva à equipe e fez bem a saída de bola. Uma despedida honrosa da seleção. Gabriel Martinelli É verdade que a decisão de começar com Martinelli contra a Noruega prejudicou o time. Mas não por causa dele. O atacante começou a Copa fadado a não sair da sombra de Vini Jr e terminou como titular. Mostrou que pode ser perigoso na frente ocupando uma faixa mais central do campo. Quem desce Alex Sandro Foi basicamente um espectador da campanha da seleção. Recuperado de uma lesão a apenas um mês da Copa, não chegou bem e foi ultrapassado por Douglas Santos. Uma ato final em sua Amarelnha com a camisa da seleção. Casemiro Apesar do gol de empate contra o Japão, é outro que não fez a melhor despedida pela seleção. Teve importância clara na saída de bola da equipe. Ao mesmo tempo, não foi bem defensivamente e cometeu erros ao mesmo tempo graves e bobos. Sai talvez como o jogador deste grupo com a imagem mais desgastada perante a torcida. Danilo Santos Não que tenha comprometido. Mas passou despercebido pela Copa. Apesar da ótima atuação nos amistosos de março (o que gerou expectativa sobre ele), não recebeu as mesmas oportunidades quando o Mundial começou. Entrou pouco e, quando isso ocorreu, não chegou a se destacar. Igor Thiago Escolhido como titular no jogo de estreia, contra Marrocos, o atacante do Brentford sentiu demais o peso da Copa. Apesar da correria intensa e do espírito de disputa pelas bolas, errou demais quando a teve. Parece ter decepcionado Ancelotti, já que, depois disso, não ganhou mais minutos. Fica a dúvida se voltará a ter novas oportunidades. Raphinha Um dos principais jogadores brasileiros das últimas temporadas, não chegou perto das atuações que tem pelo Barcelona. Mesmo com a lesão que o tirou cedo da Copa (no fim do primeiro tempo contra o Haiti), o tempo em que paticipou do torneio foi de dificuldade em se encaixar no esquema de Ancelotti. Neymar aqueceu durante o jogo com o Japão, mas não entrou AFP Neymar Convocação mais polêmica de todas, pois passou parte considerável do período com a seleção se recuperando de uma lesão na panturrilha direita, Neymar apenas deu razões aqueles que eram contrários a sua presença. Sem condições de aguentar o futebol de alta intensidade da Copa, o camisa 10 fez muito pouco. Contra a Noruega, quando atuou por um pouco mais de tempo (34 minutos), não foi capaz de entregar intensidade, bons passes e ou finalizações. Ficou mais lembrado pelas provocações aos esnandinavos na reta final. Sua era na seleção terminou de forma melancólica. Luiz Henrique Um dos xodós da torcida pela seu estilo de jogo, marcado pelos dribles e pela velocidade, o atacante iniciou a Copa brigando pela titularidade. Mas só foi a campo por 28 minutos em todo o torneio. Parece ter perdido pontos com o técnico nos trenos. Endrick Grande fenômeno de popularidade da seleção antes da Copa e após a estreia, quando passou todo o empate com Marrocos no banco, Endrick não fez jus ao frisson criado. Continua cotado a ser um dos destaques do time no próximo ciclo. Mas o gol perdido contra a Noruega, cara a cara com o goleiro, quebrou o encanto perante alguns torcedores. Também neste jogo, foi mal na marcação. Ibañez Sentiu tanto a estreia, quando atuou improvisado como lateral pela direita, que não voltou mais a ser utilizado por Ancelotti. Talvez o maior problema não tenham sido as falhas técnicas, já que atuou numa posição que não é a sua. Mas anímico, tendo em vista que não reagiu bem à pressão do torneio.
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